Na drogaria.

– água micelar demaquilante da garnier;
– sabonete líquido da bodyshop (strawberry) ou l’occitane (roses);
– hidratante de manteiga de cacau da palmer’s;
– serum capilar frizz-ease (john frieda);
– 100% shine frizz-ease (john frieda);
– creme para as mãos (qualquer um leve e com cheiro bom);
– desodorante spray (qualquer um, geralmente da loja de 99 centavos);
– shampoo (idem, na loja de 99 centavos encontro garnier, aussie, etc);
– círculos de algodão;
– acetona;
– absorventes (não uso coletores e nem internos);
– creme noturno eucerin/diurno l’oreal;
– pasta de dente;
– listerine (os mais brandos; não aqueles que deixam a língua em chamas);
– gilete (patriarcado, etc.);
– sabonete líquido para as mãos;
– johnson’s baby lotion (rosa).

perdi meu casaquinho novo em gibraltar e agora ele está esgotado – inclusive online. ansiosamente aguardando um possível reestoque e maldizendo climas quentes e úmidos que fazem pessoas como eu ter faniquitos e enrolar cardigans na alça da bolsa e deixá-los cair nalgum ponto entre a europa e áfrica e seguir adiante sem olhar para trás. it was good while it lasted, beloved cardigan (two weeks).

o gato agora gosta de ficar deitado na minha mesa, atrás do laptop, rolando e empurrando-o até quase cair no chão. ele também gosta de ler, ou pelo menos de sentar em cima da revista, jornal ou livro que eu estiver lendo e prestar atenção nas figuras e letrinhas. de vez em quando falo com ele, que me responde meio irritado como se eu lhe estivesse atrapalhando a leitura. compreensível.

o verão está indo embora aos poucos. depois do inverno mais seco e quente da história desse país (?), que inclusive me fez comprar. um. ar condicionado (!!!) eu me perdôo por ter preferido o calendário meteorológico esse ano e saudado o outono já no começo de setembro. 100% trabalhada na ansiedade em ver o verão pelas costas, ela. mas o apego pelo calendário astronômico e seus equinócios e solstícios persiste, e daqui a quatro dias será real e oficial.

a hora de pedir o primeiro pumpkin spiced latte de 2018.

It’s meme time.

image
image

primeiro amor?
a leitura. música veio logo em seguida. e a caixa de brinquedos que minha mãe guardava em cima de um armário alto para “ocasiões especiais” (aka. chantagem)

cômodo preferido da sua casa?
na atual, conservatório. de modo geral: quartos com chave na porta.

idioma preferido?
italiano.

Personagem literário preferido?
patrick bateman (american psycho), death (the book thief), holly golightly (breakfast at tiffany’s), julien sorel (the red and the black), scarlet o’hara (gone with the wind), mickey sabbath (sabbath’s theater), heathcliff (wuthering heights), celie (the colour purple), tom ripley (the talented mr. ripley), clarence threepwood (blandings castle and elsewhere), jane eyre, etc.

lugares preferidos em londres?
soho, holland park (o parque, especificamente), hampstead village, waterlow park, fitzrovia, belgravia, valley of health, camden market, wanstead village, canary wharf, queensway, chinatown, southbank, strand, brick lane/shoreditch, little venice, st. katherine’s docks, the city… são muitos. i love this city.

e os menos preferidos?
leicester square, westminster bridge, trafalgar square, victoria, islington. quase todo mundo incluiria oxford street aí, mas não acho tão ruim assim; é um lugar super útil e próximo de várias áreas favoritas da lista acima.

image
image
image

cor preferida?
várias. pra me vestir, em particular: preto, cinza, bordô, azul marinho, vermelho, verde musgo, ocre, marrom.

pintor/pintura favoritos?
caravaggio, rembrandt, raphael, degas, toulouse lautrec… não gosto de muita coisa nova e sou zero entendedora, mas gosto do uso da luz na obra desses artistas. night watch do rembrandt é uma das poucas pinturas que eu viajaria para ver ao vivo. yup, i know, cliché af.

o que você gosta de colecionar?
plantas, miniaturas, louças, artigos de papelaria. mas não sou compulsiva.

flor favorita?
rosas, hortências, dálias, glicínias, clematis, ranunculus…

cheiro preferido?
cimento fresco, chuva, café, sândalo, bacon fritando…

se você ganhasse uma medalha, pelo que seria?
lealdade.

doce preferido?
cookies. bolos. quase qualquer coisa que não envolva chocolate, nozes ou legumes. nada de cenoura ou beterrada nos meus bolos, thanks.

sabor preferido?
vingança. vitória. vitela. :D

chá ou café?
os dois.

vinho ou cerveja?
os dois, mas depende da comida.

image
image
image
image

se você pudesse pegar um avião agora, para onde iria?
japão, grécia… infelizmente o próximo será para o brasil.

seu sonho secreto?
viver numa houseboat.
(se eu contasse o sonho secreto mesmo ele não seria secreto)

estação preferida?
outono, mas o começo da primavera também é top.

moeda preferida?
libra por causa do valor, mas as notas de real são maravilhosas.

planeta favorito?
qual foi aquele mesmo que foi demitido, despejado, expulso do grupo, isolado socialmente? esse mesmo. esse planeta sou eu.

nome preferido que não seja o seu?
atualmente ando gostando de esmé.

criatura marinha favorita?
cavalos marinhos, tongue eating louse (o bicho destrói a língua do peixe e fica lá no lugar dela, se alimentando das migalhas do que o peixe come) e o blob fish (o peixe mais feio e triste do mundo, joga no google. esse peixe também sou eu. risos)

image
image
image

cidade favorita?
londres e tóquio.
acho que vou precisar tirar o rio de janeiro da lista, o que muito me entristece.

avião ou carro?
eu gosto muito de road trips, mas nem sempre é possível. ou é chato, se o trajeto não for interessante. nesse caso voar é mais prático. gosto de aeroportos e de aviões, mas detesto o ritual de embarque/desembarque.

qual era o seu brinquedo favorito na infância? ainda tem?
fora o conteúdo da caixa de brinquedos da primeira resposta, uma pantera cor de rosa (quase morri quando a perdi; achei novamente, yay), minhas barbies e a casa da barbie de madeira que um pedreiro amigo da família fez pra mim. eu nunca tive muitos brinquedos, mas todos eram especiais pra mim.

se você pudesse ser uma pessoa completamente diferente do que é, quem você seria?
uma pessoa rica, inteligente e bonita.
o “bonita” vai ser difícil. sorte que é o menos importante, eu só queria mesmo para saber como é.

image
image
image

o que você queria ser quando criança?
quando me perguntavam eu respondia “médica pediatra” porque era uma resposta adequada, bonitinha e inteligente para uma menina; os adultos me davam parabéns. mas eu nunca quis ser médica, menos ainda pediatra. acho que alguém deve ter me passado essa cola e eu aceitei pra não ter mais que pensar no assunto. na verdade eu nunca tive vocações e nunca quis ser nada. yay, outro sucesso. :)

qual foi a melhor coisa que você já fez por alguém?
gostar deles ao mesmo tempo em que deixei que fossem quem eram de verdade, mesmo que isso me desagradasse às vezes.

qual a melhor lembrança da sua infância?
música, viagens de carro para a praia, parar na casa do alemão na subida da serra para comprar biscoitos amanteigados, ser convidada para as melhores festas de aniversário da rua, férias de verão, natal e ano novo.

algo que você gostaria de ter coragem de fazer?
viajar sozinha. já tive essa coragem e perdi, o que muito me chateia.

como você acha que estará daqui a 10 anos?
se não estiver morta estarei exatamente igual a hoje, só que com mais rugas e hipocondria.

image

fotos: aleatórias da PRIDE london 2017.

Caderno de perguntas

image
image
image
image

um mês exato desde o meu último “olá” nesse espaço e eu tentando desbodear.

julho tem sido um mês interessante. julho tem sido um mês difícil. julho tem sido, e eu continuo aqui tentando “ser” no meio do furacão.

image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image

como eu tenho um bocado para mostrar mas ainda muito pouco a dizer (o momento atual parece uma daquelas ressacas que te deixam prostrado e demoram a passar, mesmo que você não se lembre de ter bebido tanto assim), vou aproveitar para responder algumas perguntas que eu tenho aqui na inbox. bear with me. :)

❤ Anonymous said to hellololla:
A quanto tempo você mora em londres?

desde 2005 em jersey, desde 2011 em londres.

cartas de maria said to hellololla:
Lolla, você que ja tem blog há alguns anos… Pode me dizer como consegue lidar com seus posts antigos? No sentido do auto-desprezo. -Caso isso aconteça com você, of course. Acredito que naturalmente há um amadurecimento gradativo: algumas pessoas tem isso com mais evidencia, outras com menos, mas existe uma ascendência de amadurecimento inevitável e talvez por conta disso, pra mim, posts antigos são sempre deprimentes e embaraçosos. Eu não consigo. Como é isso pra você?

sei lá, eu não ligo muito pra isso.
na maioria das vezes meus posts antigos me parecem ok – exceto a maneira de escrever, escolha de palavras… escrever mal me provoca vergonha genuína. :) sim, os posts de blogs muito antigos contém declarações e piadas que hoje seriam consideradas machistas, racistas e gordofóbicas. mas nunca deletei nada (exceto o blog que foi hackeado e posteriormente deletado por quem invadiu) porque a) há 15 anos ninguém sabia nada e todo mundo falava essas mesmas coisas e b) pra mim blogs são retratos de quem éramos na época em que eles foram escritos.

você editaria um diário pessoal, de papel, escrito anos atrás? você usaria photoshop nas fotos da sua infância para “melhorar” suas roupas e penteado? um das razões para se guardar lembranças é poder se lembrar de quem a gente era. não podemos mudar quem fomos. se quisermos mudar quem somos então o foco deve estar no presente – porque só aqui e agora é possível moldar o futuro. o passado foi o que foi. é natural rolar um facepalm ao ler certas coisas, mas ao invés de temer o contato com o seu eu do passado ou deletar e fingir que não aconteceu eu acho mais proveitoso usar essa experiência como catalisador para as mudanças que precisam ser feitas na pessoa que você é para se tornar quem você quer ser.

