Sunbury Antiques

After many years I finally got to visit the famous Sunbury Antiques Market in Surrey. The gates are open from 6AM and most stands are outdoors, so do wrap up warm in colder months and bring a mac in case it rains.

There’s a bit of everything: crockery, furniture, textiles, art, collectibles, decorative objects, knick knacks, oddities and… sad deer.

Do take cash, as nobody takes cards and the only ATM available is often out of service. But there aren’t a lot of real bargains to be had. This ain’t no charity shop, the sellers are knowledgeable about the pieces and their value. I had no hopes it was going to be cheap, after all it’s too close to London and right in the middle of bank commuter belt, so don’t expect to leave with a carboot full unless you want to spend.

By midday my money was gone, spent on a little old broken vase and a french soup tureen, so I decided to call it a day (being cold and broke also played a part in this decision). The sun had come out and I decided to go for a short walk along the Thames on Sunbury. Which is a special place for me; it was my first stop in british soil. There’s a pub near the river called The Flower Pot, where I had my very first pint of real ale back in 2004.

It also happened to be “Pancake Day”!

And as I walked back to the car, spring treated me to this little gift:

The market is on twice a month (second and last tuesdays), it’s free and there is parking. Get there early and grab a bacon butty by the entrance to start the day right. ♥

Back in the kitchen

Eu não lembro mais em qual casa do National Trust fiz essas fotos (não que seja tremendamente importante, quase todas as casas do National Trust são mais ou menos a mesma coisa), mas eu achei essa cozinha interessante. Em algumas casas ela nem mesmo está em exposição; entre a nobreza e os abastados a cozinha era vista como domínio da criadagem e definitivamente não figurava entre os cômodos “sociais”.

O que eu mais gostei nessa propriedade em específico foi o lugar de honra dado à cozinha; não como um cômodo de faz de conta, reprodução estática do que teria sido há várias decadas, mas na forma de um ambiente vivo e em uso. Os artefatos cuidadosamente organizados, pães recém saídos do forno, mantimentos expostos como se estivessem prestes a ser transformados numa refeição, plantas vivas na janela, o detergente aberto na pia como se tivesse acabado de ser usado para lavar as louças nas prateleiras, o radinho que parece esperar alguém entrar a qualquer momento para ouvir as notícias da manhã.

Uma das diferenças que eu vejo entre casas no Brasil e na Inglaterra é o lugar dado à cozinha hoje em dia. No Brasil ela ainda é vista como secundária e funcional, pequena e quase nunca atualizada. Aqui ela é o coração da casa, o cômodo com o qual mais se gasta em decoração, reformas e equipamentos de última geração; uma cozinha grande (muitas vezes maior que a sala) é um dos maiores atrativos de um imóvel.

E quando a gente se pergunta o motivo dessa diferença e percebe que ela tem a ver com quem costuma passar a maior parte do tempo na cozinha lá e cá, a resposta é uma dolorosa lição sobre o bom e velho classismo brasileiro – que, ao contrário do britânico, segue bastante atual.

Home & Colonial

Eu já tinha à Home Colonial em Berkhamstead antes, e novamente não comprei quase nada porque quase tudo custa mais do que vale; prática comum em endereços chiques. Mas vale a visita para ver coisas bonitas, folhear alguns livros e quem saber trazer umas velas ou plantinhas pra casa (como eu fiz). São quatro andares de antiques e eles têm um café muito bom no sótão da loja, com um excelente full english breakfast e um afternoon tea com prosecco ou gin ilimitados.

Me arrependi de não ter comprado esse livro; custava só dez lilis e além da história em si vinha recheado de fotos e comentários sobre as adaptações para cinema e teatro da icônica historinha coming of age da Louisa May Alcott. Silly me.

Esse era inteiro sobre a coroação do Rei George VI; um pouco mais caro e talvez de interesse mais restrito, mas belas fotos históricas são sempre interessantes e tenho um afetozinho pela Rainha Mãe e seu consorte, pais da atual rainha da Inglaterra.

