October 06, 2008 conjecturas de terça.

British Boy operou o pezinho, hoje.
Um gânglio inchado que prometia se alastrar e se transformar numa chatice foi extirpado essa manhã, numa cirurgia simples de pouco mais de uma hora. Ele nunca havia passado pela maravilhosa experiência de levar uma anestesia geral e ficou encantado com o fato de não se lembrar de absolutamente nada. Aww, fofo. Depois da cirurgia nos trouxeram sanduíches gostosos, chá, bolo e biscoitinhos - limpamos a bandeja e pedimos bis, haha. Quartinho azul privativo, quadrinhos na parede, televisão com DVD e eu me senti de férias no Holiday Inn. Isso tudo de GRAÇA. OK, os clínicos gerais desse Reino podem até ser uma peste - mas depois que você CONSEGUE ser diagnosticado, o tratamento é nota mil.


Da série Inconvenientes de voltar a viver no Rio: comprar um apartamento que inclua os indefectíveis "playground" e "salão de festas". Além do fato de esses nomes serem absolutamente bregas, o conceito por trás deles também é.

Playgrounds (sou 100% a favor de anglicismos, mas por que não chamar de parquinho?) estão sempre lotados de crianças barulhentas, babás trocando fraldas em bancos de cimento, carrinhos de bebê e tias velhas fazendo fofoca. Salão de festas - alguém ainda usa esse tipo de "espaço"? No máximo, pra fazer festinha de criança, o que também é um conceito brega.

De resto, eu abomino esses "espaços de integração social forçada" (inclua aí a "academia" e os "barzinhos" do prédio). Eles foram criados para compensar o fato de que os apartamentos em si são GAIOLAS mal ventiladas e quentes. Sem mencionar o inconveniente de ser obrigado a encontrar vizinhos, principalmente aqueles que você gostaria de evitar. Detesto muito tudo isso. O único tipo de espaço comunal que eu vagamente tolero em prédios são corredores, elevadores e garagens - e quem sabe portaria com segurança, no caso do HELL de Janeiro. Mais do que isso é enfeite e eu me recuso a "pagar pelo privilégio".

Outra coisa que me deixa puta da vida é o tal "condomínio mensal". Geralmente uma taxa extorsiva (e o meu conceito de extorsivo, dependendo da localização, pode variar entre 200 reais até 1000 e seus múltiplos), que quase nunca se justifica quando se leva em conta o custo para iluminar e limpar as áreas comuns do prédio e pagar o salário de fome do pernambucano da portaria. Espaços como parquinho, salão de festas, piscina coletiva e academia eu dispenso, então não topo pagar por eles. Seria fantástico poder desmontar a casa onde vivemos e levá-las na bagagem; bem que elas podiam ser portáteis, como essa aqui:






Quando moramos em Hannover, num dos endereços mais nobres da cidade, o apartamento de dois quartos, espaçoso e com janelas enormes, banheira de hidromassagem e varandão voltado para uma área verde nos fundos do prédio custava menos de 900 euros por mês. Sem nenhuma outra taxa. Ok, não tinha elevador e nem vaga na garagem (prédio antigo), mas isso nunca foi problema. A luz do corredor era automática e se apagava quando não havia movimento, e os próprios moradores cuidavam da limpeza externa - o que era simples, já que todos eram extremamente limpos e eu nunca vi nada sujo.

Eu sei que o Rio de Janeiro oferece privilégios que nenhum outro lugar poderia. Mas também oferece desvantagens (a violência sendo a principal) e as pessoas deveriam levar isso em conta antes de pedir 600 mil reais - e 500 mensais de condomínio - num apartamento de dois quartos, com cozinha e banheiros cafonas, sem varanda e com vista parcial para uma favela chapa quente. Eu andei considerando a possibilidade de voltar pra casa (inúmeros motivos, que talvez um dia eu tenha paciência para listar; talvez não), mas certas coisas eu acho que não consigo mais aceitar. Certa vez ouvi alguém dizer que "quando você sai do seu habitat natural por um longo período de tempo, você nunca mais volta a ser a mesma pessoa de antes, e isso nem sempre é uma boa coisa". Na época, pensei "bullshit de patricinha deslumbrada". Well, eu devo então ter me transformado em uma, porque essa afirmação eu hoje poderia tatuar na testa.


Eu acho uma baita lição de vida me dar conta de que, quando eu estava no Rio e fazia aniversário, recebia cartões, telefonemas, presentinhos, era convidada para sair com tudo pago e paparicada por um grupo bastante pequeno, porém leal de amigos. Hoje em dia eu faço aniversários atrás de aniversários e essas mesmas pessoas são incapazes de postar uma cartinha tarifa econômica no correio ou dar uma ligação de UM minuto só para desejar felicidades. No máximo, ganho um HEY! PARABÉNS! muito de passagem no Orkut. E possivelmente só porque tinha um link para o meu perfil na seção de aniversariantes. Eles gastavam muito mais antes, não sabendo que hoje em dia um telefonema breve significaria muito mais para mim do que os presentes que eu costumava ganhar.

