The politics of lipstick.

“i love lipstick. i want to write an essay about the politics of lipstick. i like lipstick that’s deep, deep red. i like lipstick that’s purple, lipstick that’s black and dark for when i want to dress up my melancholy. i like sharing lipstick with sisters. and i laugh at boys that think i wear lipstick for them to notice, i laugh, lipstick is an art you can’t ever understand. from picking out a color, testing it on the inside of my wrist, pursing my lips during the application of it. i like when i kiss a baby and leave lipstick on their cheek, when you hug someone and leave lipstick on their shirt, when it gets on your teeth and you use your tongue to get it off, when you sleep in lipstick and wake up with it on your pillow case. in 1997 mama left for ethiopia to see her mama for the first time in 12 years. i was six and i cried the entire way home from the airport. and when we came home there on the kitchen table was the teacup mama had been drinking out of. at the bottom a sip of tea and black cardamom seeds. and there on the rim of the cup the lipstick imprint of my mama’s kiss.” (nomad manifesto)

Mirror on the wall.

selfies taking over the internet. nunca foi tão fácil (e tão bem visto, incentivado até) colocar a sua cara na rede. não que o coro de “nossa, mas que futilidade!” tenha se extinguido – mas acredite, ele já foi muito maior. um celular, um aplicativo com filtros de superexposição que fazem a sua acne (e por consequência, a sua timidez) desaparecer e de repente os seus amigos e inimigos sabem da localização de cada mancha no seu rosto, da profundidade de cada ruga; o que apenas os seus amigos íntimos conheciam virou domínio público. será que um dia vamos todos nos arrepender coletivamente dessa super exposição? será que eles (seja lá quem “eles” forem) vão usá-la contra nós?

minha casa tem muitos espelhos. as janelas são pequenas e eles ajudam a refletir a luz pelos cômodos. com uma ajudinha da tecnologia eles refletem também a minha imagem para além dessas paredes e para outros lugares e olhares sobre os quais eu não tenho o menor controle. not gonna lie, this shit scares me sometimes

Keeping warm.

Esse vestido é a coisa mais macia e quentinha do planeta. É bem largo (comprei o maior tamanho disponível) e não dá pra usar com casaco por cima por causa do volume, mas para a meia estação tá perfeito. Difícil é conseguir dobrar e guardar; parece que estou tentando engavetar um edredon.

Só quando cheguei em casa percebi que a cor do vestido era quase igual à desses sapatos que eu tenho há pelo menos cinco anos e nunca usava por não ter nada que combinasse. Bônus points!

Enquadrar fotos is overrated.

Isso aí eu planejei vestir hoje pra ir a Richmond, mas o solzinho me convenceu a mudar de idéia e pôr uma roupa mais leve.

Aí eu chego em Richmond e adivinha? Chuva.

O colete com forro de pele fake é do Respectivo. Senti IMENSAS saudades dele essa tarde, enquanto segurava meu latte embaixo de uma marquise esperando a chuva passar.

P.S.: O closet é o próximo na lista de “cômodos a serem organizados”. Guarda roupas já a caminho, cor de tinta escolhida e muito em breve, espero, terei um lugar arrumadinho para as minhas roupas.

P.S.2: Desculpa, mas vou fazer propaganda da procedência do cachorro das fotos porque a história é legal. Ele se chama Trouble e pertence ao respectivo. Os dois se conheceram no departamento de pelúcias da F.A.O. Schwarz em Nova York e foi amor à primeira vista. O dog vinha em três tamanhos, a escolher: Trouble, Big Trouble e VERY BIG TROUBLE. É claro que o VERY BIG TROUBLE foi o eleito e embarcou de volta pra Inglaterra no colo do novo dono (não cabia na mala), garantindo um sem número de “awwww, how sweet! how cute!!” de todas as damas no vôo – incluindo as aeromoças gatas. Infelizmente ele estava viajando com a namorada (que não era eu, by the way) e não pode “aproveitar a popularidade”. Que dó. ;)

Selfie Days

SDDS Fotolog.
Era ponto com, virou ponto net. No começo todo mundo podia postar fotos e receber comentários à vontade, depois só quem tinha Gold Cam – que custava uma mixaria, mas os brasileiros não aceitaram pagar e ainda reclamavam; altos protestos. Quem não tinha Gold Cam podia postar uma foto por dia e receber até 10 comentários.

Mas os brasileiros, sempre geniais no jeitinho, inventaram a solução: depois de receber os dez comments eles copiavam todos, deletavam tudo e colavam os dez em UM comentário só, assim liberando espaço para mais dez. O processo era repetido até chegar no mesmo limite de cem comentários por foto de quem pagava Gold. Dava trabalho, mas quem era pop, porém pobre (ou pão duro) resolvia o problema. Ah, a internet moleca de várzea.

Quanto eu fiz minha conta lá eles ainda tinham um número estranho (8080) na url do site, que depois sumiu e eu jamais entendi. Havia poucos brasileiros e os gringos adoravam bajular as meninas que postavam selfies. Os mesmos que mais tarde se aborreceram quando o site foi literalmente INVADIDO por brasileiros postando selfies de webcam e foto de balada. Nunca vi tanta xenofobia junta por um motivo tão imbecil – afinal de contas nenhum gringo com aspirações a Cartier-Bresson era obrigado a seguir quem só postasse ego-shot.

A minha câmera também era uma webcam, resolução VGA baixíssima. Eu descobri que ligar um abajur aceso na minha cara eliminava imperfeições na pele (leia-se: o meu nariz) e também funcionava como flash para iluminar a foto e eliminar o ruído (aquelas granulações que estragam a imagem quando você fotografa em ambientes escuros). Depois observei que se deixasse o abajur ligado e apagasse a luz do quarto a foto ganhava um efeito mais dramático. E a minha cama ao fundo, desfeita e coberta de roupa suja, magicamente desaparecia.

