After the rain.

image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image

voltei do feriadão e encontrei roseiras desabrochando rosas gigantescas, fuschias em flor, abelhas fazendo um banquete nas verbenas e nenhuma planta morta ou devorada por lesmas. i call it success, bitches.

não temos exatamente um “jardim”, é difícil cultivar qualquer coisa com o pé de carvalho e seus 200 anos de raízes sugando a umidade do solo e obstruindo a luz do sol – por isso a grama na verdade é um matagal controlado e a maioria das minhas flores sobrevive em potes. mas eu não penso em derrubar a árvore (nem poderia, ela tem uma ordem de proteção ambiental) que fornece ninho para os melros e abrigo para as pupas de borboleta. os esquilos roem os brotos do carvalho na primavera e no outono abrem buracos no chão para enterrar suas nozes e guardar alimento para enfrentar o frio. o carvalho exige, mas retribui.

e quando os pássaros que voltaram do exílio de inverno iniciam a sinfonia matinal/do entardecer e eu sento para acompanhar a performance, então esse jardim estropiado, com plantas caprichosas, pombos histéricos e insetos inoportunos é o meu lugar preferido em todo o universo.

Flower Mania

image

Esse jardim não é exatamente um “jardim”. Aposto que é a piada da vizinhança, e sempre que eu pego alguém tentando espiá-lo através de um buraco na cerca me divido entre sentir vergonha da minha grama alta e bancos quebrados e a tentação de enfiar meu dedo no buraco.

Aqui temos uns arbustos grandes e sem graça plantados junto à cerca de um lado (alguns dão flor, mas nada espetacular), e do outro não havia praticamente nada até que ano passado eu comecei a me arriscar – uma hortênsia aqui, outra ali, uma rosinha acolá. Nada muito planejado. Nada que tenha dado muito certo. A gente admite a preguiça e faz tudo errado; não prepara o solo direito (e o solo aqui é bastante pobre) e como jardineiros somos excelentes assistidores de TV e leitores de jornal. :)

Ainda tem o enorme carvalho que, apesar de muito querido, faz sombra e suas imensas raízes consomem toda a umidade da terra. É um cantinho difícil, mas se eu me dedicasse talvez conseguisse melhores resultados. Porém se dedicar a um jardim é algo que requer muitas horas diárias de trabalho, mais ainda durante a primavera e verão e não sei se quero passar minhas tardes e fins de semana podando plantas e removendo ervas daninhas.

image

Então faço o que posso: uso apenas plantas baratas, que não vão me fazer chorar muito se não vingarem. Escolho as mais resistentes, que toleram algum nível de abuso e negligência. Escolho pela cor das folhas e não pelas flores – plantas cujo atrativo são as flores costumam ser mais chatinhas e decepcionam caso não floresçam. E aceito as eventuais derrotas como preço a pagar pelo meu descaso consciente.

Mas quando alguma coisa funciona, e funciona bem (especialmente nessa época do ano depois de quatro meses de tédio invernal), é o bastante para me deixar feliz. Tão bom acordar cedo e caminhar pelo jardim, xícara de café na mão, checando quem está desabrochando, quem está colocando as folhinhas de fora pra pegar um solzinho, quem está precisando de uma regada, quem está precisando de mais ou menos luz, quem precisa de adubo e quem está apenas linda, linda, linda e contribuindo com a sinfonia de cores da primavera.

image

Estou encantada com a cor das folhas das fotínias. Parece que é o outono no começo da primavera. Essas folhas vão virar um verde-boring em breve, mas até lá – wow. ♥

image

image

image

image

image

Essas flores parecem sininhos. ♥

image

Heucheras ♥ Tem em várias cores: vermelhas, púrpura, terracota, amarelas, multicores…

image

Essas pequenas se chamam “guirlanda de noiva”.

image

image

image

image

image

a cerejeira que plantei ano passado não morreu, yay.

image

(tem bagunça também, ok?)

image

image

image

image

image

image

O inverno não foi muito legal com os gerânios. Não sei o que houve, mas alguns morreram e os sobreviventes estão meio borocoxô. Mas continuam na luta.

image

Ninguém gosta dos dentes-de-leão, but I do.

image

Margaridas africanas.

image

Aquillegias que já estavam plantadas aqui quando nos mudamos.

