Tokyo, Part II (and counting…)

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Meu dia começou com café (deus abençoe hotéis que disponibilizam chaleira elétrica e chá/café solúvel no quarto, thanks) e um melon pan comprado numa pequena padaria MARAVILHOSA perto da estação de Akihabara chamada Vie de France. Todos os dias à noite na volta para o hotel a gente passava lá e escolhia um pãozinho diferente para o café da manhã do dia seguinte; eu, claro, tentei provar TODOS, enquanto respectivo escolheu o seu preferido e repetiu várias vezes. Fiz fotos do meu breakfast na cama quase todos os dias, então tenho uma coleção de foto de pão + canequinha na soleira da janela.

Off to Harajuku, mais especificamente Takeshita dori, a rua que é o cartão postal do bairro. Na entrada da rua, logo na frente da saída do metrô Harajuku, fica esse portal meio carnavalesco com direito a telão animado.

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A DAISO deve ter sido a minha primeira parada. Eu já conhecia a filial de Dubai, que é impressionante mas não chega nem perto em termos de variedade e tamanho. Nunca visitei a loja brasileira; eis uma missão para a próxima vez que estiver por lá. A de Harajuku tinha quatro ou cinco andares, não lembro; acho que é uma das maiores filiais. Enfim, quanto mais escada tinha pra subir, mais eu ficava feliz. ♥

As comidinhas encantadoras/diferentes me entreteram por horas a fio.

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Não me animo a comer esses peixinhos secos não, mas quase comprei por motivos de: cute.

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Uma graça a Peko-chan lambendo os beiços; ela é a garota-propaganda dos doces Fujiya e eu queria muito uma bonequinha dela, mas a maioria é vintage e cara pra cacete. As balinhas no entanto custam só 100 yenes e são deliciosas.

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Arranhador de unhas pra gato. Não comprei porque a minha gata não curte arranhar nada – no momento ela apenas espera as unhas crescerem a ponto de começar a prender nas almofadas e aí sou obrigada a aparar eu mesma, enquanto a normalmente pacífica felina se torna possuída por satanás e me rasga a cara com as unhas que eu ainda não tive tempo de cortar. Tenha gatos e termine seus dias como manicure à domicílio, e a gorjeta é um arranhão no seu nariz.

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For sex to which it can relieve it”. Beautiful engrish num pacote de camisinhas com padrão de bolinhas coloridas; muito másculo e sexy, yes.

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Dadas as circunstâncias até que foi pequeno o estrago; é que o dia estava apenas começando e eu não queria carregar peso Harajuku/Omotesando afora. Essas sugar toasts na cestinha, inclusive? Paraíso. Só não comi ali mesmo porque estava organizando a logística no estômago para que coubessem os famosíssimos crepes de Harajuku:

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Sim, tem uma bola de sorvete E uma fatia de bolo dentro do crepe.

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Ok, essas aí são “comidas display” feitas de resina (outro assunto fascinante, fica pra outro dia), e o resultado final que vai parar na sua mão já todo enroladinho é um tanto menos impressionante. But still awesome.

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Os “crepe trucks” com seus letreiros kawaii e mágicas vitrines são fáceis de encontrar pela rua. Onde compramos os nossos eles tinham uma “promoção”: comprando uma bebida no café ao lado você podia comer o seu crepe sentado lá dentro. Bom para quem não gosta de comer em pé/andando ou para quem está a fim de curtir um arcondicionado no verão. :)

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E lá fomos nós, que já nascemos velhos e cansados e trocando dinheiro por conforto. O problema é que eu comecei a querer comer as comidas do café também (CÊ JURA) e acho que no fundo essa é a idéia.

Seguimos caminho por lojinhas bizarras e meio obscuras, com colecionáveis vintage e souvenirs temáticos de todo e qualquer anime que você possa imaginar.

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E não só anime: Pixar, Betty Boop, Snoopy, Disney e etc. também eram populares.

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Roupas: gostei de algumas coisas, mas além de uma bolsa e dois chapéus não comprei nada. As japonesas são geralmente baixinhas e magras; se você tiver mais de 1,70m, pesar mais de 60kg e calçar mais que 35 vai ser um tanto mais difícil achar algo que sirva direito. Resolvi nem perder muito tempo com isso, já que havia tantas outras coisas pra ver.

Algo que sempre admirei em fotos urbanas do Japão é o hábito que as pessoas têm de colocar potinhos com plantas na frente das casas. Muitas ruas não têm árvores e a arquitetura costuma ser meio reta e funcional, sem floreios; assim, talvez para suavizar a cidade, os moradores dão um jeito de trazer plantas para as fachadas, aproveitando todo e qualquer recipiente disponível. É comum ver plantas em baldes, panelas, latas recicladas de alimentos, etc. e não fica nada caótico/poluído mas sim pitoresco e singular. Achei essa lojinha de plantas no caminho e imediatamente me lembrei disso.

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Faz pouco tempo que os japoneses começaram a celebrar o Halloween, mas com o talento que eles têm para fantasias/cosplay e para encontrar a fofura no bizarro é como se eles tivessem sido feitos para isso. O Halloween japonês já é o melhor Halloween do mundo. :)

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Tinha um cocô rosa de pelúcia nessa loja.
E ele sorria. Como cocôs fazem, é claro.

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As drogarias também eram problemáticas; eu queria levar todos os cremes sem nem saber para que diabos serviam porque potinhos coloridos. ♥

“Pode comprar tudo só pra empilhar no banheiro e ficar olhando?”
“Mas e se for creme para hemorróidas?”
“WHO EVEN GIVES A FUCK??”

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Lentes de contato coloridas/estampadas/zumbi/vampíricas. Japonesas jovens são obcecadas por lentes; até compreensível num país onde todo mundo tem olho da mesma cor, mas meio triste se você parar pra pensar. Nas revistas de moda as modelos são geralmente estrangeiras brancas ou japonesas com cabelo pintado de castanho claro e usando lentes azuis/verdes. Aparentemente elas deixam de pintar depois da adolescência, quando começam a considerar casamento – os homens japoneses preferem cabelos na cor natural, que são associados a mulheres sérias e menos desafiadoras. O.o

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Takeshita-dori à noite, superlotada… E olha que fui num sábado; domingo de manhã a gurizada das tribos urbanas capricha na montação e circula para ver e ser vista. Na próxima eu estarei lá. \o/

Já era noite e fomos procurar um lugar pra comer. Esse aqui era bem tradicional:

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Eu pedi esses noodles que são servidos com gelo por cima (eles têm um nome específico mas eu esqueci, sorry) e esse caldinho de legumes; a idéia é mergulhar os noodles frios no caldo quente e fazer “slurp, slurp”, mas eu não consegui ver graça, infelizmente. Essa foi a única refeição decepcionante de toda a viagem, então estou no lucro.

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“Scallop seawater damage.” I can’t even begin to try.
Diante da magnificência deste engrish eu encerro o post.

(A primeira parte está aqui e tem umas fotos aleatórias aqui.)