Eu estraguei muitas fotos que fiz nessa época usando o blur do photoshop pra “desfocar” o background, mas tem uma ou outra pérola em meio às porcarias. Lembro que uma das minhas imagens foi parar numa matéria da Wired; foto da qual eu não me orgulho (especialmente por causa da pose ruim e de um prato de comida vazio abandonado ao fundo). A foto que ilustra esse post é uma das favoritas dessa fase, por causa do contraste, da estampa da blusa (feita pela minha mãe) e do detalhe da sombra que o brinco projetou na minha pele – brinco esse que eu tenho até hoje, só não tenho mais coragem de usar.

don’t step on my black leather shoes.

Sofrendo BULLEN das Essex Girls na rua por causa do meu modelito 60s, halp @aplusk.

Mas eu estava me sentindo bem pretty baby com minhas meias cor de mostarda da H&M combinando com meu cashmere da Johnstons of Elgin e sapatinhos boneca da Street. Aliás, saudade de morar na Alemanha e ter uma Street em cada esquina. Esses sapatos são de couro, uso quase diário porque são a coisas MAIS CONFORTÁVEL ever, em perfeito estado depois de quase seis anos e custaram 30 euros. ♥

Eu moro no borough de Havering, que faz divisa com o condado de Essex (antes de compramos esta casa, estávamos morando de aluguel em South Woodford, um bairro no borough de Redbridge). E em termos de vestimenta, a influência de Essex se faz bastante presente aqui na área; enquanto as London girls são mais alternativas, mais hipsters, as moças da região estuária do rio Tâmisa preferem um visual mais, erm, “montado”. Muito bronzeamento artificial, muita maquiagem (especialmente nos olhos; cílios postiços são obrigatórios), sapatos de plataforma (que aqui eles chamam de “salto de stripper”), animal print, cores fortes, vestidos de cintura marcada, e MUITO aplique no cabelo.

Não é a minha preferência pessoal, e certamente as meninas da área devem achar que estou fazendo cosplay de avó.

A Inglaterra é um “país velho”, ou seja, eles tiveram mais tempo pra acumular informação histórica para transformar em inspiração para as roupas; sempre vejo alguma senhorinha desfilando vestida de madame vitoriana, ou um garoto punk com moicano ou ainda uma menina com a cara (e as roupas anos 60) da Twiggy.

Já Havering deve ser a idéia que a Vogue faz do INFERNO. Certa vez eu estava aqui no centro e vi uma moça vestindo uma jaqueta camuflada, boné com tachinhas virado pra trás, sutiã de ginástica roxo usado como top, calça jeans de corte “baggy” e stone washed (vintage começo dos anos 80, eu arrisco) e calçando Birkenstocks. NADA ali fazia o MENOR sentido e eu achei fenomenal. Talvez seja justamente nessa liberdade poética e total desapego às regras que esteja a verdadeira originalidade. :)

Hi, July.

Tentando novamente usar cosméticos H&M e novamente me decepcionando. Esse flocado enorme parecia tão lindo, mas é preciso passar umas trinta demãos de esmalte para que ele apareça na unha – e a textura do esmalte em si é grossa feito cola transparente.

O da Kiko, no entanto, é um azul meio Tiffany & Co delicioso. Tô super necessitando ir lá renovar estoque – depois de catalogar meus esmaltes e jogar fora as podreiras.

O anel folheado em prata eu achei na Debenhams (esqueci a marca) e brilha feito diamante.

Virei oficialmente a doida das suculentas. As originais já estão enormes e eu comprei mais quatro na Homebase sábado passado. Não sou a jardineira mais dedicada do universo e por isso gosto de gerânios, cactos, margaridas, cravos e suculentas. É preciso esforço proativo para matá-los.:)

Indo pro show do Travis mês passado:

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Ia repetir a roupa para o show do Neil Young, mas não consegui achar a jaqueta. Jaqueta que, aliás, eu tenho desde os 15 anos e tem um bordado cool de uma águia nas costas. Ficou sem uso por vários anos até que foi redescoberta quando abri as caixas da mudança.

Tô relapsa com “foto de roupa” porque o closet virou, novamente, uma bagunça de caixas empilhadas. Vou tentar arrumar isso hoje. :)

2013: já estamos no segundo tempo da partida.
Virar o placar desse jogo morno: Y/N?

You can tell she’s anticipating Halloween

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Resultados da visita à B&Q essa tarde: não dá pra ver direito na foto, mas essas luzinhas são mini abóboras. :) Esse ano provavelmente não teremos fotos no pumpkin patch aqui de Jersey. Passei lá de carro uma hora atrás e não havia absolutamente nada que sequer lembrasse Halloween. Fico aqui uma semana, então ainda há esperança de que eles resolvam fazer algo a respeito.

Esse ano vai ter uma mini halloween party (só pra mim). Estou montanto uma playlist aterrorizante, procurando receitas de bloody mary e encomendando cupcakes em formato de cérebro. Uma grande abóbora no quintal e então passar a noite assistindo filmes de terror e comendo devil’s pop corn vestida de Condessa Elizabeth Bathory (ok, talvez sem o cosplay).

Sim, eu tenho 10 anos. Se você queria um blog de adulto, errou de endereço.

EDITANDO: Falei em filmes e olha só o que eu achei: uma lista com vários filmes de terror/halloween para baixar (via All Hollows Eve):