❤ Anonymous said to hellololla:
Oi Lolla, vc sabe programar? Se sim, que linguagens sabe, qual seu nivel de conhecimento?

nope. a única linguagem que eu domino (dominava?) é html básico, mesmo. aprendi fuçando o código fonte dos outros e o html dos layouts free que a gente usava no blogspot.

❤ Anonymous said to hellololla:
Lolla…quantas agendas, planners, journals ou cadernos voce tem?

tenho um bullet journal para compromissos (meio enfeitadinho demais, mas é o meu estilo) e um journal propriamente dito que serve de registro diário e onde também faço umas colagens para passar o tempo. não costumo compartilhar fotos desse último.

❤ Anonymous said to hellololla:
Por que nunca tem selfie/gente nas suas fotos no insta? Parece que você não tem amigos e nem gosta da sua cara.

hahaha. eis que o abismo entre as gerações se torna claro: jovens querendo postar foto de balada a fim de provar pro mundo que têm vida social enquanto a tiazona aqui passou anos e anos editando as fotos no photoshop para apagar as pessoas. pra mim humanos são bacanas quando são amigos e ao vivo. em fotos = poluição visual. sorry.

❤ Anonymous said to hellololla:
Que bom que vc colocou essa opção aqui, vou matar as saudades de te perguntar as coisas :) Vc acha que a Millie Bobby Brown será a nova Winona Ryder? Ela me passa essa impressão. Tem alguma cantora dessa nova leva em quem vc vê alguma qualidade/personalidade?Ando gostando da Halsey, o que você acha dela, se já escutou né. Olha essa música/clipe, que delícia: Jane Zhang – Dust My Shoulders Off (ia colocar o link, mas o tumblr não permite pelo visto) Bj

ah, tadinha da millie bobby, é tão novinha pra já levar essa responsabilidade. primeiro papel dela, numa era totalmente diferente da época em que a winona começou – sem redes sociais pra diminuir a barreira entre artista e público. os jovens tinham permissão pra se comportar mal, tinham mais espaço pra errar; mas hoje em dia você precisa ter seu discurso editado e on point e nunca fazer um xixizinho sequer fora do penico. ela parece ser uma fofa e espero que não se torne uma one trick pony como tantos, mas que construa uma carreira longa e bonita.

halsey: já escutei, achei legal mas não me intrigou muito. acho que agora com os serviços de streaming ficou muito mais fácil descobrir coisas novas, mas isso “diluiu a fidelização”, por assim dizer. não tenho muito interesse no pop/r&b atual, mas em termos de vozes femininas (solo ou em bandas) gosto muito de jezabels, london grammar, daughter, vaults, imogen heap, russian red…

❤ Anonymous said to hellololla:
Oi Lolla, sou brasileira e estou morando em Milão ha 4 meses. Queria saber se você aprendeu a lidar com a solidão que sentimos quando vamos embora do nosso pais, da nossa família e amigos. Como foi pra voe essa experiência? Sou Hadoyka (@hadoykab). Um beijo, você me traz tranqüilidade e sempre leio aqui.

não sei se sou a pessoa mais indicada pra falar disso por ser bem desapegada. tenho poucos amigos, minha família sempre foi difícil e em muitos aspectos estou aliviada por morar longe. acho que cada caso é único e os sentimentos com relação à mudança dependem muito da personalidade do expatriado e da vida que ele levava no brasil. se a sua rotina era bacana, financeiramente estável, se você gostava do seu trabalho, do clima, da cultural local, era sociável e tinha um amplo círculo de amizades, se seus domingos eram divididos entre praia com a turma e almoços divertidos em família é natural sentir o impacto.

já eu não tinha nada disso: meu trabalho era monótono e pagava mal, eu detesto calor, não sou extrovertida, meu melhor amigo tinha se mudado pro exterior e eu não tenho sequer o telefone de uns 90% dos meus familiares. ou seja, nem olhei pra trás.

o que me preocupa é você já estar sofrendo com a solidão depois de tão pouco tempo… com quatro meses de europa eu estava encantada e querendo visitar todos os lugares, comer todas as comidas, ir a todos os shows, comprar todo o conteúdo dos sites que não entregavam no brasil, me jogar numa cultura nova e cheia de coisas para descobrir, aprender, formar uma opinião e me apaixonar. pense em todas as possibilidades que se abriram e aproveite a chance que você está tendo (e que é o sonho de muita gente). talvez o tempo transforme o novo lugar em mais um dos seus lugares. talvez ele se transforme no SEU lugar. mas não vou mentir: muitas pessoas passam décadas vivendo fora e sofrendo de saudades do brasil. nesse caso lembre-se que você sempre pode voltar, e pra remediar saudades mais imediatas taí o whatsapp e as redes sociais ajudando a manter contato. :) mas saiba também que, se você está aqui em definitivo, é provável que vá perder as amizades menos sólidas. quem ficar, no entanto, taí pro long haul. é uma bela peneira. boa sorte!

❤ Anonymous said to hellololla:
Desculpa se a pergunta for invasiva, mas fico curiosa pra saber: qual a sua fonte de renda aí no reino? Você trabalha (e se sim, com o quê)?

não é invasiva, só é meio… boring?
a resposta é mais boring ainda: faço uns frilas ocasionais, mas como passo os dias em casa chocando o meu sofá eu praticamente não gasto dinheiro e posso me dar ao luxo de trabalhar pouco. já trabalhei nada também, mas aí apareceu a chance e why not? mas como eu funciono melhor sem pressão/o trabalho requer um certo anonimato/não é nada muito interessante eu prefiro não comentar sobre.

cris-rp said to hellololla:
quem tira fotos de você? o respectivo?

qualquer pessoa que esteja comigo e queira tirar minha foto. pode ser o respectivo, algum amigo/colega, até mesmo estranhos na rua. só não gosto de selfie. um dos meus amigos tem talento com as lentes e já fez fotos bem legais minhas; pena que a modelo não ajuda… :P

❤ Anonymous said to hellololla:
Olá Lolla, adoro o blog, fico adorando o senso de humor dos seus posts. Mas gostaria msm de saber qual a marca/modelo da sua camêra fotografica, já que admiro muito a qualidade das suas fotos e o seu bom gosto na escolha dos cenários fotografados. Beijosss e parabéns pelo delicioso blog.

ouch! :) a maioria dos fotógrafos fica chateada com essa pergunta; é considerado rude atribuir a qualidade das imagens à qualidade da câmera e não ao talento de que clica. afinal, quem sabe fotografar às vezes consegue tirar leite de pedra e quem não sabe passa sufoco mesmo tendo o melhor equipamento do mundo em mãos…

maaaas ainda que eu concorde com esse sentimento eu não me considero fotógrafa e por isso tudo bem. :) minha câmera é uma canon 350D super velha, com mais de 10 anos e 8MP de resolução – qualquer celular tem mais que isso hoje em dia. eu não tenho tanta pressa de trocar porque uso muito pouco, e quando preciso para trabalhar eu uso a do chefe.

❤ Anonymous said to hellololla:
Uma pessoa (real ou da ficção) que se pareça com você em termos de personalidade:

três pessoas.
meu primeiro namorado, meu professor de geografia no antigo ginásio e meu pai.

image

Oh love, luck and money, go to my head like wildfire

na infância eu vestia…
coisas que minha mãe costurava (versões miniatura de camisas de adulto, saias “balonê“, vestidos de verão estampados…) e roupas que meu pai, que trabalhava numa empresa de transportes, ganhava de brinde dos representantes de produtos automotivos e postos de gasolina. ou seja, muita camisetinha promocional com logo da texaco, da michelin, pneus goodyear e óleos castrol.

meu quarto era…
completamente desprovido de privacidade. para chegar ao quarto dos meus pais era preciso passar pelo meu, porque a casa não tinha corredor. na verdade meus pais deixaram de dormir juntos poucos anos depois que eu nasci (o casamento veio a fraturar mais tarde). eu dormia na cama de casal com minha mãe, e meu pai na minha cama de solteiro branca com detalhes dourados – very girlie. apesar de eu não dormir nele o meu quarto-corredor foi “crescendo” comigo, mudando de acordo com a minha idade e os meus interesses. a estante de vime que comprei com os dólares que afanei do meu pai (contei pra ele depois), o quadro gigante da madonna, os quadrinhos pequenos, bordados à mão, com trechos de músicas dos smiths e a escrivaninha com o meu primeiro computador; não havia internet e ele servia para escrever cartas, imprimir etiquetas de endereço para decorar meus envelopes e jogar joguinhos de DOS como herectic e doom. depois que eu e minha mãe saímos daquela casa para sempre meu pai herdou a minha cama em definitivo; dorme nela até hoje.