Sinceramente, me entristece um bocado perceber que o ditado "out of sight, out of mind" procede na prática. Que o que os olhos não vêem, o coração esquece. Sem pieguice ou draminha, mas essa mudança de atitude veio de onde? Será que o fato de alguém morar distante significa que não vale mais a pena manter os laços? Vejo essas pessoas postando mil fotos de festas em seus fotologs, conhecendo gente nova, getting on with life e constato que sim, eu fui engavetada. Nem sei se devo procurá-los ou não quando estiver no Rio. É provável que eu não procure ninguém e passe as minhas preciosas semanas na Cidade Maravilhosa completamente sozinha, refazendo caminhos nostálgicos, comendo nos meus restaurantes e pé-sujos preferidos, com saudades do British Boy e das minhas gatas e temendo ser sorteada no "Concurso Bala Perdida 2008 - vire você também uma estatística!".


"In his heart, there is a girl; she is me. No contract keeps her, she goes with him, she goes alone, precipice to precipice, upon every ledge agreeing again to leap. She is with him, she has been with him, every minute, alongside. No one can know what we know. Just us. Us. If you listen, you can hear it. In the wide wide sound of the rain - us."

October 04, 2008 pequeno lol do sábado.

Mesmo tentando me manter apolítica, eu não consegui deixar de rir.


Encontrei na Belle.

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drugstore cowgirl.

Lentamente, os dias começam a ficar mais curtos e mais frios. Ontem, pleno Outubro, o verão mal tendo calçado as chinelas e ido se enrolar num edredon, tivemos a primeira chuva de granizo do Outono. Hellow, eu falei GRA-NI-ZO. Medo, muito medo do que será o inverno. Por enquanto, o aquecimento da casa está desligado, mas ontem eu já tive que jogar um segundo cobertor por cima do primeiro. E calçar meias. E tirar a camisola de flanela (sooo sexy... NOT!) da gaveta. E resistir bravamente. E, no fundo, até gostar.

There's something about cats and unmade beds that appeals to me. ;)

British Boy está, no momento, retornando de uma viagem de dois dias a Gibraltar. Evidentemente eu não fui, porque a estadia era curta e porque o cliente não ia pagar uma passagem extra para mim. Ok, eu poderia ter pago a minha, poderíamos ter esticado o weekend, mas como ele estava viajando a trabalho e com o sócio (que nem de longe é má pessoa, mas sabe como é), eu preferi ficar aqui. Porque eu sou uma babaca preguiçosa. E ele ainda encontrou a minha amiga cubana, que saiu daqui da ilhota pra viver em Málaga - mas trabalha em Gibraltar, assim como o marido. Gibraltar é BEM pequeno. Muito menor do que Jersey, para se ter idéia. Mas é colado à Espanha e já fiquei sabendo que rolam uns pacotes bem baratos de vôo + hotel. Hm... PLANINHOS.

"Os policiais afirmaram que não têm a menor idéia do que pode ter motivado o ataque". Bom, EU aposto em falta de disciplina, em pais bananas e psicologia moderna. Ou simplesmente num acesso de crueldade injustificado de um pequeno Hitler em estágio de pré-produção. Voto pelo direito do diretor do zoológico de pegar esse projeto de psicopata e dá-lo de comer ao crocodilo. Mas os bonzinhos de coração vão dizer, é claro, que "crianças são puras e inocentes, nunca fazem nada por mal". Aham. Agora conta a do papagaio.

Fui encher a cara com a Júlia na quinta, o que acabou nem acontecendo porque ela tinha hora certa para voltar para casa por conta do carrasco, ops, marido. Comemos panini + coca cola numa lanchonete metida a besta mas que NÃO OFERECIA GUARDANAPOS e cuja garçonete tinha uma desagradável cara anal. Roubamos uma coca cola extra do freezer em protesto silencioso e compartilhamos a dita cuja no carro, com o som no volume máximo ouvindo MC Marcinho (so-cor-ro) enquanto eu corrigia o português errado do infeliz.

Fomos para a casa dela e, por incrível que pareça, aguentei de bom humor as grosserias típicas do seu marido português - coisas do nível de "você está gorda!", "seu cabelo está muito ressecado", sem contar as sessões "too much information" onde ele revelava às gargalhadas detalhes não solicitados a respeito da vida sexual do casal. Jantei sopa portuguesa de pão, ovo e cebola, comi carne com batatas, bebi duas garrafinhas de Sagres e vim parar em casa.

Cheia de SACOLAS, é claro. Porque enquanto eu esperava a Júlia sair do trabalho, passei na Boots and all hell broke loose. Porque, se existem dois tipos de loja onde eu piro no cabeção, são elas papelarias e drogarias. Segurei a onda para não fazer a lôca e comprar TODOS os kits de natal, cheios de coisinhas coloridas e cheirosas dentro de embalagens maravilhosas.