Cogitando a hipótese de voltar pra mais uma fatia de bolo e, com sorte, achar esses livros ainda nas prateleiras.

Cream tea in the country.

The day was lovely and I fancied cream tea, so took a trip to Finchingfield (apparently the most beautiful village in the country; yes, it is lovely, but I *think* I would dispute that claim). This is one the nicest scones I’ve ever had, though; so much fruit it makes it a bit crumbly, but the crumbs are heavenly too. From the Picture Pot tea room on the green. It’s small inside and there aren’t a lot of seats, but weather being nice the best thing is to take your tea outside, the row of colourful houses and duck pond on the background, and endlessly blue english skies above you.

Nothing beats England in the spring. Nothing.

36 hours in Harrogate.

no final de outubro fizemos uma visita rápida à linda cidade de harrogate em north yorkshire por conta do aniversário de 50 anos de uma amiga muito querida do respectivo. pernoitamos no agradável Cedar Court Hotel – assim chamado por conta do imenso cedro do líbano no jardim.

É uma das minhas árvores preferidas:

quer dizer, o aniversário era apenas a desculpa ideal. o motivo principal da minha visita era comer um fat rascal na Betty’s of Harrogate, o salão de chá mais famoso do norte do país – a fila na porta demonstrando o conceito:

era hora do almoço e o restaurante estava lotado, mas como só queríamos chá e bolo o staff nos conseguiu rapidamente uma mesa no salão.

um dos meus HAPPY PLACES na vida: sentada numa mesa ao lado de um janelão com vista outonal aguardando bolo. e olha só, o fat rascal tem CARINHA:

essa quantidade de creme à parte (claro que eu pedi extra, que absurdo, etc.) estava tudo muito gostoso, do scone ao chá. esse bolinho aí embaixo nós pedimos por gulodice e dividimos (é preciso esticar a estadia num lugar tão especial), porém devo dizer que preferi os fat rascals mesmo.

as vitrines de halloween do Betty’s foram uma atração à parte.

já devidamente energizados fomos passear pela cidade. você sabe que mora numa área rica quando abrem uma filial do The Ivy na vizinhança:

sem contar as lojas de “antiques”, onde você descobre aquelas coisas que sua avó jogou fora em 1973 sendo vendidas aqui pelo equivalente ao PIB de um país em desenvolvimento.

e segue o outono:

eu já tinha visitado harrogate antes e lembro de ter ficado encantada com a arquitetura, os parques e praças, as avenidas largas em suave declive e o outono tão mais colorido que no sul (chegamos meio tarde esse ano). a cidade tem todas as amenidades básicas e as ocasionais lojas chiques – morar em harrogate custa caro e isso se reflete nas madames enroladas em jaquetas barbour passeando seus doguinhos com coleiras made by prada.

mas já estava anoitecendo e os parques iam ter que ficar para o dia seguinte.

because right now, it’s party time.

At the Pumpkin Patch.

depois de anos cobiçando os pumpkin patches norte americanos eu finalmente resolvi aceitar a derrota e visitar a versão britânica. não que os nossos sejam assim tão sem graça (afinal de contas tem pumpkin patch do fracasso nos usa também), mas em termos de cenário de modo geral o reino lilibetiano fica devendo um outono mais exuberante.

esse patch fica em colchester, no condado de essex; é uma fazenda em tempo integral que também cultiva pinheirinhos natalinos – very seasonal. como era de se esperar estava lotado de crianças vestidas de super herói (?) e mamães muito a fim de bombar o instagram com fotos de bebês vestidos de abóbora. depois de algum tempo a gritaria começou a fazer meus ouvidos sangrarem pumpkin spiced latte, mas antes de me mandar eu coloquei uma meia dúzia de espécimes de tamanhos e cores variados no carrinho – achei pattipan squash e cabocha! much love.

no momento elas estão protagonizando um pequeno display outonal, mas em breve irão para a panela. já estou colecionando receitas, pois vou comer abóbora até o natal.