quando eu era adolescente eu…
era introvertida (não tímida, favor não confundir) e nutria as paixões óbvias dos jovens antisociais: livros, música e cinema. sonhava em viajar pelo mundo, tinha poucos amigos e alguns desafetos, não gostava de estudar e provavelmente assistia televisão demais. vivia às turras com meu pai e por isso “fugia” de casa com frequência; pequenas viagens pelo sul/sudeste onde eu dormia no ônibus e tomava banho em rodoviárias para economizar hotel. passei um tempo em são paulo e outro morando na zona sul do rio, no casarão de uma tia casada com um gringo rico. fui metaleira, gótica, indie, balconista de videolocadora, musa de rádio pirata, interesse romântico de meninos de 12 anos e homens de 45 (não retribuídos), amiga por correspondência, frequentadora de festas em prostíbulos, alcóolatra in training, metade de um relacionamento aberto, rainha dos selfies de webcam no fotolog e a última das minhas amiguinhas a pedir barbie de presente de natal – bem, ainda peço. quase nada me dava mais prazer do que perambular pelo saara nos fins de semana comprando quinquilharias, aproveitar as promoções de cds nas lojas americanas e sentar em alguma mureta de beira de estrada vendo o fim de semana dos outros passar por mim em alta velocidade.

quando eu crescesse eu queria ser…
nunca fiz muitos planos para o futuro, que era uma grande incógnita mas nem por isso assustador. não tinha vocação para carreiras e toparia qualquer uma que me permitisse morar sozinha e mobiliar meu cafofo nas casas bahia. eu passava horas escolhendo e circulando camas, sofás e armários de cozinha em anúncios de jornal e fazendo contas com a minha querida calculadora sharp para saber quanto eu iria gastar. :)

um momento seminal da minha vida…
decidir abandonar uma faculdade pública já na reta final, durante o estágio, a fim de preservar a minha saúde mental. fui acusada de louca e irresponsável, mas acredito ter sido uma das melhores decisões que tomei na vida. as duas horas de viagem por dia (só de ida), bullying de colegas e professores e falta de apoio doméstico (eu passava o dia todo fora, só com o dinheiro da passagem) são as desculpas oficiais – e muito válidas, inclusive. mas o que me deu o impulso pra chutar tudo pelos ares foi a sensação de que todo aquele sacrifício era em vão, porque o meu destino não estava ligado àquele curso. de alguma forma eu sempre soube.

eu nunca pensei que eu…
me casaria com alguém ou moraria fora do país. but here i am. é chato ter que dar o braço a torcer e engolir palavras, por isso mantenho todas as opções em aberto – até as que parecem inconcebíveis. beberei de qualquer água dependendo da sede, e reconhecer isso poupa muito conflito interno/constrangimento público.

eu aprendi a…
guardar opiniões/informações pessoais para mim mesma e só compartilhar as mais inócuas, não ser sempre a “sincerona” e manter uma hipocrisia funcional, ver nuances nas questões ao invés do preto X branco, sempre esperar o pior das pessoas, comer menos carboidratos quando possível mas sem eliminá-los completamente (life can be miserable enough, even with cake), cortar o soluço fazendo exercícios respiratórios, viver com menos (dinheiro, comida, amigos, expectativas), viver com mais (dinheiro, quilos, liberdade, calma), priorizar relacionamentos que saibam respeitar o meu tempo, me afastar de gente viciada em drama, abrir o vidro de maionese sem esforço batendo com a tampa na quina da mesa, admitir que não sou uma pessoa fundamentalmente gostável, aceitar minhas faltas de talento e que nem todo mundo nasceu para “fazer diferença”, receber elogios com um pé atrás e analisar com carinho as críticas porque eu funciono melhor assim.

eu sei…
mexer uma sobrancelha só, fazer um bolo de limão passável e uma farofa de ovo + bacon excelente, cantar em japonês (sem entender quase nada), reconhecer beleza nas coisas mais comuns, a letra de quase todas as músicas dos meus artistas preferidos, citações de vários filmes/músicas que vou incluir frequentemente em conversas, que estou no mundo a passeio e não há nada de errado com isso.

eu compartilho coisas na internet porque…
tenho tempo, aprecio o feedback e gosto de manter sites bonitinhos. dito isso, desde o ano passado minhas redes sociais estão dying a death e a causa mortis é uma preguiça indizível de existir digitalmente. não tenho sacadas geniais para o twitter, percebo que não tenho a vida certa para o instagram, não sou de esquerda/direita o suficiente para pertencer a panelinhas no facebook e não sou interessante o bastante pra manter no whatsapp. sinto que estou ocupando espaços indevidos na internet e preferindo manter diários de papel, boards privados no pinterest e contas alternativas no instagram. será 2017 o fim de uma era?

se eu tivesse uma manhã inteiramente para mim eu…
eu tenho quase todas as manhãs livres para mim. café com leite, jornais, planejar uma saída, um café/almoço com um(a) amigo(a) ou passar a manhã lendo/cuidando das plantas/costurando. não ter um emprego fixo significa dinheiro pouco e imprevisível, mas nada que eu possa comprar é mais importante que não temer as segundas feiras e a interação forçada com gente desagradável.

The Five Game

5 coisas que você comprou no supermercado essa semana.
– hirata buns (que ficaram horríveis e eu joguei fora)
– chocolate ritter sport (branco com pedaços de cornflakes, meus preferidos)
– cupcakes red velvet (não estavam muito gostosos, mas comi assim mesmo)
– creme de leite com brandy (melhor coisa do natal)
– flores para a casa (sempre me deixa feliz e me sentindo adulta)

5 coisas que você assistiu recentemente
– vídeos de mukbang no youtube
esse filme, por causa do jude law
– esse esquete sobre racismo (de julho, mas só vi agora)
– cinderela bahiana, porque sempre.
– esqueceram de mim, porque não é natal sem macaulay culkin.

5 produtos que você usou recentemente
– shower gel l’occitanne roses et reines
– base maybelline super stay 24h
– esmalte l.a. colors verde (não tem o nome da cor no vidro)
– óleo de banho bluebell da penhaligon’s
– perfume 5th avenue, elizabeth arden

5 planos para essa semana
– regar as plantas e varrer o pátio antes de viajar
– organizar a papelada no estúdio para 2017
– lavar o cabelo (urgh) e comprar livros no westfield (yay)
– ir tomar um café com queridos no mercado de natal de southbank
– fazer as malas para a viagem

5 coisas que você comeu/bebeu no natal
– farofa de bacon, ovo, azeitona, cebolinha picada e sim, passas.
– prosecco rosé
– cidra de morango com limão
– bolo kugelhopf alemão
– CEBOLITOS :)

5 coisas que você comeu/bebeu ontem
– tiramisu latte no café nero em sudbury
– croissant com recheio de pasta de amêndoas no café nero em sudbury
– o último cupcake do natal
– pão fresquinho assado no forno + queijo cheddar com pedaços de damasco
– coca zero

5 lugares que você não conhece ainda, mas pretende
– ilhas gregas
– alsácia
– cingapura
– nepal
– hong kong

5 celebridades que você já viu
– colin firth na cerimônia de iluminação de natal da regent street
– alexa chung numa festa (inclusive bastante simpática)
– tyra banks num restaurante em NY
– daniel filho num café na gávea (inclusive bastante simpático)
– barbara evans (aos 5 anos, com o pai)

5 coisas que você gostaria de fazer
– cantar bem
– desenhar bem
– aprender a tocar um instrumento
– um curso de fotografia
– tricotar

5 pessoas/contas que você seguiu recentemente no instagram
findingpaola (não, por favor, vejam essa mulher ♥)
urbanjungleblog (plantinhaaaas)
80s magazines (nostalgia editorial)
you must remember this (golden era)
petites luxures (sexay)

5 expressões que você usa demais
– fuck me sideways
– beejeesus
– DIS BISH
– i don’t bloody know
– DEATH

The kitchen list.

a caneca preferida para beber:

não sei se é a preferida mas essa é legal porque a alça é bem ergonômica (nada pior do que tentar segurar caneca de alça curta e mal localizada), o tamanho é grande (você não precisa encher tudo e evita derramar líquido) sem ser imenso (pesada pra segurar e a bebida vai esfriar logo), o design redondinho é fofo e a cor/estampa me agradam. mas eu tenho outras na mesma vibe (ok, eu devo ter dezenas na mesma vibe).

a tigela mais bonita.

acho que hoje o título fica com essa da tiger (nunca vou chamar de “flying tiger”, pode esquecer) que tem coloração degradê (combina com um cake stand da mesma loja que eu também tenho), design “lapidado” e é grande o suficiente pra encher de pipoca. pelo menos umas duas vezes. ou três.

a tigela preferida para comer.

não parece, mas ela é bem grande e o receptáculo perfeito pros meus famosos “saladões” (abrir cinco latas de legumes/leguminosas diferentes, jogar tudo dentro da tigela, temperar com molho inglês e entupir de maionese light – por que choras, master chef). os detalhes escuros são originais, pra dar um aspecto “vintage” (não é sujeira não ok)

o que tem nas prateleiras que você mal consegue alcançar.