image

image

image


image

image

image

Esse post é um singelo agradecimento às minhas plantas por não se ressentirem (muito) dos maus tratos e florescerem apesar da minha falta de talento e de empenho. Em dias de mau humor elas me dão um motivo extra pra sair da cama e ser feliz. ♥

image

Bye for now. ZzzzZZzzzzZZ

Rapeseed fields forever

Toda primavera é época de apreciar as plantações de rapeseed, a planta da família da mostarda e do repolho e que dá origem ao óleo de canola. A safra britânica de 2014 foi particularmente abundante, já que o preço do óleo aumentou muito devido a baixas nas colheitas de outros países. Ou seja, muitos quilômetros do countryside cobertos por um tapete de flores amarelas…

image

(fonte da imagem: Daily Mail)

Fico encantada admirando a explosão de cor pela janela do carro, mas nunca consigo fotografar porque os campos quase sempre ficam às margens de estradas sem acostamento e fica difícil parar. Mas enfim, eis uma tímida tentativa… E a intenção de sair por aí “rapeseed hunting” em 2015. :)

Bittersweet.

Sempre que volto do shopping de busão passo por essa fachada e fico torcendo para que o sinal esteja vermelho e eu possa admirá-la por mais do que apenas alguns segundos:

O sábado foi dedicado a english sausages + bacon no Log Cabin Café e muita escavação no jardim selva.

Afofamento de gatos:

Foi também um dia de introspecção e reflexão. Estou atravessando uma daquelas fases, que felizmente vai embora tão rapidamente quanto chega. Mas enquanto estiver por aqui é preciso auto-análise. E agradecer por toda a bosta que eu não preciso mais engolir na vida, o que faz com que os pequenos incidentes desagradáveis sejam encarados com perspectiva. Para conseguir ser feliz na vida que eu tenho é preciso aceitar a que eu não tenho – porque ela até poderia ser melhor (ou não?), mas também poderia ser muito, muito pior.

Even in the middle of the winter we must realise there’s a garden inside that needs tending.

E apesar de alguns momentos amargos…

(faltou uma apóstrofe ali?)

E conforme me foi solicitado no instagram, receita da queijadinha sem (muitos) carboidratos:

1 ovo, uma colher de sopa cheia de cream cheese, duas colheres de sopa de leite de coco, duas colheres de sopa de coco ralado (sem açúcar, pfvr), 20-30 gotas de adoçante líquido, fermento, 3 minutos no microondas (potência alta). Voilá! Fica bem comível e sacia o desejo por doces de quem faz restrição de açúcar/farinha. A receita pede que se leve à geladeira, mas eu comi quente mesmo porque: sim. :)

E agora de volta ao jardim. Plante, Lolla, plante… ;)

Changing seasons.

Primavera na reta final. Algumas flores que começaram a abrir recentemente, porém, vão nos acompanhar por todo o verão e começo do outono. Quando as rosas começam a desabrochar, no entanto, você sabe que a primavera está fazendo as malas para ir e o verão fazendo check-in no 4square.

Cor tão bonita que eu me recusei a ajustar os tons da foto. Essa pequena rosa trepadeira perdeu uns “bracinhos” numa ventania semanas atrás, quando uma das cerejeiras que ainda não havia sido plantada tombou em cima dela. Quase morri; todos os cinco galhos que se quebraram tinham botões. Pus num vaso para ver se pelo menos desabrochavam, mas como viajei naquela semana cheguei em casa quatro dias depois e encontrei a água podre e os galhos mortos. Ela já deveria estar cheia de flores, mas espero que se recupere.

E ontem mesmo com o ventinho e a chuvinha esporádica também foi dia de plantar arco-íris:

Replantei as mudas de gerânio que consegui cultivar com sucesso esse ano. Quando puxei esse aí embaixo (que já está inclusive florindo) pude ver as micro-raízes se formando. Awww.

E ainda tem mais, muito mais pra plantar antes que o verão chegue:

Acho que deixei pra plantar os bulbos de dália tarde demais esse ano (me esqueci deles; o dedo “verde” falhou) mas vamos tentar e esperar pelo melhor.

Quando me vejo envolvida com plantas, mudas, fertilizantes, podas e regadores me dou conta de que cedo ou tarde todo mundo se transforma na própria mãe. :)

image

Gato perdido no tsunami reencontra a família depois de três anos – awww.
Lindo pinboard: old hollywood black actresses.
Londres na primavera.
Laury e seu cãozinho fiel.
Lista de “filmes ruins”; quantos você já viu?
Essa casa. ♥
19 cidades encantadoras para a sua wishlist turística.
15 lugares famosos e seu verdadeiro entorno (questão de ângulo?)
Os piores monumentos do mundo.