Esse creme da Tresemmé realmente SALVA. Trinta minutinhos uma vez por semana e voilá - cabelo macio e fortalecido. O hidratante novo da Nívea (linha Smooth Sensation) é barato e muito melhor do que algumas das marcas mais caras. A linha "Natural Collection" da Boots tá em promoção e esses Body Sprays (£1.85 cada!) são deliciosos - comprei o de morango e o de baunilha porque eu tenho compulsão por cheirinhos e assim evito gastar os meus perfumes caros usando-os em casa. O body cream de morango (metade gel, metade creme) tem cara e cheiro de doce e dá vontade de comer às colheradas.


O body wash Ted Baker estava na promoção, assim como o creme para as mãos Evening Primrose, cheirosíssimo. Aproveitei para fazer um reestoque de produtos que uso costumeiramente, como esse removedor de maquiagem da Garnier - depois que experimentei, nunca mais usei outro. Nem é preciso esfregar o algodão - basta pressioná-lo contra os olhos e a maquiagem sai toda. E sem causar ardência; nem o da Clinique é tão bom. Esse serum capilar do John Frieda faz milagres. Reduz o volume do cabelo, acaba com o frizz e dá um brilho de comercial de shampoo; adoro. Pena que não reparei que pessoinhas já haviam usado um pouco para "testar" e o meu vidrinho veio um pouco vazio. Sorte que paguei metade do preço nele anyway.


Para arrematar, achei essa cestinha de vime azul que combinou lindamente com a cor da parede do meu banheiro. Enchi a bonita com as comprinhas e ela achou um espaço na prateleira:


Pronto, acabou o surto consumista da semana.

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October 01, 2008 found online.






I am.

Lendo o blog Loobylu fiquei conhecendo o trabalho do pintor Carl Larsson (site oficial). Passei uma boa hora fuçando as aquarelas encantadoras da galeria, que retratam a sua vida em família - composta por esposa e OITO filhos... Me surpreendi ao descobrir que ele nasceu em Gamla Stan, a linda cidade antiga em Estocolmo que tive o prazer de visitar no ano passado.














Sua esposa Karin também tinha inclinações artísticas; talentosa decoradora, designer de móveis e artesã - suas peças originais de tapeçaria com motivos abstratos e cores vibrantes são considerados modernos para a época - Karin criou o lar que Carl pintava em seus quadros. Os descendentes do casal mantém a casa inalterada até os dias de hoje, e ela está aberta a visitação pública durante o verão, de maio até outubro. Sem dúvida vou querer fuçar da próxima vez em que for à Suécia.


Tô puta com o Blip. Não acho nada para blipar, nem umas básicas do Police. Não tem Can't Stand Losing You, acredita? Meo Deos, ninguém gosta de Police?? Aí eu vejo o povo blipar até música da SARAJANE e emputeço. Essa gente tem gigas e mais gigas de porcarias no HD. EU NÃO, sabe. Eu tenho pouquíssimos mp3 no HD, geralmente bobagens - eu tenho CEDÊ, sabe. Aquela coisinha redondinha e espelhada que *ninguém* compra mais.

Tô me sentindo velha, defasada e frustrada. E o pior: não tenho saco pra usar Torrents e rodar trinta e oito sites atrás de uma música. Que saudades do Kazaa e do Audiogalaxy, viu.

September 29, 2008 here comes the rain again

Paul Newman morreu e eu fiquei triste e até ordenei mentalmente que ele ressuscitasse. Mas logo depois achei a partida dele uma coisa muito natural. Não somente por ele ter 83 anos e um câncer maldito, mas também porque, olhando em volta e vendo a qualidade do que se vem produzindo em termos de arte e cultura, me convenço de que as verdadeiras celebridades do mundo não têm mais lugar nesse século. Paul Newman NÃO PODIA coexistir com High School Musical, ponto. Agora ele está seguro no lugar onde sempre mereceu estar: a galeria dos eternos.


Cuenda weekend longo.
Festival de cinema aqui em Jersey (aham... haha), o que não deixa de ser FINALMENTE! ALGO! ACONTECENDO! Bem, mesmo que o festival tenha durado apenas quatro dias e que, até onde eu saiba, nenhuma sala de cinema tenha lotado. Na sessão onde foi exibido o documentário Joy Division (excelente, por sinal), 25% da platéia caiu fora no meio do filme e mais 25% quando ele acabou, sem participar do bate papo com um dos diretores do documentário. Numa ilha onde "cultura" se resume a feirinhas de artesanato, isso é imperdoável. E, das DUAS únicas perguntas feitas pela platéia, uma delas foi especialmente asinina: "você acha que uma banda como o Joy Division poderia sair de um programa como o The X Factor?". Enough said.