coisas que eu não uso com frequência, como… livros de receitas, haha. mas o “apples for jam” da tessa kiros é amor puro. parece que a gente achou os caderninhos de receitas de uma tia que aproveita para contar causos da infância, postar fotos e artes das crianças e dar pitacos variados sobre a vida.

eu guardos os meus “chás especiais” nessa casinha de porcelana que achei num brechó em bakewell. a caneca de vaquinha está quebrada, mas não tive coragem de jogar fora. o livro de receitas cariocas me irritou um pouco, não pelas receitas em si mas pela prosa da autora. engraçado como a gente pode gostar tanto da “voz” de uma pessoa e desgostar de outra, sendo que isso talvez não represente a personalidade delas.

a caneca à esquerda é outra quebrada (ex-favorita que eu também não consegui jogar fora; seria essa prateleira alta o “céu das canecas”?), a lata da greengate estava cheia de biscoitos vencidos que eu nem lembrava mais (joguei fora, não comi nenhum, juro), os livros denunciam uma obsessão e o mini bule na verdade é um mini vasinho de plantas que comprei na daiso de tóquio e vai migrar pra varanda quando estiver cheio de suculentas.

item preferido na cozinha.

pensei em citar a geladeira, mas… essa pintura da galinha e seus pintinhos é muito querida pra mim; peguei no escritório do respectivo quando ele estava mudando de endereço.

o radinho retrô veio do ebay. eu ouço música de vez em quando, porém não passo tempo o suficiente por ali para usar com mais frequência. quando eu voltar a ter um forno decente ele vai me fazer companhia enquanto espero o bolo dourar.

a maior coleção.

canecas, claro. essas duas são da cath kidston.

como são os seus pratos?

eu estou tentando melhorar como ser humano/dona de casa e me livrar aos poucos dos pratos sem graça ou infantis e substituí-los por peças mais interessantes que vou colecionando pelos brechós. o prato de borda verde é um exemplo. o azul floral está na categoria “sem graça” e o de corações firmemente na categoria “quantos anos você tem, mesmo?” (há espécimens piores, nem vou mostrar os da hello kitty).

o que tem na sua despensa?

pouca coisa. sim, a gente faz compras no sainsbury’s (o que é o poder de um cartão de fidelidade, não é mesmo, minha gente?) sim, eu gosto muito de molho de soja. sim, eu gosto muito de sal. sim, eu consumo bastante atum em lata. me lembrando da cesta de natal que meu pai ganhava da firma, onde tinha sempre uma lata de atum de boa qualidade e que eu comia com maionese (nigella, anota essa dica).

bônus: uma coisa bonitinha que achei na geladeira:

e uma coisa horrível que achei na despensa: QUEM TROUXE ESSE VENENO PRA DENTRO DA MINHA CASA VAI PAGAR

nunca queiram enfiar uma colherada de marmite na boca pensando ser nutella.

NUNCA.

Outono/Inverno 2016

Pulôveres de gola alta. Bem amplos, feitos de lã quentinha e macia (merino, cashmere, alpaca, angorá) e graças à gola não precisar de cachecol.

Poder voltar a acordar tarde em paz, porque não tem um SOL atravessando a cortina e brilhando BEM na sua cara às cinco e meia da manhã.

Tirar do fundo armário aquele chinelinho de ficar em casa estilo RYDER porque dá pra usar com meia (os chinelos de dedo obviamente hibernam durante o inverno).

Abrir a gaveta cheia de suéters em todas as cores do arco íris (no meu caso basicamente cinza e preto, com um ou outro tom outonal) e dizer MY PRECIOUSSSS, I AM BACK

Encontrar panetone, stollen e mince pie no supermercado, ficar chocada e berrar “que ABSURDO estamos em setembro/outubro, onde ficam os limites, daqui a pouco vai ter panetone pra vender em AGOSTO” enquanto joga cinco panetones, três stollen e um pacotão duplo de mince pies dentro do carrinho sabendo que teria feito igual em agosto fuck the police you don’t own me.

O retorno triunfante das couves de bruxelas. ♥ E dane-se Londres: quando você se cansa de COUVE DE BRUXELAS é que você está cansado da vida.

Poder usar botas de novo. E fazer fotos dos seus pés cercados de folhas amarelas/vermelhas (e jogá-las pro alto fazendo chuvinha de folha quando ninguém estiver olhando)

(esse CHINELO de DEDO aí foi um erro da Matrix; eu estava na calçada de casa, abstraiam)

Começar a espalhar novamente pelas superfícies da casa todas as 957 mantas quentinhas e coloridas que você enfurnou no armário em junho (aos prantos).

Bebidas quentes com xarope de abóbora. Sempre a mesma coisa todo ano, você nunca consegue terminar porque é doce demais, sempre acha que devia ter pedido um caramel latte e be done with it, mas todo ano vira peteca nas mãos do marketing e fica lá sentada com cara de bunda e o seu copinho na mão, desejando que ele fosse tão bonito quando a caneca do cartaz. E daqui a pouco virão os copos VERMELHOS do natal e você apenas SABE que vai estar lá de novo. Yep.

Reclamar que não consegue mais usar o celular na rua por causa das luvas (luva com dedo descoberto = frostbite no dedo, anyone?) mas depois achar um par com “dedinhos touchscreen” (que funcionam) por 04 dinheiros na Tiger e que evitam que os seus dedos virem estalactites.

Começar a pesquisa de preços/modelos a fim de escolher o pijama do natal. Ano passado cometi o erro de comprar uma calça e um pulôver sem cara de pijama e que podem ser usados na rua e é claro que fiquei com dó de estragar usando em casa. Bad Lolla, no donut for you. Pijama de natal deve ser barato (pra durar um inverno só), ridículo (porque well, pijama de natal, né? vale estampa de rena, panetone ou couve de bruxelas) e vagabundo (porque você precisa ter coragem de jogar fora pra comprar outro ano que vem).

Comida de inverno. Pega essa saladinha, enche de bacon e sirva com uma porção de purê de batatas. Ganhar uns quilos is ok, porque vide item 01 dessa lista que manterá seus love handles/excessos de gostosura protegidos dos elementos e dos olhos do grande público até abril. Quando então você vai surtar, mas até lá YOLO, bitches.

Tomar banho e pegar uma toalha cheirando a amaciante e ainda quentinha da secadora. JOY OF JOYS. E esfregar na pele todos os creminhos cheirosos que você guarda na gaveta para a única época do ano em que sente vontade de se esfregar neles (e sejamos justos, a única época do ano em que eu tomo banho todo dia).

Tralhas de halloween nas lojas fazendo a sua adolescente gótica interior dar pulinhos de alegria – mesmo que hipoteticamente alegria não conste da listinha de emoções aceitáveis para uma gótica. Todas as caveiras, abóboras, sangue artificial, rosas pretas, bruxas, doces em forma de vísceras humanas, caixões e fantasmas que você conseguir comprar por uma libra na Poundland e decidir se vai sair vestida de Vandinha Adams, Elvira a Rainha das Trevas (com direito a nipple tassels) ou Calavera.

(inclusive revoltadíssima porque achei candy corn e witches brew, mas não forbidden fruit)

Mais uma vez lamentar não estar nos Estados Unidos para ver aquela folhagem incrível e as decorações de Halloween/Harvest das casas nessa época do ano. One day. :) Por enquanto a gente se contenta com o que tem por aqui mesmo.

Limpar o cafofo, fazer um chá, colocar uma musiquinea pra tocar na vitrola e acender TODAS as velas perfumadas que você vinha estocando com pena de usar no verão. Sua casa cheira a prostíbulo de beira de estrada onde cada mouça usa um perfume barato diferente; tem vela de 40 pilas da Diptyque, tem vela de 99 centavos da Primark, mas eis a beleza do multiculturalismo aromático.

Derreter dentro de metrô/busão, derreter na rua feito um cubo de gelo largado no sol, usar a cópia grátis do Evening Standard pra se abanar, ser obrigada a expôr braços e pernas ao câncer de pele? Muahaha, see ya.