Know our pleasures from pain

Resquício de um day off fracassado; gosto horrível de Nesquick e desceu pelo ralo.

image

Nem sei do que isso aí embaixo tinha gosto. Bebida de soja, eu devia ter desconfiado. Ralo procê também, sweetie.

image

A gripe coletiva prossegue, mas a minha durou apenas um dia inteiro. A dele como esperado se arrasta… Meus gânglios estão inchados, o que já despertou a suspeita de câncer – mas eu estou tentando manter a hipocondria trancada no cercadinho de neuroses.

A forsythia já começa a formar botões e em breve as flores douradas que antecedem as folhas estarão abrindo. Mal posso esperar e já me arrependi de não ter comprado duas… será que ainda tem na B&Q, Arnaldo?

image
image

Enquanto isso, as constantes suculentas ganharam mais algumas pequenas adições essa semana. Eis uma delas:

image

Welcome, little ones. ♥

– Os uniformes do staff da Sky Tree de Tóquio. ♥
Lindo journal de viagem a Paris.
Bitches in one day. Ouch.
As dez piores pessoas no metrô. Spot on. Não seja uma delas.
The Squinch: o segredo da fotogenia. :)
– As “estatísticas” do romance em Londres.
34 anos atrás… a fantástica Caravana Rolidei. Adoro esse filme, saudades.

A menina do dedo quase verde.

Terminando o ano numa paixão avassaladora pelo verde. ♥

Projeto: me livrar dos potes e vasos coloridos e trocar por terracota, pôr os livros na biblioteca e comprar um armário decente.

Até que estou me surpreendendo e cuidando bem delas.
Até agora só matei uma alpina – quer dizer, ela morreu porque eu passei um mês no Brasil e o jardineiro encarregado esqueceu que ela existia.

Oh well. Back to the garden center, then. ;)

Just a little mist

Fazendo a louca do spray com as plantas.

Na verdade apenas as samambaias se beneficiariam desse cuidado (algumas, como as avencas, necessitam disso a fim de reproduzir as condições de umidade das florestas tropicais das quais são nativas); as suculentas foram no embalo porque: sim. :)

Summer Doings

30 e muitos graus ontem, a primeira noite deste ano em que precisamos usar um – OMG!! – ventilador para dormir. Eu estou mesmo na Inglaterra? Tão revolucionário sentir *calor* nesse país.

Infelizmente com o calor também vêm as moscas. Elas não são agradáveis. E assim como as moscas – porém um pouco mais agradáveis – chegam todas as pessoas correndo para a rua feito loucas, saltitando alegremente semipeladas expondo aos inclementes raios solares hectares e mais hectares de pele alvíssima depois de oito meses sem ver a luz. Uma palavra para todas as branquelas querendo “aproveitar o verão” e transformar os jardins de Londres em Saint Tropez: MELANOMA. Se cuidem. Filtro solar e nada de “bronzeamento/avermelhamento” em horas impróprias.

E eu finalmente tenho um terrário.

O terrário é um vaso que eu achei na Homesense. As plantinhas vieram da Homebase e eu acho que escolhi mal; elas são altas demais. Talvez eu troque.

Grama cortada; ele começou, o cortador de grama quebrou, o vizinho emprestou o dele e eu continuei. O do vizinho é motorizado, ou seja, eu não precisava empurar. Quando comprarmos outro, eu gostaria que também fosse movido a gasolina. ♥

Também plantei gerânios e vi os lírios florescerem.

image

Uma receita-perfeita para iced coffee. Levou um tempinho até eu acertar, modificando detalhes da receita aos poucos (infelizmente a minha não leva leite condensado, e sim creme de leite fresco e adoçante), mas é uma boa alternativa de verão à coca cola. Gelo é fundamental. ;)

Querendo muito essas botas, pacientemente esperando esgotar para não gastar o dinheiro.

Board no Pinterest sobre decoração de pequenos espaços. Adorável.

Um artigo super bacana sobre como as críticas feitas às roupas e coreografias da Madonna fedem a sexismo e preconceito de idade.