Também assistimos "Elite Squad" - embora a) a Márcia já tivesse me enviado um DVD gravado e b) eu sempre me irrite com traduções fracas de filme nacionais; ok, é complicado achar um equivalente para "caralho" e gírias cariocas, mas honestly, traduzir "porra" como JESUS é phoda com ph. Saldos positivos: platéia em silêncio profundo, sem dar um pio e saindo do cinema com olhos arregalados e o British Boy adorando funk carioca.





A "Jersey Eye", imitando isso aqui (e falhando... se bem que aqui a vista é mais bonita).











O melhor cheeseburguer com bacon do Wayside Café.
As flores do Mercado Central.



Ingredientes para a famosa Chicken Soup do British Boy.





Close enCOWnters of the HERD kind.




Sem muita esperança de consertar a nossa chaminé e instalar uma lareira até o inverno, no que depender do maravilho atendimento ao consumidor da ilhota. Por dois dias a pessoa encarregada de vir aqui em casa vistoriar a situação não veio. Só fiquei sabendo que havia sido deixada no vácuo depois de ligar e ser informada de que o idiota não poderia vir (e que ter LIGADO ME AVISANDO era pedir demais). No sábado, depois de marcar uma visita às dez da manhã (e se eu quisesse sair cedo pra aproveitar o único dia da semana onde se pode ir às lojas fora do horário comercial?), ele, novamente, não veio. Celular desligado dessa vez. Nem mesmo me restou o consolo de ligar para xingá-lo.

No Brasil, muita gente com cérebro acaba em sub empregos por falta de oportunidades. AQUI, onde qualquer imbecil consegue fazer faculdade e se formar em neurocirurgião, quem é mesmo que vai parar atrás de balcão ou vistoriando chaminés alheias? Só imigrantes que não falam/entendem a língua OU retardados com QI de mosca. A necessidade de sobreviver no Brasil faz com que a maior parte das empresas pelo menos tente dar o seu melhor. O capitalismo selvagem americano quase sempre tem o mesmo efeito. Mas fica difícil ter vontade de se superar em sociedades como essa aqui, onde se o funcionário é incompetente, OU ele é mantido no cargo por falta de substituto melhor OU é demitido, inventa uma depressão imaginária e passa o resto da vida sendo sustentado pelo governo (ou seja, por quem paga impostos). Só bebendo, viu.

September 25, 2008 grow your own.

Agora ninguém tem mais desculpa para dizer que não tem espaço para cultivar nada; que tal cuidar de um micro jardim que você pode levar pra onde for?



E é preciso cuidar dele (regar, aparar) como de qualquer outra planta:



{mais aqui}

September 24, 2008 it's a matter of feelings.

Juro que não entendo pessoas adultas, mais de 30 anos, indo morar na América ou na Europa e reclamando por serem obrigados a cozinhar a própria comida e limpar a própria casa. Até posso entender adolescentes de classe média alta, criados a Toddynho e sendo poupados de pegar no batente doméstico porque "precisam estudar" (leia-se ficar pendurado no MSN até duas da manhã, but whatever) sentindo o baque da realidade caindo sobre seus ombrinhos tatuados pela primeira vez na vida. Mas adultos? Às vezes até casados? Nunca fritaram um ovo/improvisaram um espaguete à bolonhesa na vida? Nunca lavaram a própria roupa? HELLO?

Aí a ficha cai. E me lembro daquele fenômeno brasileiro chamado "empregada doméstica". Ou, melhor dizendo, escrava. Não tenho nada contra a idéia por si só; tenho contra o modo como ela é realizada no Brasil. Aqui, por exemplo, a cleaner chega, faz uma faxina rápida por umas duas horinhas e cai fora, indo limpar outro lugar. É uma prestação de serviços impessoal. Não sei se inteiramente justa, no entanto. Ok, o casal trabalha o dia inteiro e quer relaxar ao chegar em casa, passar tempo com os filhos, etc. Mas, e quem limpa a casa da empregada? Ela também não teria direito a relaxar e passar tempo com os filhos, ao invés de ir lavar, passar e cozinhar antes de capotar na cama? Questão complicada, essa. E pelamor, não estou necessariamente condenando quem tenha empregada. O assunto é cheio de nuances e poréns, que eu não tenho tempo, saco nem competência pra dissecar. Just ranting here, okay?

O que me chateia é o hábito de algumas pessoas (muitas, pra ser honesta) de enfurnar a empregada na casa o dia todo, todos os dias, dando a ela folgas semanais ou, ainda pior, quinzenais. É o hábito de pagar oito horas por dia, mas fazer a empregada trabalhar desde a hora em que acorda até a hora em que o último adolescente desliga o computador e vai pra cama. Já dormi na casa de pessoas que acordavam a empregada pra fazer um chá caso se sentissem mal de madrugada (a hipótese de ir à cozinha e se medicar sozinhos sendo impensável). Já vi empregada fazendo serviço de babá (ou seja, acordando pra alimentar o bebê alheio) sem ser paga a mais por isso. Já vi "Edileuzas" bancando o "serviço de quarto" e levando refrigerante/lanche para adolescentes ociosos. Já vi famílias reclamando da comida feita pela empregada, sem que lhes passe pela cabeça a idéia de pegar um livro de receitas e ir para o fogão eles mesmos. Confinada à casa o dia todo, é como se a empregada deixasse de ter vida própria e se transformasse numa espécie de eletrodoméstico vivo.