Bath bombs, óleos de banho, banheira. ♥

(a água ficou com cheiro de canela e cor de xixi mas hey, 99 centavos na Pounland, you’re welcome)

Os dias frios escurecem mais cedo, excelente justificativa para aposentar o “fear of missing out” e aquela obrigação moral de “aproveitar a vida” do verão. Quando tudo o que você quer é praticar um mimetismo com a estampa do sofá e jogar uma manta em cima das pernas pra comer junk food assistindo TV lixo, nada mais perfeito do que ter uma desculpa para fazer exatamente isso. Yay for cold, shitty weather. ;)

it melts inside me like 5 hour snow

(eu faço) saladas muito boas e a melhor farofa.
(eu consigo) mexer só uma sobrancelha e manter suculentas vivas.
(eu compro) cupcakes prontos e cobertura pronta, porque meu forno não é confiável e eu não quero surpresas desagradáveis no halloween.
(eu deveria) dormir tarde para terminar trabalhos, mas ando sentindo sono por volta das dez e meia e acordando por volta das nove. winter hibernating mode on.
(eu tenho que) arrumar tempo para preparar o “jardim” para o inverno. varrer a primeira leva de folhas caídas, podar plantas, abrigar potes, jogar fora as falecidas.
(eu sei) que junho e julho foram meses ruins, mas setembro foi melhor e outubro vai bem.
(eu sinto) fome por volta das 3 da tarde, saudades da minha gata, cheiro de hadoque defumado pela casa, frio o bastante para usar chapéus.
(eu acho) que vou ter que ir ao Brasil em breve; mas não gostaria.
(eu consumo) maionese super light; quase um vidro por semana.
(eu ouço) the sundays, jezabels, october project, gene, the shins, mary onettes, new order, cocteau twins, till tuesday, sta. lucia, rachmaninoff, vaults, london grammar…
(eu sonho) em mudar para o interior e morar numa pequena cottage de paredes brancas, decorada em tons neutros, almofadas em tecidos florais vintage e janelas enormes com vista para o verde.
(eu espero) pelos doces incríveis que vou comer amanhã em Londres, lembrando que morar na cidade tem algumas vantagens.
(eu temo) a possibilidade de adoecer.
(eu gasto) dinheiro com coisas cheirosas (sabonete líquido, creme para as mãos, perfume), coisas macias (cashmere, meias, mantas), coisas de papelaria (adesivos, fitas washi), comida.
(eu adoro) ouvir os gansos berrando enquanto sobrevoam o jardim em direção ao lago.
(eu recebo) um monte de cartas para os antigos moradores dessa casa e folhetos com menu delivery de comida indiana, chinesa e turca.
(eu como) tomates cereja, atum em lata, gelatina, couve de bruxelas, sushi, pickles e chucrute.
(eu bebo) quase sempre chá na rua, quase sempre café em casa. e no fim de semana cidras de fruta e cervejas francesas baratas.
(eu irei) me servir de uma taça de muscat depois que terminar essa lista. friday feelings.
(eu economizo) dinheiro para voltar a Tóquio.
(eu geralmente) passo a meia hora antes de dormir olhando instagrams de decoração.
(eu assisto) vlogs particularmente ruins no youtube (1 ou 2 episódios, não aguento mais do que isso), reprises de location location location, homes under the hammer e grand designs.
(eu leio) revistas: country living, flow, frankie, oh comely. e blogs.
(eu quero) que o fim de semana seja tranquilo, cheio de risadas e comidas gostosas.

(fotos: cream tea em great dunmow; almoço libanês + bolo vegano em colchester)

Fifty.

1) qual foi a última coisa que você escreveu num papel?
Muito provavelmente um desenho ou uma lista de coisas para fazer.

2) o que está sempre na sua bolsa?
Chaves, guarda chuva, oyster card, batom barato comprado na Alemanha, um pequeno mapa impresso (e nunca consultado) do centro de Londres, analgésico, álcool gel.

3) o que você costuma pedir num café?
Geralmente um americano com ou sem leite. Se for dia de enfiar o pezinho na jaca posso pedir creme no café + um cookie/pain aux raisins/fatia de bolo.

4) quais websites você visita diariamente?
Twitter, Pinterest, Instagram, alguns jornais e vários blogs.

05) para quem você liga quando está triste/com raiva?
Usar telefone me deixa triste/com raiva, então não ligo pra ninguém. Sentir tristeza ou raiva é natural, não preciso de ajuda com isso. Eu espero passar, porque sempre passa.

06) de que cor é a sua escova de dentes?
Escova elétrica branca com detalhes em azul. Adoro.

07) você sabe trocar o óleo de um carro?
Não sei nem mesmo dirigir.

08) quais animais de estimação você já teve?
Gatos, cães, papagaio, tartaruga e até um bicho preguiça (que oficialmente foi doado para o zoológico mas reza a lenda que na verdade foi vendido)

09) você tem piercings?
Na orelha, sim. Já tive outro que fechou porque não usei nenhuma jóia.

10) qual a melhor época do ano na Inglaterra?
Qualquer uma em que não esteja chovendo a miserável chuva fina. Drizzle é obra de satanás. Gosto muito do fim da primavera quando as flores estão no seu auge e de meados do outono quando as folhas já estão mudando de cor mas os dias ainda não estão frios ou escuros demais.

11) o que deixa você realmente triste?
Às vezes pensar no futuro, achar que não vou atingir meu potencial. Relembrar o passado (as coisas boas). Achar que não estou vivendo a vida como gostaria e a consciência de que a maior parte dela já ficou para trás também me entristece.

12) o que deixa você realmente feliz?
Coisas simples como um céu bonito, passear de ônibus sozinha pela cidade, uma música nova ou antiga que eu esteja ouvindo bastante, caminhar por um parque, receber mensagem de algum amigo, colocar leite no chá, comprar algo barato mas que eu vá aproveitar por um longo tempo, banho de banheira quente no inverno, fazer planos, ir para o supermercado comprar coisas gostosas para o fim de semana, roadtrips com respectivo, velas perfumadas, a primeira taça de vinho da sexta feira.

13) qual o seu emprego dos sonhos?
Emprego nunca foi algo com que eu sonhasse. Era apenas um meio para atingir uma finalidade, porque o sonho estava na realização dos pequenos desejos que o salário me permitiria – viagens, casa, independência. Tudo o que gosto de fazer só é bom porque não sou obrigada a fazer e nem estou sendo julgada pelo meu desempenho; então a idéia de “transformar hobby em trabalho” não me empolga. Dito isso, já quis ser comissária de bordo.

14) você assina alguma revista?
No momento, não. Compro algumas regularmente (Frankie, Flow, Oh Comely, Common & Sense, etc) mas prefiro pedir ao vô indiano da lojinha de conveniência que guarde exemplares para mim todos os meses.

15) qual foi a última coisa que você comprou?
Um par de sapatos, um colar, creme para o rosto e almofadas na Ikea.

16) você gosta de comida chinesa?
Chinesa, japonesa e indiana são as preferidas. Poderia comer só isso pra sempre (e ok, pizza).

17) qual foi a última vez em que você esteve numa igreja?
Boa pergunta. Certamente durante alguma roadtrip pelo interior. Eu sempre entro em igrejas e catedrais por admirar a arquitetura/história. Já num serviço/missa/culto faz muito, muito tempo mesmo.

18) qual foi a última pessoa que fez algo realmente especial para você?
Respectivo sempre está fazendo pequenas coisas especiais por mim, como me trazer café e chá na cama toda manhã e dirigir duas horas porque eu quero comer em determinado lugar. Semana passada um amigo me levou num restaurante que ele detesta só porque eu queria almoçar lá. Por aí ficou claro que coisas “realmente especiais” que as pessoas podem fazer por mim quase sempre envolvem comida. Risos.

19) você já esteve em uma ambulância?
Já. Não era para mim. Não quero falar disso.

20) você consegue enrolar a própria língua?
Depende do que você considere enrolar.

21) quanto tempo leva para se vestir antes de sair?
Sem pressa: 30 minutos. Com pressa: 5 a 10 minutos. A maquiagem vai ser só base + batom + máscara para cílios. A roupa só vai envolver calçar sapatos (ou nem isso).

22) você fala palavrão?
Neta de portugueses. O que você acha?

23) você já acampou?
Infelizmente sim. Por dois dias, em Le Mans na França para assistir a corrida de 24h. Não assistimos a corrida de 24h. Muita bebida e festa no acampamento e eu tentando tomar banho num banheiro improvisado com um francês impaciente batendo na porta. Detesto acampar porque aprecio conforto, banheiro privativo (e limpo) e ausência de insetos. Fui pedida em casamento na barraca e desconversei. O pedido foi repetido no dia seguinte, em local mais propício e sem a mãozinha do álcool.

24) quantos irmãos você tem?
Falecidos: 3. Vivos: 1. Que eu considere como parte da família: 0

25) qual é o seu nível educacional?
Superior incompleto (três faculdades públicas incompletas, i’m a winner)

26) em quais lugares você já morou?
Rio, São Paulo, Jersey, Hannover, Londres

27) qual a parte favorita do seu corpo?
Unhas, pernas, pés, boca, ombros.

28) qual a parte menos favorita do seu corpo?
Todo o resto? :)

29) você acha importante celebrar aniversários?
Sinceramente não ligo muito. Esse ano esquecemos do nosso aniversário de casamento e quase esqueci o do Respectivo (ele também quase esqueceu do próprio aniversário). Tenho que me esforçar para lembrar o aniversário dos meus pais. Não lembro do aniversário de quase ninguém mais. Não fico chateada se não lembram do meu; até tirei a data das redes sociais. A vantagem de um aniversário é ganhar presentes (nunca ganho) e comer bolo (posso comer quando quiser), então whatever.

30) você tem roupas da sua infância?
Tenho um vestido de crochê rosa com pontos formando babados na saia e detalhes muito bonitos. É uma pequena obra de arte. Acho que fui batizada nele. Lembro que tinha outras peças (uma camisa de pagão, um macacãozinho) que usava nas bonecas. Não sei onde estão; minha mãe deve ter ainda guardados. Tenho várias camisetas da adolescência que não consigo jogar fora por motivo de nostalgia. De vez em quando ainda uso.

31) uma coisa ruim sobre ter um blog?
O tempo gasto com atualizações. Era mais fácil há 15 anos, quando havia menos distrações na internet. Hoje em dia são tantas redes para atualizar/acompanhar a fim de não sumir do radar alheio que perder 3 ou 4 horas editando fotos de uma viagem para fazer um post que vai ser visto por meia dúzia de pessoas soa como luxo/desperdício de tempo. But we carry on.