Problemas com a sua bitchface? Eis a cura. Pelo menos por uns instantes você deverá rir um bocado. :)

Notícia antiga, mas sempre lindo reler: crianças colombianas fazendo o seu próprio dicionário.

Concordo bastante com esse post a respeito de grosserias anônimas na internet.

A náite carioca nos anos 80/90. Muitos desses lugares eu só conheci pela TV ou de ouvir (muito) falar, mas a nostalgia foi a mesma daqueles que eu efetivamente frequentei.

All we need is just a little patience.

 photo 01.jpg

A vida anda complicada. Problemas chatos de família. Problemas chatos de saúde. Problemas. Chatos, muito chatos. Chatice inevitável, daquelas que você precisa aceitar e empurrar com a barriga – porque tentar pular por cima, feito corrida de obstáculo, só vai causar um tropeção. Muita calma nesse momento. Saber esperar, e admito: não sou boa nisso.

A montanha de caixas de papelão que nos rodeava diminuiu bastante, graças ao meu esforço. Esvaziei DEZOITO delas, das grandes, numa só noite. E isso foi apenas UM cômodo – a cozinha. Esvaziar caixas de mudança é um exercício curioso de expectativa e frustração. Descobri que o item que você MAIS quer desempacotar será *sempre* o último item no fundo da última caixa. Antes dele, você vai desembrulhar trezentas coisas que farão com que se pergunte, “mas POR QUE afinal eu trouxe isso???” Enfim. Agora o oceano de caixas se transformou em várias pocinhas de tamanhos variados; a maioria delas concentrada no closet e no quarto em cima da garagem. Mas ainda ocupa espaço. E eu gostaria de já ter resolvido isso. Mas no momento o exercício da vez é o da paciência.

O conservatório estava uma cópia carbono do inferno de Dante até semana passada. Consegui organizar a área, que estou usando para secar roupas num pequeno varal portátil (a secadora da casa não funciona; preciso instalar a minha, mas só depois que a cozinha nova estiver no lugar) e também para pintar móveis. Ainda está em fase de transição, mas já demonstra potencial para se transformar num cantinho de relaxamento e contemplação. Tudo o que eu precisava para ONTEM. Mas por ora temos o potencial, e já é alguma coisa.

 photo IMG_5532.jpg

 photo 02.jpg

Esse baú de madeira pertencia ao pai do Respectivo; era onde ele guardava os seus pertences pessoais no internato. As cadeiras de rattan foram compradas numa fábrica na subida para a serra de Petrópolis, comecinho de 2005. Gosto muito delas embora não combinem mais tanto assim com o meu estilo. Às vezes a gente precisa ligar menos para coisas como “estilo” e mais para coisas como conforto, familiaridade e contentamento. Deve ser a velhice chegando, e concluir isso no mesmo dia em que uma vendedora de loja perguntou se meu pai era meu IRMÃO (ele tem 80 anos) é, de fato, alguma coisa. :)

 photo 03.jpg

Essa é a metade do sofá que ficava na nossa sala em Jersey. A outra metade está na sala aqui. Por enquanto essa metade vai ficar aqui no conservatório. No fim da tarde a luz do sol bate ali, e se não faz muito calor é gostoso curtir o solzinho. Se faz calor o conservatório vira uma sauna e é preciso abrir as janelas. As paredes, de tijolinho como o exterior da casa, foram pintadas de cinza claro pelo meu pai.

Esse banquinho de alumínio foi uma compra impulsiva na Home Sense. Não sei se me arrependi, mas ainda acho bonitinho.

 photo 05.jpg

 photo 06.jpg

Estamos com um pequeno problema de excesso de móveis para jardim. Herdei alguns do antigo dono desta casa, trouxe os de Jersey (inclusive os que também herdamos com aquela casa) e comprei mais um. Ou seja.

 photo 07.jpg

Já comprei algumas plantinhas, no entanto. Tem um mercado de rua três vezes por semana aqui pertinho que é o paraíso das flores a preços amigáveis. E dos CDs de música estilo “trilha sonora de Anos Dourados”. E de trailers vendendo bife, queijo, frutos do mar, sapatos, roupas usadas e “antiguidades” (tralhas). Meu tipo de mercado de rua. E um dos mais antigos, também – existe no mesmo lugar há cerca de 800 anos.

 photo 08.jpg

 photo 09.jpg

Essas cadeiras verdes nós herdamos com a casa (tem uma mesa, também). Falta um pedaço de madeira nessa aqui. Planejo fazer um makeover em breve.