Há quem argumente que, para a empregada, isso é melhor do que ficar sem emprego. É e não é. Diaristas tendem a ganhar mais e a ser menos exploradas; mas alguns empregadores preferem ignorar essa opção, por acreditar que morrerão se passarem um dia sem uma Creuza. Há quem argumente dizendo que é mais cômodo para a empregada não ter que se deslocar todos os dias para o trabalho, geralmente distante do buraco/favela onde vive. E eu acho que é mais cômodo para o empregador, que não precisa pagar pelo transporte dela, e que no fundo a empregada até preferiria ir pra casa interagir com família e amigos, e não com gente que preferiria que ela fosse um robô. Há quem diga ainda que isso "dá a uma moça humilde a oportunidade de morar numa área nobre, num bom apartamento". Essa é a parte que mais me comove, porque algumas "patroas" realmente acreditam nisso. Se esquecem, no entanto, de que dormir num quartinho minúsculo e mal iluminado, colado na área de serviço de um apartamento de quatro quartos não é sinônimo de "morar bem". É sinônimo de humilhação.

Ok, aqui nós temos uma "cleaner". Cogitei dispensá-la quando me casei. É verdade que a casa é grande, mas como eu não trabalho, daria conta sem problemas. PORÉM 1) não tive coragem, porque ela é legal e trabalha com o British Boy desde antes de ele saber quem eu era; 2) ela só trabalha duas horas por semana aqui e às vezes só passa roupa; e 3) ela não é explorada; tem um carro melhor do que o que meus pais têm no Brasil e viaja com os filhos o tempo todo. Fora que é um doce e ainda me leva para ir fazer compras no supermercado com ela quando meu marido está viajando (ela sabe que eu não posso dirigir). Pode ser que eu esteja errada, mas não enxergo aquela relação típica de exploração/subjugação social, aqui. E, oi? Cinco quartos? Três banheiros? Marido "chef" (leia-se: cozinha transformada em ground zero do WTC)? DUAS horas por semana? Alguém duvida de que quem faxina aqui sou EU? Thanks.

Outro dia li um blog (escrito por um típico elemento da burguesia carioca zona sul) afirmando que, no Brasil, "a maior parte das pessoas tem empregada doméstica". Fiquei dividida entre pensar "HA, só se for no SEU Brasil; no MEU, a maioria É empregada doméstica" e "É verdade. Não existe um só Brasil, e o meu é diferente do seu". Mas ainda acho estranho pessoas esclarecidas e até com alguns ideais pseudo-socialistas escritos na camiseta perpetuando essa semi-escravidão em troca de salário mínimo e condenando alguém a uma existência relegada ao quartinho do vexame.


Aliás, sempre que a idéia de "voltar a viver no Brasil" me ocorre (sim, porque ela me ocorre com uma certa frequência), me lembro das idiossincrasias e preconceitinhos de estimação da classe média do meu país e sinto uma certa preguiça de ter que voltar a conviver com isso. Eu não tenho raiva de quem simplesmente tem dinheiro. Nem um pingo. Tenho é preguiça de gente que, mesmo que nem tenha tanto dinheiro assim, se comporta como se tivesse. Ou se acreditando estar uns dez andares acima do resto da humanidade porque seu código de endereçamento postal leva a um condomínio chique. Ok, é igualzinho em qualquer lugar, mas no resto do mundo eu posso ignorar que essa gente existe. No Rio de Janeiro eu sou obrigada a conviver com elas e ouvir o que elas falam. Cafonas, cansativas, burras apesar das oportunidades que lhes foram servidas de bandeja OU usando injustamente essas mesmas oportunidades para se proclamarem superiores aos que não as tiveram.

A vida me ensinou que ter dinheiro é uma coisa, e ser "burguesinho" é outra. E ser "burguesinho" na atual conjuntura é tão, mas tão cafona...


Acordei ouvindo La Forza de la Vita (versão do Renato Russo, mas também gosto quando é o Paolo Vallesi cantando... Yup, you got it - eu adoro música italiana; quanto mais deliciosamente dramática, melhor) e me lembrei da Sicília. E de que praticamente não postei foto nenhuma de lá, em lugar nenhum. Então, senta que lá vêm os pixels, dessa vez algumas fotos de Taormina, que praticamente foi o ÚNICO lugar com cara de chique que vimos na Sicília. TODO o resto me lembrava favelas, ou subúrbios do Rio de Janeiro ou praias sujas da Baía de Guanabara.

Uma luminária linda e o famoso arancini num café de Catania:



Continuando a demonstrar a paixão dos sicilianos por varandas e por entupi-las de plantas, de preferência vasinhos de gerânios... Não sei se é assim também no resto da Itália.