32) quantos copos de água você bebe por dia?
Água pura = zero. Não consigo nem lembrar há quantos anos não tomo um copo de água natural, sem gás. Detesto; pra mim é como engolir chumbo derretido. Bebo água misturada no refresco, no chá/café e no refrigerante. Enough.

33) a que horas você vai dormir?
Por volta de meia noite. Posso dormir mais tarde e vou acordar no horário de sempre, mas o déficit de sono vai acabar se manifestando em algum momento. Durmo 7-8 horas por noite.

34) matérias preferidas na escola?
História, Inglês, Geografia, Literatura.

35) batata frita ou doces?
Cada um tem o seu momentinho, mas gosto mais de Pringles do que de batata frita de verdade. Já fui menos formiga. E por doces entenda bolos, biscoito, doce de leite, flapjacks e paçoca. Não ligo para balas, doces em calda ou chocolate.

36) último filme que você assistiu:
Faz tempo que não tenho foco pra filmes ou livros. Acho que assisti London to Brighton em dvd. Sim, eu ainda tenho dvds.

37) a coisa mais romântica que você já fez:
Não sou romântica. Acho que citaria “me despencar do Rio para Minas Gerais só para ver se o namorado estava bem”. Falávamos ao telefone uma noite, ele ouviu um barulho e foi ver o que era; não voltou e não atendeu mais o telefone no dia seguinte inteiro. Peguei um ônibus e cheguei em BH de madrugada. Ele estava bem; o barulho eram explosões na fiação e ele ficou uma semana sem luz ou telefone. A falta que um celular fazia na nossa vida sem que a gente nem soubesse, não é mesmo?

38) o presente ideal para alguém que se hospeda na sua casa levar:
Uma garrafa de vinho e flores plantadas em vaso.

39) qual a idade do seu pai?
Velho. Ele não era mais franguinho quando eu nasci.

40) você já saiu no jornal?
Em foto ou numa matéria sobre mim? Acho que nunca. Coisas que eu escrevi, sim.

41) uma citação favorita?
“They calls my name as shelter, not realizing I am the storm.”

42) qual a sua cor de esmalte favorita?
Depende da fase. No momento, por praticidade e preguiça, estou 100% nudes e aqueles cintilantes que mal se percebe quando descascam e você pode fazer lambança na hora da passar porque não dá pra ver. Gosto de preto e de cores “outonais” (mostarda, marron, vermelhos intensos, verdes escuros) mas essas qualquer descascadinho já era. Também adoro glitter (idade mental = 12 anos) mas é um saco pra tirar então acabo não usando. Preguiça.

43) em quem você se inspira?
Em poucas pessoas que acompanharam e de alguma forma guiaram o meu crescimento pessoal (nem sempre de maneira agradável). Sou grata a elas e acho que no fundo mesmo que eu não queira sempre vou usá-las como parâmetro. Isso não é de todo mal. Me sinto privilegiada por tê-las na minha vida.

44) você é vaidosa?
Não muito. Me chateio por sentir que preciso usar maquiagem. Gosto de roupas bonitas, mas gosto mais ainda das confortáveis e funcionais.

45) existe algo que você gostaria de comprar mas ainda não teve a oportunidade ou dinheiro?
Passagens para o Japão. De novo. :)

46) como foi seu noivado?
Curto. Shotgun wedding (haha, not really)

47) você prefere comprar roupas, bolsas ou sapatos?
Os três são OK, mas eu sempre gastarei mais nas bolsas porque elas não gastam/estragam com facilidade.

48) você se sente jovem ou velha para a sua idade?
Aparência: mais velha. Atitudes: minha idade real. Mentalidade: 12 anos.

49) quais são os seus maus hábitos?
Eu diria que mascar chiclete e beber coca zero em quantidades oceânicas, mas o que realmente anda me chateando (e atrasando…) é a tendência em procrastinar.

50) o que você vai fazer quando terminar de responder a essas perguntas?
Tentar parar de procrastinar e passar as capas de almofadas para colocá-las de volta no sofá, ligar para o meu pai, terminar um trabalho e dormir.

Three things.

Como essa semana está sendo corrida, eu viajo amanhã cedo (e não fiz a mala ainda) e não queria encerrar agosto nessa negligência sendo que cumpri tão bonitinho a meta de 2/3 posts por semana, well, vamos de meme.

3 coisas que me dão medo
– insetos
– doenças
– violência

3 coisas que me dão preguiça
– falar no telefone
– videologs
– gente que diz “vai estudar”

3 coisas que eu gosto
– estrear agenda nova
– lençóis limpos
– escova de dentes elétrica

3 coisas que eu sei fazer
– costurar
– me enganar
– fazer um bolo de limão decente, desde que o forno ajude

3 coisas que eu não sei fazer
– cozinhar
– tricô
– amigos

3 assuntos preferidos
– música
– nostalgias
– viagens

3 assuntos que eu não curto discutir
– política
– seriados
– livros

3 cheiros preferidos
– cimento fresco
– terra molhada
– velas da yankee

3 cheiros que eu detesto
– cigarro
– carro a álcool
– perfumes marc jacobs

3 melhores comidas
– bolo
– biscoito
– pizza

3 piores comidas
– quiabo
– inhame
– chocolate amargo

3 piores redes sociais
– facebook
– facebook
– facebook

3 melhores redes sociais
– qualquer uma
– que não seja
– o facebook
(ok: instagram, tumblr e twitter)

3 melhores bebidas
– coca zero
– cidra de pêra kopparberg
– lágrimas dos inimigos, etc.

3 piores bebidas
– suco de melancia
– café do starbucks
– pepsi

3 coisas que me acalmam
– joguinhos do orisinal
– cantar
– fazer colagens

3 coisas que levam todo o meu dinheiro
– comida
– artigos de papelaria
– brinquedos

3 coisas em que eu detesto gastar dinheiro
– remédios
– transporte
– maquiagem

3 coisas que me estressam
– pessoas que falam alto
– lentidão
– engarrafamento

3 coisas que eu vou fazer essa semana
– ir à praia
– tentar evitar carboidratos
– fotografar bodes

3 coisas que eu fiz na semana passada
– comi bolo red velvet na quermesse do bairro
– achei calpico em chinatown
– peguei o 174 e fui passear em duck wood

3 coisas que eu quero fazer em breve
– ir a jersey visitar as miga
– uma tatuagem
– sair pra beber com R. e G.

3 coisas que eu deveria fazer em breve
– tomar uma decisão difícil
– perder 2kg
– me mudar

3 coisas que eu não quero fazer
– tomar a decisão difícil
– comer menos a fim de perder os 2kg
– me mudar

Valley of Health + Three Things

image

Eu fiz essas fotos há uns 2 anos, quando descobri esse lugar onde uma criatura muito sortuda das minhas relações tem o privilégio de habitar. Mas quando baixei as imagens vi que estava tudo desfocado – provavelmente consequência do sensor imundo da minha câmera. Mas sei lá, essa semana senti um afeto nostálgico por esse pedacinho de interior escondido numa quebrada no norte de Londres e aí lembrei que essas fotos ainda estavam por aqui. Tá borrado, mas é de ♥

image

image

image

image

image

image

image

image

Essas plaquinhas azuis indicando que pessoas célebres ocuparam aquele endereço estão por toda a parte.

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

3 coisas que mal posso esperar
– minha próxima viagem (seja pra onde for)
– outubro, outono, “sweater weather” e poder voltar a usar botas quentinhas
– a renovação do meu banheiro: pisos, pia e armário novos

3 coisas que me dão medo
– insetos (especialmente os voadores ou rápidos)
– escadas espiral em ambientes fechados
– a vinheta de encerramento da Porta da Esperança (sim, até hoje)

3 coisas que me dão preguiça
– vlogs e podcasts
– gente super extrovertida
– passar roupa (por isso nunca passo)

3 coisas de que eu gosto
– meias felpudas da Primark
– barulho de chuva
– passar chá de folhas pelo coador

3 cheiros que eu gosto
– cloro/água sanitária
– loção hidratante Johnson’s Baby
– cimento fresco

3 cheiros que eu não gosto
– perfumes marc jacobs
– peixe
– cigarro (de maconha, inclusive)

3 comidas GIMME MORE
– biscoitos (desde que não levem chocolate/gengibre/nozes)
– bacon (o corte britânico)
– panetone com passas (fuck chocotone)

3 comidas “prefiro a fome”
– quiabo
– beterraba
– chocolate amargo

3 redes sociais favoritas
– instagram
– twitter
– pinterest

3 redes sociais desgracentas
– facebook
– linkedin
– google +

3 bebidas preferidas
– coca zero
– cidras (menos a tradicional de maçã, porque boring)
– vinho

3 bebidas que nope
– chá verde (e derivados)
– água de coco
– red bull

coisas que eu quero fazer
– me livrar dos carpetes no andar de cima
– ir a Tóquio novamente
– assistir meus dvds novos

3 coisas que eu deveria fazer
– pintar as paredes do estúdio
– plantar as roseiras antes que a temperatura esfrie
– terminar de editar as fotos que estão na fila

coisas que eu sei fazer
– versões de improviso para músicas
– bordar ponto de cruz
– entediar todo mundo

3 coisas que eu não sei fazer
– cozinhar
– deixar o avesso do meu bordado organizado
– olho esfumado (mas estou melhorando)

3 coisas que estão na minha cabeça
– a to-do list da faxina semana
– pôr os macarons na geladeira para não estragarem
– a necessidade chata de renovar o passaporte brasileiro

3 coisas que eu falo bastante
– caralho
– fuck me sideways
– good grief

3 assuntos de que eu falo bastante
– música
– comida
– natureza humana

3 coisas que eu quero
– Perfume Vol de Nuit da Guerlain
– três fotínias para plantar no jardim
Funko Pops Bob’s Burgers

3 coisas que me acalmam
– desenhar
– assistir filmes
– dormir

3 coisas que me estressam
– Drama/carência
– Pessoas que falam aos berros
– Sites que travam o meu computador

3 coisas que eu vou fazer essa semana
– plantar as suculentas que comprei em borough market
– jantar no duck & waffle
– tomar café com a S.