 photo 010.jpg

Makeover que, em parte, já aconteceu. Porque elas eram assim:

 photo 011.jpg

A primavera já faz as malas para partir; o verão desponta no setor de desembarque. As folhas já mudaram de cor, de verde claríssimo para um verde mais “folhoso” (dã), denso como as copas das árvores que há poucas semanas estavam ainda quase nuas. Custou a vir, esse verão. Ainda claudicante (choveu semana passada e o céu emburrou por vários dias), mas as malas já estão na esteira. Carimba logo esse passaporte.

 photo 012.jpg

 photo 013.jpg

O dragão veio da Home Sense. A gárgula foi sobra da festa de Halloween que eu planejei mas não fiz ano passado. Hoje eles protegem no jardim. Isto é, apenas quando o dragão não está dormindo e a gárgula não overdosou em Prozac.

 photo 014.jpg

Por falar em Prozac, adivinha quem está MUITO feliz com o calorzinho? Dica: não são (apenas) os gerânios.

 photo 015.jpg

E nem apenas a gata. ;)

Vem logo, verão. Estamos precisando e muito de luz.
Mas sem correr. Esperar por algo bom e garantido é quase tão gostoso quanto esse sol da manhã.

Paciência. ;)

 photo 016.jpg

Said, woman, take it slow
It’ll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said, sugar, make it slow
And we come together fine
All we need is just a little patience
[x]

Red door one.

Foi assim que batizei a nossa casa no check-in do 4Square.

Temos uma porta vermelha. O número é um. Estou bebendo prosecco. As coisas poderiam estar piores. Eu podia estar bebendo cava barata. Ok, na verdade a cava barata estaria de excelente tamanho. Não sou exigente em termos de álcool, exceto quando se trata de vinho não-espumante. Vinho espumante precisa ser muito, mas MUITO ruim para eu desgostar. E estou mudando de assunto mais rápido do que esvazio essa garrafa.

Há mais de uma semana sem internet em casa. O telefone foi desligado e ainda não voltou nessa parte da cidade; mas hey! desde ontem a banda larga da Virgin Media (Deus abençoe a fibra ótica) está up and running e agora eu posso alimentar vaquinhas no Farmville a fim de me acalmar nos horários de pico das crises de ansiedade. Minha saúde não anda boa, e como sempre acontece a saúde psicológica fica ainda pior.

Estamos na casa nova há pouco menos de duas semanas. Ou melhor, EU estive. Chegamos aqui carregados de caixas numa sexta feira, e na segunda seguinte Respectivo foi para Dubai, onde passou dez dias. Fiquei sozinha rodeada de coisas para fazer, o que em situações normais me encheria de entusiasmo e animação – arrumar lugar para as coisas depois de uma mudança é como brincar de casinha. Infelizmente meu sistema digestivo não anda colaborando e eu estou uma pilha de nervos. Eu realmente não precisava de mais stress em cima de uma mudança de proporções mamutísticas.

 photo h1.jpg

Enfim. Cá estamos no subúrbio, ainda mais subúrbio que o subúrbio anterior. O borough de Havering está praticamente dentro de Essex. Mas tem night bus! E um jardim bem maior e mais claro do que o anterior. Isso está me ajudando a ficar feliz nesse momento.

Estou considerando plantar uma roseira trepadeirs na frente da casa, ou aquelas heras verdes/vermelhas que sobem pelas paredes. E a vontade de plantar um pé de Magnólia ali no cantinho também é grande. Vamos ver como fica – ou seja, vamos ver quanto CUSTA.

 photo h2.jpg

Essa é a minha nova escrivaninha no meu novo escritório. Perceba a quantidade de luz (essa foto foi feita no fim da tarde). Depois de viver numa caverna pelos últimos dois anos, ter toda essa luz à disposição é um luxo.

 photo h4.jpg

 photo h5.jpg

 photo h7.jpg

 photo h8.jpg

 photo h9.jpg

 photo h10.jpg

 photo h11.jpg

 photo h12.jpg

Jardim. O ex-proprietário está deixando todos os móveis de jardim e também coisas como cortador de grama, leaf blower, etcétera. Tô quase perdoando o cara por ele ainda não ter tirado os lixos dele da garagem.