E a Itália às vezes me lembrava tanto o Brasil. Essa aí embaixo parece uma rua qualquer na Baixada Fluminense.



Subindo a estrada para Taormina.



Varandinha em Taormina, seguindo a tradição das flores. Repare nos vasos de cerâmica, típicos de várias cidades italianas. Era difícil chegar em uma sem esbarrar com trezentas mil lojas vendendo vasos, potes, pratos, floreiras, estátuas, enfeites...



Taormina ladeira acima.



As ruínas do "Teatro Grego" (novamente, Taormina), uma das mais famosas na Sicília por conta da beleza e do estado de preservação. Sem falar na localização... A vista era qualquer coisa de "morri e fui pro céu". E esses são meus sapatos vermelhos. DE NUEVO. Get used to it.








Chega por hoje, antes que eu derrube a conexão de alguém.
Mas volto já.

September 21, 2008 food is for losers.

Sempre me impressiona essa falta de "amor pela comida" dos ingleses. Não estou generalizando e, antes que gritem, é claro que há exceções. Mas no geral o cidadão médio totalmente come para se manter em pé. Algumas pessoas levam esse desdém tão a fundo que me fazem pensar que, para elas, comer é quase que uma obrigação. Outro dia ouvi uma perua tanoréxica gritando para uma semelhante do outro lado da rua: FOOD IS FOR LOSERS.

O número de "vegetarianos" é imenso. Pessoas que na verdade não estão nem aí pra "causa animal" ou para questões de saúde; querem apenas a) embarcar no hype ecológico/consciente / politicamente correto (e os argumentos usados para embasar essa escolha chegam a ser deprimentes, de tão fracos) ou b) evitar contato com músculos, entranhas, tendões, porque simplesmente têm nojo de comer carne. Muitas meninas viram vegetarianas porque é modinha, porque acham "delicado e feminino" pedir uma salada mal preparada e com nome estranho como prato principal, pagar 20 libras por ela e sair com fome do restaurante. Entrar num rodízio? Very unladylike. A mesma linha de raciocínio das que fingem ter vários tipos de "alergias alimentares" obscuras. Curiosamente, nenhuma delas procurou um médico, nem é alérgica a rúcula.

Nunca esqueço da ceninha do documentário do Chanel 4, logo que cheguei aqui, onde a madame passeava pelos corredores do Waitrose (o supermercado - caríssimo - preferido pela granfinagem) enquanto confessava para a repórter que só comprava comida pronta congelada porque tinha nojo de mexer num pedaço de carne ou cascas de legumes. E então a repórter mostra a ela uma bandeja de isopor com um pedaço de filé sangrante sob o plástico e a mulher faz cara de vômito e vira o rosto na direção oposta. É esse tipo de atitude que provoca indignação e risadas nas culturas que dão à comida o seu devido valor (França, Itália, Espanha, etc), e não a culinária inglesa em si; ela é apenas um subproduto da (falta de) valor que os ingleses dão à comida.

Enquanto italianos e franceses (pelo menos os do sul) param tudo no meio do dia para comer pratos simples, mas feitos com ingredientes fresquíssimos e locais, beber vinho bom e barato, confraternizar e descansar, os ingleses engolem um sanduíche engordurado na frente do computador enquanto continuam trabalhando (a quantidade avassaladora de "sandwich bars" que fazem delivery em Londres confirma a teoria). Porque ganhar mais dinheiro no final do mês é mais importante do que viver uma vida legal. Com a quebra dos bancos de investimento e a recessão batendo na porta, essa seria uma boa hora para se reavaliar prioridades. Duvido muito que isso aconteça. E vamos todos comer mal para manter filhos em escolas caras e ir brincar de encher sacolas com logotipos gigantescos de fashion houses em Bond Street.

. . . . . . .

Eu sou tão apaixonada pela Country Living que às vezes sinto vontade de comer as fotos da revista. Ou então de entrar numa delas e morar ali para sempre, em meio a vasos vintage decorados por zínias recém colhidas, colchas de patchwork feitas por mães prendadas, bolos de avó em mesinhas de vime, meias tricotadas à mão... Viajar nas fotos e vicariously living é o máximo que posso ter, porque a) me casei com alguém cuja tendência inata de transformar em caos tudo à sua volta não pode ser represada e b) minha paciência para artesanatos e culinárias e jardinagens se resume a gastar horas olhando para eles; criar, infelizmente, é outra história. Oh, well. Aí embaixo, alguns scans (na verdade fotos de fotos) que fiz; viajemos juntos.


















Ah, agora eu tenho um guestbook que também funciona como espaço para comentários. Mais fácil e rápido de controlar. ;)

September 18, 2008 self acceptance is overrated

Essa aqui é pra Aninha "canadense", que sempre reclama que eu não posto fotos minhas aqui.