3 coisas que eu fiz na semana passada
– comi donuts quentinhos sentada no south bank olhando o sol se pôr sobre o tâmisa
– degustação de macarons na pierre hermé
– tomei meu primeiro pumpkin spiced latte do starbucks (e o xarope estava todo no fundo do copo)

Red.

image

image

image

image

image

image

image

image

1. Montmartre, Paris.
2. Meu pátio em Jersey (ainda tenho esse regador, terrivelmente desbotado)
3. Kopparberg! ♥ Melhor cidra.
4. Minhas dálias em Jersey. As que plantei aqui foram comidas por lesmas.
5. Respectivo fotografando o outono.
6. Rafael Sabatini, obras completas.
7. Miniatura da icônica almofada de coração da Ikea.
8. Virginia creepers. Outono. ♥

Autumn Tracks

Passo uma semana fora e, na ida ao supermercado essa tarde, me dou conta de que o outono já está mesmo por aqui. Umas fotos bestas de celular para registrar o momento. :)

image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image

E casualmente, como se fosse um gato, uma raposa desfila pela rua.

image

E por falar em estações, uma playlist intitulada “The Summer that (almost) Never Was”. Porque na verdade aqui ele praticamente não existiu, salvo o período das olimpíadas. Mas aí eu já tinha desistido de esperar por ele, engavetado meus planos e trilhas sonoras, e foi como se nunca tivesse de fato acontecido. Enfim, postei os vídeos no formspring e resolvi deixar aqui também. :)

image

Closer than this – St Lucia
Forever – Haim
Sweet Disposition – Temper Trap
Summertime Sadness – Lana del Rey
Something Better – Beat Club
Velvet Elvis – Alex Winston
Before the Dive – St Lucia
Origins – Tennis
The Reflection of You – Bear in Heaven
Major – The Asteroids Galaxy Tour
Ashtma Attack – CockNBullKid
In the Backseat – Staygold
Mesita – Pineapple Peak

Aproveitando para postar também um meme musical que eu recebi da Cacá. ♥

1. Pegue seu player (no computador iTunes, WMP, etc) ou MP3/iPod/celular e coloque no aleatório.

2. Liste as 5 primeiras faixas ouvidas.

Bury My lovely – October Project
All Over the World – Spy X Spy
There’s a World Outside – Psychedelic Furs
Hiding Out – Sucré
Crossover – Magnetic Man


3. Qual delas representa o que você está sentindo hoje?

Na verdade nenhuma. Hoje eu estava voluntariamente ouvindo trash. :)

4. Qual delas você não ouvia há algum tempo?

As duas primeiras. Essa do Spy então, jeez, não devo ouvir isso desde a adolescência, haha.

5. Alguma delas te traz uma lembrança marcante? Qual?

“Bury My Lovely” lembra uma longa e feliz viagem de ônibus que durou dez horas. “All Over the World” me lembra intervalos da faculdade, onde eu e a Beth tentávamos explicar para uma patty o significado de “surf music”. “There’s a World Outside” me lembra romances da juventude. “Hiding Out” me lembra de alguma coisa que eu ainda nem sei se vivi. “Crossover” me lembra o Brasil ano passado, ouvindo essa música no mp3 player sentada no ônibus.

6. Qual delas é a sua favorita?

Difícil… Acho que hoje seria “Bury My Lovely”, porque fazia tempo que não ouvia October Project e me fez ter vontade de ouvir o CD (EDIT: acabo de perceber que ele sumiu).

7. Qual delas você definitivamente indicaria para as pessoas ouvirem?

Não sei, eu não costumo indicar músicas porque o meu gosto musical varia entre o mainstream e o bizarro. Acho que nenhuma dessas cinco é particularmente ofensiva, mas também não combinam tanto com esse mundo de Beyoncés e Gagas.

8. Algumas delas possui um clipe que é o seu favorito? Sendo positiva a resposta, poste link do clipe para o YouTube.

“Bury My Lovely”, sem dúvida. No link que eu pus, o top comment explica tanto a letra da música quanto o vídeo. Também gosto do vídeo dessa versão de Hiding Out por ser ao vivo.

9. Relacione as músicas com 5 pessoas e as indique para o meme.

Vou ter que pular essa porque da última vez que relacionei músicas com pessoas (lá pelos idos de 2002) rolou um constrangimento coletivo. Mas quem quiser fazer o meme fique à vontade, por favor. E se quiser deixe o link nos comentários, porque eu adoro conhecer música nova. :)

Hand in hand is the only way to land

Outro dia me fizeram essa pergunta no formspring: Top 10 Músicas do The Cure.
Eu respondi por lá, mas queria deixar por aqui também já que respostas se perdem naquele emaranhado sem arquivos. No fim do mês tem show do Cure no festival de Reading (EU VOU!); eis a oportunidade perfeita pra fazer uma listinha e entrar no clima. :)

image

SÓ DEZ? Difícil. Vai ser complicado resumir a obra de uma das minhas bandas favoritas (com uma quantidade imensa de singles lançados) numa compilaçãozinha “the best of”. Estamos falando aqui de álbuns INTEIROS bons. E não foram poucos assim – os ruins são minoria e mesmo desses dá pra salvar coisas. E tem dias em que eu acho A Letter to Elise uma obra prima, noutros uma cafonice sem tamanho. Como toda banda que a gente conhece bem, temos relações estranhas com muitas músicas. Definitivamente depende do clima.

Charlotte Sometimes – Essa foi a música que fez com que eu me apaixonasse. Uma amiga querida e meio gótica sempre trazia fitas cassete recheadas de coisa boa quando ia trabalhar lá em casa. Acho que ela estava tentando fazer uma lavagem cerebral em mim, porque minha mãe só ouvia Roberto Carlos (que eu adoro) e Agnaldo Timóteo (errr… nope) e ela queria me salvar. Ela pegava a minha mão e a gente deslizava e rodopiava pelo piso de cerâmica da varanda da frente que tínhamos acabado de lavar. Eu pedia pra ela voltar a fita de novo e de novo até que um dia embolou no toca fitas e a gente passou horas desenrolando e enrolando tudo de volta (os ADOLESCENTES devem estar confusos com a tecnologia jurássica) mas, como mastigou um pouco, o som nunca mais foi o mesmo. Eu sempre me culpei por isso; sorry, Irene. Tomara que o destino tenha lhe trazido muitas alegrias – e a discografia inteira do The Cure em CD.

image

The hanging garden –  Lembro da primeira vez que ouvi. Estava numa festa no quintal da casa de alguém e me encaminhando para o banheiro a fim de fazer um xixi básico. Essa música começou a tocar e eu fiquei lá, paralisada, pensando “puta que pariu, puta que pariu, puta que pariu” e testando a elasticidade da minha bexiga. Por fim, não vi outra saída: me agachei atrás de uma cerca e mijei ali mesmo, só pra não ter que entrar na casa e deixar de ouvir a música. NINGUÉM FAZ MAIS FESTAS ASSIM, DAMN IT.

In Between Days – Dispensa apresentações, um clássico das FMs nos anos 80. Um exemplo do talento dos caras para compor introduções longas e fabulosas. Adoro a letra meio bipolar e me identifiquei com ela em diversos momentos da minha existência, por diferentes motivos. Da série “radiofônicas populares” do Cure, essa é de longe a melhor.

Sinking – De novo, introduções intermináveis e atmosféricas. Essa versão do link é um pouco diferente da versão do álbum porque se não me engano é uma live em estúdio (posso estar errada). Mas é mais bonita que a versão oficial, na minha opinião. Acredito que seja ótima para ouvir quando se está high on something.

A Night Like This – Essa música caberia perfeitamente num teen movie do John Hughes (vide o sax 80s) e tenho até sugestão: entraria no final de Pretty in Pink (ao invés de “If You Leave” do OMD). Breguinha, mas tão, tão bonitinha… Boa pra road trips. Boa pra soundtrack de festinha, em que cada um traz um prato de salgadinho e uma garrafa de tubaína. “I want it to be perfect like before” Me too.

Grinding Halt –  Essa música é de… 1979!! Instant dance. :) Perdi a conta de quantas vezes ouvi isso nas festas rock que rolavam às sextas naqueles “clubes” (puteiros) da área do Lido em Copacabana. O que tinha importância: EVERYTHING IS COMING TO A GRINDING HALT! EVERYTHING IS COMING TO A GRINDING HALT! ok, parei.

image

Just Like Heaven – Uma das preferidas de todo mundo, imediatamente me coloca num astral melhor. Não tem como não estar numa compilação. Da fase mais pop da banda, e eu acho engraçado como uma música tão alegrinha quanto um fim de semana na praia durante as férias de verão pode ter tanto a cara do The Cure.