 photo h13.jpg

 photo IMG_6894.jpg

 photo IMG_6872.jpg

 photo h14.jpg

 photo h15.jpg

 photo h16.jpg

 photo h17.jpg

Como se vê, eu herdei MUITOS potes. ♥

 photo h18.jpg

 photo h19.jpg

 photo h20.jpg

 photo h21.jpg

Janelas da cozinha, um dos meus lugares preferidos até agora.

 photo h22.jpg

 photo h23.jpg

Gerânios de hoje, primeira aquisição no mercado de rua do bairro. E o carvalho centenário do jardim:

 photo h24.jpg

Quando compramos a casa, uma cláusula determinava que o carvalho poderia ser aparado, mas jamais cortado. Concordamos, e quem não haveria de? Como jogar no chão uma coisa tão linda? Em breve ele estará coberto de folhas novamente – o paraíso dos esquilos. :)

 photo h25.jpg

E eu adoraria escrever mais, mas… Benzodiazepine + alcool não costuma ser uma boa combinação, a coisa tá séria e vejo elefantes voadores rosados à minha volta. E antes que eles caiam na minha cabeça, me despeço.

Arboretum Part II

Hoje eu fui ao supermercado comprar luzinhas para a minha árvore de natal substituta. A “oficial” e todos os enfeites foram empacotados junto com a mudança e estão, nesse momento, dentro de algum galpão escuro. Provavelmente irritados por terem sido excluídos desse Natal sem poder desempenhar sua função e ter seus 30 dias de fama anuais.

Quando desci do ônibus na porta do supermercado, um casal de idosos estava saindo na minha frente. Ele desceu primeiro, se virou e estendeu a mãozinha enrugada e trêmula para ajudá-la a descer as escadas – que aqui felizmente são bem baixas, ao contrário do que acontece no Brasil onde os idosos precisam escalar o Everest. Ainda assim ela deu uma tropeçada e ele abriu os braços para segurá-la. Os dois já eram bem velhinhos, e se ela de fato tivesse caído com força teriam ambos se espatifado no chão, já que ele provavelmente não teria forças para evitar a queda.

Por sorte ela consegui se equilibrar no último minuto, mas ainda assim sorriu e apertou a mão que ele ofereceu. Achei o gesto dele e o reconhecimento dela de uma fofura ímpar. Sou romântica feito um muro de chapisco grosso, mas admito que casais de idosos sendo fofos um com o outro é uma coisa adorável de se ver.

E o resto das fotos do Winkworth Arboretum:

image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image

Depois que saímos fomos almoçar num pub local, o “The White Horse”.

image

Comi uma salada Caesar com frango, queijo brie e bacon. Respectivo foi de faisão, que estava sendo anunciado como selvagem mas ele disse que tinha “gosto de ave de supermercado”. Dali a cinco minutos ele trincou o dente num pedaço de CHUMBO. Ou seja, ou tem gente caçando faisão nas prateleiras do Tesco ou o bichinho era selvagem mesmo. :)

Por que será que coca cola (diet ou não) de garrafa de vidro é sempre mais gostosa do que a de garrafa plástica ou latinha?

image
image

E agora, o resultado do mini sorteio das cartelinhas de brincos: Isabela Celina Cavedem e Maria Eduarda Mello, please, dêem um passinho à frente e me mandem seus endereços. :) Se as leitoras não se manifestarem em uma semana eu jogo os brincos na roda de novo.

Fiz o sorteio colocando em papeizinhos os nomes de quem pediu pra ser incluído, mas OLHA, isso dá trabalho. Queria saber se vocês têm alguma dica de como fazer isso online. Eu até tinha o endereço de um site, mas que obviamente não existe mais. Gostaria que os próximos sorteios fossem mais rápidos para organizar.

Sim, próximos. Achei fun fun fun e, de vez em quando, vou sortear alguma bobagem baratinha aqui – PELA DIVERSÃO, vamos frisar, antes que alguém me desça a lenha por sortear bijuteria da Primark. Esse blog não tem fins lucrativos e eu não recebo absolutamente nada de nenhuma marca; aqui é tudo feito por amor à blogagem de raiz. ♥ E essa semana tem esses grampinhos para cabelo:

image

Comprei os meus especialmente pela coroa e a caveirinha (gótica E monarquista, ok?), mas a cor fluo desse sinal da paz e a asinha com strass também são fofos. Então, mesmo esquema: só deixar um comentário aí avisando que querem participar. Está aberto a todo mundo, seja de que país for. ♥