Contraste e saturação, que me deixaram com essa cara de fantasma e as flores como se fossem feitas de césio 137. Mas a paisagem é deslumbrante sem o uso de artifícios. Sinceramente; se você morasse num lugar tão bonito e tivesse a minha cara, ia perder tempo com auto retratos?

E, a propósito, eu não sou tudo isso (de gorda), não. Jogo a culpa no casaco XXL, imenso, do jeito que eu gosto. Não adianta, tenho alma de obesa: quando pesava 55 quilos, entrava nas lojas de roupa e pedia tamanho 46. A vendedora me olhava e perguntava se a camiseta era para a minha mãe. "Não, é pra mim; é que eu gosto de roupa bem larga". Uma vez um vendedor super gato numa filial da Taco me deu aquela olhada de cima a baixo e respondeu "roupa larga? num corpinho desses? mas que desperdício...". Ok, super gato indeed, mas essa observação foi meio homo, portanto eu nem me animei. Enfim, podia até ter sido desperdício quando eu tinha 15 anos; hoje, roupa larga é necessidade.

Por falar em gordura, li esse post e me lembrei de ter presenciado uma interessante discussão outro dia no orkut: uma menina inegavelmente gordinha criticando uma dessas "mulheres frutas" por serem... gordinhas. Achei o comentário tão inusitado que resolvi me meter no assunto (coisa que raramente faço, naquele site) e, com muito tato, questionar a aparente contradição (haha, logo eu, the "contradiction queen", mas deixemos baixo). Seguindo a tradição de educação e coleguismo vigente no Orkut, é óbvio que a menina me mandou ir tomar no c... assim, na lata. Ok, então. Nota mental: voltar a acessar o orkut apenas para ler os meus scraps.

Orkutices à parte, eu acho mesmo muito estranho todas essas mulheres reclamando contra a "massificação da magreza", contra as modelos morrendo de inanição e os blogs das anoréxicas raivosas postando vídeos de "thinspiration" no Youtube, contra a mídia impondo o padrão de beleza das passarelas e, claro, contra os homens, esse porcos, que nos trocam por um modelo mais leve logo que ganhamos 300 gramas depois de engolir meio BigMac. Ok. E então, quando a mídia nos oferece uma balofinha sorridente, o que acontece? Vamos todos jogar pedra na gorda!

Tô nem aí pras mulheres frutas e acho que algumas delas são gordas, mesmo. Mas e daí, né? Acho é bom. E não somente porque "se os homens acham essas meninas gostosas, então eu estou salva", até porque nunca fui famosa por dar importância ao que os homens pensam de mim (e talvez por isso eu sempre tenha feito relativo sucesso com eles, a despeito das minhas imperfeições). Acho bom o fato de que moças que não pesam trinta quilos, têm traços negros e vieram do subúrbio tenham encontrado espaço na mídia de um país estranhamente obcecado por um fenótipo caucasiano que está bem distante de ser o padrão das ruas. Não é ainda um despertar, mas talvez seja a chance de um começo.

De alhos pra bugalhos: para quem leu o último post e achou o cúmulo da hipocrisia porque me considera uma consumista sem salvação e acha que eu não sei reciclar, olha só que gracinha o meu novo "vaso de plantas moderno". Que na verdade é de plástico. E era a embalagem onde veio o meu saca rolhas novo (porque, como todos sabem, saca rolhas é objeto de primeira necessidade nessa casa). Minhas dálias ficaram lindas dentro dele, e recebi até elogios. Quiseram saber onde eu comprei e, depois de quase dizer SUPERMERCADO, SEÇÃO DE UTILIDADES eu mordi a língua, soltei um pigarro e disse que trouxe de Paris. Aham.


E agora, um pequeno log da minha noite do último dia 16.
E depois ainda questionam a minha necessidade de CAIR.FORA.DESSE.LUGAR.

17:03 Marido foi pra chucrutelândia (aka. Hannover). Volta amanhã à noite. Vou ali aloprar e andar até à lojinha da vila pra comprar uma lata de leite condensado e beber inteira. Com gin, naturalmente.

18:35 Não rolou o leite condensado. Rolou comida chinesa, OVERPRICED e TAXADA. Alguém me dê uma porrada se eu algum dia voltar a pedir comida naquele china mercenário.

18:38 Barriga cheia, agora vou sair pra beber com a Júlia, porque não tenho coragem de ficar em casa depois de ter assistido a filminho de fantasma. WHAT A LOSER.

19:58 Então, não rolou SAIR pra beber porque me descobri sem um puto na carteira. Julia veio pra cá e nos acabaremos no gin. Bombay Sapphire, bee, porque eu sou pheeeeena.

20:55 Phodeu, porque a garrafa já era. Sobrou uma de Gordon's e outra de suco de laranja. JÁ É.

20:58 PORRA A JULIA ESPATIFOU A GARRAFA DE SUCO NO CHÃO!! ESTAMOS SEM MISTURA!

21:40 Ok, acabamos de descobrir que gin com XAROPE pega bem. O problema é que o xarope também já acabou.