Push – Uma das que eu e meu ex, que também gostava muito de Cure, tínhamos em comum. Ele dizia preferir os álbums mais antigos e que eu gostava da fase farofa (well, that’s a lie). Essa ele julgava ser farofenta. Certa vez fomos de carro para Juiz de Fora (não pergunte) cantando essa música no repeat. GO GO GO, PUSH HIM AWAY!

Killing an arab – Outra obrigatória de festinhas góticas. Não achei nenhuma versão com áudio realmente bom e fiel à versão original de estúdio; essa é meipodrinha, mas foi a melhor que encontrei. Enfim, dá pra ter uma idéia. Simples, curtinha, com punch quase punk. Hoje em dia meio que ficou marginalizada porque tem um arzinho xenófobo. What a pity.

Lovesong – Nostálgica, levemente melancólica sem ser sombria. Bob compôs pra esposa dele. A Adele fez uma cover aceitável – mas podíamos ter passado sem, obrigada, porque a música não combina com ela. Apesar de eu achar que até combina com a Tori Amos, eu também não posso dizer que gosto da versão que ela fez. Por favor, mocinhas torturadas, queridas ou não: deixem essa música em paz. Obrigada.

Play for today –  Alguém aí que lembre, ainda que vagamente, dos anos 80 lembra da propaganda da Aldeia dos Ventos (marca de surfwear) usando a introdução de Play for Today? Talvez seja um pouco mais conhecida no Brasil uma vez que, por causa da tal propaganda, essa música foi incluída numa coletânea de surf music. SURF MUSIC. HAHAHA

image

Just One Kiss – Essa música… FEELINGS. ♥ Direto do Japanese Whispers, um álbum só de singles soltos e lados B bem legal (que inclusive tem a ótima Love Cats).

Fascination Street – Muda a formação da banda, mudam os rumos musicais mas você ainda sabe que é The Cure mesmo antes de ouvir os vocais. ♥

Pictures of you – Outro clássico inevitável. Essa versão do link é a única que deveria existir. Eles costumam “resumir” a intro para tocar no rádio e caber em coletâneas. Noooo. Never. Isso é pior que editar a Bíblia. Se eu fosse de chorar, eu teria chorado quando eles tocaram isso ao vivo no Hollywood Rock. A letrinha é piegas, mas não compromete.

Trust – Eles abriram a apresentação do Hollywood Rock com essa, numa versão extended. Fog falso, Robert Smith no palco e uma música que ninguém esperava. Meu queixo caiu. O queixo de todo mundo caiu. WHAT IS QUEIXO.

The Same Deep Water As You – Quase dez minutos de vocais lisérgicos e instrumental atmosférico. WHO NEEDS DRUGS? Dizem que é perfeita como trilha sonora de sexo. Experimentem e depois me contem. Ou não.

Friday I’m In Love – Tem que citar, né? Apesar de eu não gostar tanto dessa faixa quanto gostava há tempos atrás. Vale o mesmo pra Boys Don’t Cry, obrigatória num Top qualquer coisa do Cure, I think.

Closedown – Eu acho que eu poderia morar dentro dessa música. “the need to feel again the real belief of something more than mockery, if only i could fill my heart with love.” *TEARS MANY TEARS*

image

MENÇÕES HONROSAS:

Splintered in her head – Apavorante. No bom sentido, eu acho. Trilha sonora pronta para a sua festinha de Halloween. :)
A Forest – Magnífica; tão boa que deveria estar na lista principal. Essa introdução mais longa sempre é cortada. Bastards.
Cold – “Your name, like ice in my heart”
Lament – Não sei exatamente porque eu acho essa música bacana. Ela me lembra uma época legal da minha vida. E talvez eu não precise de outros motivos. :)
 – Subway song – Não posso dizer que gosto muito dessa faixa, MAS aquele “berro” do metrô no final já me proporcionou diversões assustando incautos. :)
Fight – Não entendi por que não consegui encontrar uma versão de estúdio, mas enfim.
The Final Sound –  Trilha sonora incidental de filme de terror.  Aliás, menção honrosa pro Seventeen Seconds (álbum). E acabo de me dar conta de que ele foi lançado há 32 ANOS. Wow.

Enfim, essa é a lista para hoje. Daqui a 15 minutos vou lembrar de outras 30 que deveriam estar aqui e não me perdoarei por tê-las esquecido; mas lista de coisas que a gente ama é assim mesmo. Não tem fim, nem forma definida, nem limite de quantidade. Just like real love. ♥

image

“Aprendi a passar batão com Bob Smith – 2745238976 membros”

Cereja do bolo, deixarei essa entrevista de 1982; dois minutos e meio de puro amor e tchutchuquice pós adolescente de Bob Smith. Atualmente carinhosamente apelidado por mim de TIA VÉIA mas, apenas de a cútis de alabastro e o corpitcho esguio terem se alterado consideravelmente nos últimos anos (erm… décadas), o cabelo ninho-de-rato e as manhas de passar Ruby Woo continuam as mesmas.

image

Love you long, long time, Bob.
See you soon. xx

(título do post = trecho de Lovecats, talvez também deveria ter entrado na lista)

De volta.

Eis-me aqui, depois de uma semana de férias para fugir um pouco das olimpíadas. O plano inicial era Tóquio, mas calculei que nessa época do ano estaria fazendo calor demais por lá, que a viagem precisava de mais planejamento e resolvi adiar o sonho dourado de comer sushi na fonte para o mês de Outubro. 

E aí eu decido ir para a Itália (de novo!), dessa a região do Lago Garda (Sirmione), Verona e costa da Liguria (Cinque Terre) onde o calor possivelmente estava mil vezes mais insuportável do que qualquer lugar no Japão. Sente só o bronzeado:

image

A pulseira de caveirinhas fluo foi um achado em Sirmione. Depois encontrei-as pela metade do preço em Garda e comprei mais duas (as de pirâmide são da Forever 21).

Cerca de 600 fotos na câmera, sem contar as do celular – não deu pra ficar atualizando redes sociais com imagens porque a Vodafone me cobrava SEIS REAIS para mandar uma mísera foto por 3G. Por enquanto o que eu consegui mandar pra internet via Instagram:

image

Lago Garda e as montanhas de background vistos do Grotto di Catullo – ruínas de uma mansão romana à beira do lago, no ponto mais alto de Sirmione.

image

Cimitero Monumentale, em Verona. Vi aquele cemitério gigantesco no meio da cidade no mapa e sabia que ia ser a primeira coisa que eu veria na cidade. O que eu não esperava: os mais de quarenta graus absolutamente miseráveis. Acho que nunca experimentei uma sensação térmica tão desgraçada. O calor absurdo + clima super seco formam uma combinação que a gente só deveria ter que encontrar no inferno. Eu me sentia queimando, mesmo na sombra. Nem uma brisa, o sol refletindo nas superfícies uma luz que cegava os olhos e deixava tudo em volta com a coloração branca e brilhante de uma explosão nuclear. Dei uma voltinha e saí correndo de volta para o ar condicionado do nosso Fiat Panda alugado.

image

A linda Manarola, em Cinque Terre. Estou bestificada com a beleza dessa região, com as casinhas coloridas caindo pelas beiradas dos rochedos, com a calma e a simplicidade da vida nas vilas de pescadores, com as vistas  inacreditáveis do Mediterrâneo das janelas das casas, com a comida sem luxos, porém farta e bem feita, com as senhorinhas sentadas na praça à noite já vestidas com suas camisolas de verão a fim de terminar o crochê, a taça de vinho e a fofoca da noite anterior, as dezenas de gatos se espreguiçando por entre as vielas e escadarias intermináveis… Se me prometerem ar condicionado e internet eu me mudo amanhã e até desenferrujo meu italiano.

No entanto, por mais que a gente ame viajar, chega um momento na viagem onde a decisão “fico aqui pra sempre ou vou-me embora?” precisa ser feita. Praticalidades da vida nos obrigam a jogar as malas na esteira do check-in, tirar os sapatos para passar pela vistoria de segurança, sentar no avião e aturar duas horas e meia de vôo cercados por crianças gritando e gente que aplaude aterrisagem. Mas aí, saindo da área de desembarque, inspiramos o ar “de casa” pela primeira vez e aquele cheiro de chuva, fumaça e outros aromas nem tão mencionáveis traz a sensação reconfortante de pertencer.

Hello Gatwick. Hello England. Hello London. I am back. :)

image

“Sunset over Gatwick Car Park”, light on iPhone sensor, 2012. :)

Volto já, mas antes de ir, respondendo um meme fofo que me foi repassado pela Ba Moretti:

image

1. Qual é o seu nome?
2. URL do seu blog.
3. Escreva: “A rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso.”
4. Citação favorita.
5. Música favorita (no momento).
6. Cantor/Banda favorita (no momento).
7. Diga o que quiser.
8. Indique 3 ou 5 blogs.

Só agora eu vi que esqueci de indicar os blogs no caderninho (também, usei um micro caderno, nem cabia mais). Como eu fiquei uma semana fora e não sei quem já fez o meme ou não, vou deixar em aberto para quem quiser participar.

p.s.: Pensando se coloco aquele sistema de comentários tosco do Disqus aqui no blog. Que q6 acham?