My favourite song becomes a healing sign.

E como segunda parte deste post trago-vos mais fotos de flor – haha, não desistam de mim. Em maio deste ano resolvemos fazer uma visita aos jardins da Beth Chatto, um dos que me inspiraram a fazer um gravel garden (ou “jardim de pedrinhas”) aqui em casa. Estou devendo um post sobre isso, mas por causa das chuvas ainda não foi possível deixar tudo pronto; se bem que terminar de plantar os canteiros só no ano que vem mesmo, pois já estamos no outono. Mas foi uma mudança considerável e que me deixou muito feliz. Digamos que a frequência de uso do jardim aumentou uns 50% ou mais.

Os jardins da Beth, assim como diversos outros jardins públicos na Inglaterra, têm em anexo uma lojinha de plantas e um café simpático. Comprei mini margaridas mexicanas (que estão sobrevivendo desde maio) e adicionei diversos tipos de plantas à minha wishlist – suculentas, gerânios, agapantos, miosótis, clematis, alpinas… Mal posso esperar pela próxima primavera.

Hoje compramos um incinerador de folhas, amanhã chega o depósito de ferramentas e semana que vem o resto dos itens para definir áreas – inclusive meu fire pit, onde se tudo der certo pretendo assar uns marshmallows no inverno.

2021 tem sido um ano tão… decepcionante. De certa maneira pior do que 2020, onde pelo menos o caos reinante era novidade e havia um certo grau de expectativa em relação ao futuro incerto. Mesmo os mais pessimistas apostavam que o verão de 2021 seria de parques lotados, viagens, pessoas sentadas em cafés tomando aperol apritz, amigos e famílias se abraçando e tentanto recuperar os 12 meses perdidos numa clausura aflitiva. Mas choveu o verão quase inteiro. A redenção que esperávamos não veio, o vírus segue nesse chove-não-molha sem desaparecer totalmente, muita gente sem dinheiro, a política cada vez mais intolerável, os meses passam voando e irrelevantes, é quase natal novamente, eu fico encarando telas e paredes sem entusiasmo algum e a sensação de anticlímax é palpável.

2021 prometeu tanto e entregou tão pouco, tão mal. Todo e qualquer motivo para experimentar um instante de alegria e realização deverá ser agarrado com unhas e dentes. Nem que seja um marshmallow torrado com chocolate quente do Tesco nos fundos de um quintal de subúrbio. Talvez seja tarde demais pra salvar esse ano, mas nunca será pouca coisa respirar o ar gelado de uma noite de outono ao lado dos seus companheiros de vida, reconhecer o privilégio em fazer planos e agradecer por ainda estarmos aqui.

Beth Chatto Gardens, Essex.

Beth Chatto was an award-winning plantswoman, author and lecturer. Her work at the Gardens began in 1960. She took an overgrown wasteland of brambles, parched gravel and boggy ditches of the disused fruit farm belonging to her husband, botanist Andrew Chatto. She used plants adapted by nature to thrive in different conditions: right plant, right place. An inspirational, informal garden has developed.

The gardens are now  a family business, run by her granddaughter Julia Boulton.The online nursery is open all year around. The gardens and are open to the public seasonally. They cover around 7 acres (2.8 ha) and include a visitor information centre, tearoom, giftshop and plant nursery.

Chatto lived in the white house that remains overlooking the Water Garden. She was often seen about the gardens up until her death in May 2018 at the age of 94.