22:13 Descobrimos outra coisinha: misturar remédio com álcool = NÃO BOM. Ok, *eu* já sabia disso, mas preferi não compartilhar o conhecimento para não correr o risco de ter a idéia vetada.

22:21 Estamos derretendo sorvete para beber com o gin. O processo é meio lento porque não dá pra derreter no fogo, senão o negócio fica quente. Tem que deixar na pia e, de vez em quando, segurar o pote e niná-lo junto ao seio, como se fosse um bebê. Acho que daqui a uma hora vai estar no ponto e teremos vanilla gin-shake on tap. Por enquanto, estamos dançando na cozinha ao som dos CDs piratas do Roberto Carlos que a Julia trouxe de casa.

22:28 "ah esse amor que me arraaaasta, me caaaaaastra e me faz sofreeeeer"

(dia seguinte) 09:26 Acordamos no chão gelado da cozinha, lambuzadas de sorvete derretido, em meio a cacos de vidro, poças de suco de laranja onde boiavam spring rolls semi mastigados e fedendo a vômito (que deve ter sido da minha parte, vide os spring rolls). Um frio do cão, mas pelo menos o xarope era dos bons e nem sinal de nariz entupido. Podia ser pior.

10:45 Depois de um banho quente e de limpar o chão da cozinha, indo até à lojinha da village comprar suco de laranja com o cartão de débito. Espero que aceitem, porque tipos, acabou o sorvete.

. . .

P.S.: é claro que os horários do log foram chutados; eu não fiquei olhando pro relógio e escrevendo, porque afinal eu tenho mais o que beber.

September 16, 2008 Inspired by Nature

Quase todos os dias recebo convites para grupos no Flickr, a maioria bem babaca e que eu classifico como spam indireto. Mas vez por outra eu agradeço por ter sempre o cuidado de checar do que se trata antes de deletar xingando. Porque hoje eu descobri esse grupo, chamado "Interiores inspirados pela Natureza" e estou encantada até agora. O título é auto explicativo e a beleza dessas fotos/idéias está no fato de que a natureza é tão generosa que, não bastasse nos alimentar, também serve para decorar o cafofo; e não somente como matéria prima de móveis e tecidos.

Vejam só, por exemplo, a cozinha dessa pessoa; flores, pequenos vasos com folhagens, e até mesmo legumes trazendo cor e vida para dentro da casa. Para quem não curte gastar dinheiro com futilidades, um atrativo extra: depois de alguns dias você COME a decoração. E aí compra outra, e o ciclo se repete infinitamente.




Lindas também as idéias desse stream; já faz algum tempo que pensei em usar meus colares para decorar paredes (bem french boudoir), mas a idéia do "galho" é uma graça. Nesse caso ela usou uma réplica, mas imaginei pintar um galho seco com spray branco (ou envernizar, ou não fazer nada) e "plantá-lo" num vaso bem fofo para pendurar os colares. Ela ainda foi além e "emoldurou" os brincos mais bonitos; adorável. Isso fica especialmente legal com peças vintage, uma boa idéia para exibir a sua coleção e deixar tudo à mão quando quiser usar.


Essa é a época dos dandelions e, apesar de achá-los lindos, nunca consegui um resistente o bastante que pudesse ser colhido e transportado para decorar um vaso. Esse tipo aí embaixo deve ser diferente, mas a delicadeza é a mesma. Apaixonante. (by Elsiemarley)


Pequenos "achados" (pedras, folhas, flores e frutos secos, cascas e conchas de animais, etc) reunidos nessa pequena estante de madeira, criando uma peça de decoração única, de valor inestimável e com custo praticamente zero. Já foi dar uma passeada no jardim/quintal/parque hoje? Não se esqueça de olhar para o chão! E para os galhos das árvores, também.


Essas plantas gigantes se chamam "cow parsley" e são consideradas pragas. Se multiplicam loucamente durante um curto período de tempo no verão e logo em seguida morrem. São meio fedidas e vivem cheias de insetos pendurados, mas depois de secas (e secam naturalmente, sob o sol) o cheiro e os bichinhos vão embora e sobram as ramificações delicadas, elegantes, extremamente decorativas. A idéia dessa pessoa foi usá-las com esse fim:


Eu teria deixado apenas as ramificações principais e poria os galhos secos num vaso. Caso você não encontre desse tamanho, é possível usar menores, dentro de vasos longos. Fica igualmente bonito.

Aqui, como eu estou no meio do mato, é relativamente simples encontrar coisas assim. Meus vasos são decorados com plantas colhidas no jardim (mas morro de pena de retirá-las da terra e encerrar bruscamente o seu ciclo, espero até que elas estejam já meio caidinhas...), pedrinhas e conchas que encontro na praia, etc. Ainda estou no nível básico da arte da reciclagem, mas eu chego lá. O grupo também ainda está engatinhando, mas vale a pena ficar de olho e "colher" idéias para a decoração da sua casa.

so many dresses.



















{fontes variadas}