The Tors of Dartmoor

sempre quis ver de perto os tors do parque nacional de dartmoor. tors são depósitos naturais de granito/sedimentos rochosos ancestrais que foram expostos por conta da erosão. é uma paisagem meio desolada, com diversos picos gigantes de pedras esculpidas pelo tempo, muitas vezes equilibradas uma em cima da outra como se tivessem sido arrumadas ali por uma mão gigante brincando de lego.

eu fiquei fascinada por essa árvore solitária no meio do nada. não havia nenhuma outra por perto e ela parecia estar crescendo de uma pilha de granito, os galhos cobertos de musgo seco arrepiados pelo vento. certamente “casca grossa” por ter conseguido crescer tanto num ambiente tão exposto e hostil.

eu não estava propriamente vestida para a aventura e me senti meio ridícula quando um grupo passou por nós, todo mundo cheio dos equipamentos, botinas de trekking e vestimentas – e eu de sapato de plástico, short e meia calça. risos. mas ponderei: “no fim das contas eles chegaram aqui, mas eu também cheguei”.

só foi meio complicado subir os tors (alguns eram um pouco altos e o acesso complicado e íngreme), porém depois de alguns fios puxados na meia e alguns surtos de desistência apavorada de minha parte nós finalmente conseguimos. o hotel servindo scones do post passado fica logo ali perto, assim como dartmouth e o pub-hotel onde nos hospedamos. o sábado terminou com cidra gelada às margens do riacho e no dia seguinte pegamos a estrada em direção a somerset para um almoço de domingo com sogra e cunhado, seguido de mais 3h de carro até london town.

acho que foi a primeira vez em que estive no condado de devon sem que tivesse chovido uma ÚNICA vez – mal sabia eu, mas já era a heatwave chegando no reino encantado para uma longa temporada de calor. está na hora de eu virar uma boa pessoa, porque esse verão veio me mostrar que eu simplesmente NÃO POSSO ir para o inferno.

Cream tea at Dartmoor.

depois do county show em exeter e da rápida visita a dartmouth, resolvemos explorar dartmoor. são 950 quilômetros quadrados de áreas elevadas e cobertas por vegetação rasteira, rios, florestas, ovelhas e pôneis. sim, pôneis. comendo grama e passeando tranquilamente na estrada. você tem que esperar eles passarem. existe até uma sociedade para eles.

essa parte do rio era tão bonita que eu realmente não queria ir embora. passei uns momentos contemplativos até a hora do chá. encontramos o prince hall hotel graças a uma plaquinha na entrada do driveway; o caminho até chegar lá já nos presenteia com a visão desse túnel verde:

os relógios de doguinho. ♥

sentamos numa mesa de piquenique no jardim curtindo o ventinho do fim da tarde e a vista para as moorlands, onde pastava um simpático rebanho de bovinas. quem sabe as mesmas que forneceram leite e creme para o lanchinho.

WHO’S A GOOD BOY? sim, ele mesmo, querendo meus scones.

infelizmente chegou tarde pro banquete:

outro lugar que eu preciso de mais tempo pra explorar. de preferência hospedada no prince hall, porque aqueles scones estavam incríveis. ♥

Somewhere near Kent.

esqueci completamente o nome da village. mas em busca de bolo em uma das nossas andanças de domingo desembocamos nela. e que grata descoberta esse micro salão de chá com uma entrada tão difícil de perceber que passamos por ela duas vezes, em vão. louça descombinando, jeito de casa de avó, luminárias em forma de bule (preciso), bolo tradicional (nenhuma inserção hipster na receita, feitos para uma época onde pessoas saudáveis não fingiam que alergia a alimentos é charme) e um senhorzinho que contou metade da história da sua longa vida enquanto trazia mais água quente para encher o nosso teapot. little daily joys. that’s what life is made of. or should be.