Cold wind blows through your bones.

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busy week! trabalho atrasado, diy, bagunça saindo e entrando em gavetas, mais diy… fui duas vezes à floresta: a primeira para tentar fotografar um pôr-do-sol incrível (mas encoberto por nuvens quando chegamos) e outra só de passagem levando J. pra comer cheesecake de pêra e caramelo no belgique (eu fiquei só no café).

trouxe os potes de gerânios para a varanda, arrumados nessa estantezinha que comprei, montei e pintei (salva de palmas) para abrigá-los do inverno. “winter is coming” and is coming pra cacete; dois graus em novembro, really? fim de outono com cara de meados de fevereiro? (estou adorando, lógico; só não pretendo sair de casa até março, heh).

terminei de pintar a mesa e as cadeiras; tive que desistir da tinta casca de ovo e meti um semi-gloss, que não funcionou muito bem mas é o que tem pra hoje. comprei essa mesa há muitos e muitos anos na ikea quando ainda morava em jersey. pintei a infeliz de um vermelho cereja fosco horroroso e usei durante um tempo no meu quartinho de costura. depois desmontei, guardei na garagem e esqueci dela. veio para londres na mudança, na categoria “tralhas que meu marido não teve coragem de jogar fora”. recentemente decidi que não queria mais mesa redonda e lembrei que essa retangular existia – em algum buraco, coberta de poeira, cocô de mosca e aranhas mortas. ♥

outra vitória da semana: adivinha quem se livrei do sofá horroroso? ok, grande e confortável, mas também manchado, murcho, cheirando a xixi de gato e cuja cor reside em algum ponto da escala pantone entre “cocô de bebê desmamado” e “desespero existencial”. uma noite convenci respectivo a fazer uma dança das cadeiras e mudar coisas de lugar. o sofá da biblioteca veio para a sala e o irmão maior dele agora ocupa o lugar do monstro – que no momento está tomando 80% do espaço da biblioteca, mas já pedi para papai noel que me conceda a graça de vê-lo no lixão municipal antes da missa do galo; OREMOS.

o sofá atual não é lá essas coisas, mas tem um shape e uma cor menos horripilantes e – best of all – não fede à urina nostálgica de uma gata que eu não tenho mais.

fiz várias receitinhas atkins, incluindo purê de couve flor (antes de rir: tempera direito, mistura com ovo, queijo parmesão e frita) e esse bacon & eggs & ABACATE porque vamos ver se os hipsters sabem de algo que eu não sei… ganhei livrinhos imbecis, velas perfumadas e um convite pra ir comer frutos do mar no loch fyne.

a casa começou a passar pelo processo anual de tralhificação natalina. tenho tanta porcaria que não precisei comprar quase nada esse ano, bem, nada além de um pisca colorido e algumas bolas para a árvore de natal pequena (tenho três, mas 2017 tem sido meu ano “marie kondo declutter spark joy” na vida e decidi que só vou montar duas, risos). porém daqui a poucas semanas estarei embarcando pra hannover e aqueles mercados de natal, aqueles bibelôs com pegada scandi e já viu: eu voltarei com o porta-malas entupido de lixo. sorry, marie. this girl can’t help it.

i will be waiting for the pain to cure the fear

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o tapete mais bonito e abundante do outono é um oferecimento das beech trees – ou “faias” em português, esse idioma que às vezes degola a poesia. elas agora começam a se vergar sob o peso da estação, o tom verde brilhante do verão dando lugar ao amarelo vivo e, depois de secar nos galhos, ganha essa cor enferrujada quando por fim volta à terra para apodrecer lentamente durante todo o inverno e na primavera fertilizar as mudas novas. e segue o baile da natureza.

floresta de epping semana passada:

+ um dos pubs mais bonitinhos dessas bandas de cá que toca hits dos anos 90 o dia inteiro (nesse tinha backstreet boys e spice girls, risos) mas como nada é perfeito serve um café com gosto de morte (mental note: never again).

+ os kobito dukan que me fizeram dar um tombo na câmera (já está pedindo arrêgo e eu ainda jogo a moribunda no chão).

+ a moça do guichê de turismo que foi meio grossa comigo (depois se desculpou, coisa rara, mas infelizmente não pôde me ajudar com a pesquisa que eu precisava fazer).

+ “como você fala para uma abóbora que ela não é mais necessária?” já dizia pepper patty – e certíssima, pois saia justíssima. awkward. climão. poucas coisas são mais tristes que um jack o’lantern abandonado depois do halloween, mas acho que as árvores de natal naturais jogadas na calçada no começo de janeiro ainda ganham de longe o concurso de “visão pós-festiva mais triste”. você olha pro despacho e só consegue pensar no dia em que ela foi escolhida pela forma perfeita e levada para casa com cuidado e euforia, as agulhas fragrantes cheirando a pinho, para ser enfeitada com luzes e penduricalhos colecionados vida afora. passada a festa as decorações voltam pra dentro das caixas no sótão, mas o pinheiro – já meio ressecado e perdendo as agulhas ao menor toque – vira um trambolho, uma tarefa no bullet journal: “get rid of the tree“.

descartada por não ter mais utilidade depois de ter dado a vida pela causa? too close to home, too near the bone. árvores de natal jogadas nas caçambas, atiradas em terrenos baldios ou depostas na frente das casas à espera do caminhão de lixo são uma das poucas coisas que me fazem chorar.