In light of reality the truth is too good to be

A semana passada foi estranha e cheia de mini-intempéries e aborrecimentos de grandezas variadas. e muito trabalho, então eu saí pouco de casa e não levei a câmera para lugar algum. desculpem a enxurrada de fotos de celular, mas é o que teve para a primeira semana de fevereiro.

achei esse perfume por 4.99 naquela maravilha que é a tkmaxx. é bom, mas não combina com o inverno. lillys of the valley são incrivelmente delicadas e lindas, chapeuzinhos de fada em ilustração de livro infantil vintage, mas o cheiro é definitivamente primaveril. vou guardar para março.

fui perder meu tempo na harrods e gastar dinheiro com comida (a única coisa que vale a pena comprar ali), mas descobri que o cronut e o kouign amann do dominique ansel são melhores. observei de perto as atrocidades que a balenciaga chama de bolsas (cristóbal sapateando no túmulo) e fui conhecer mais um desses “cafés caça-instagrammer” super populares nas áreas chiques. as pessoas praticamente comem com o celular e não consultam o menu – mostram o feed do insta pra garçonete e apontam o que elas querem fotografar comer. se você quiser ganhar dinheiro nessa cidade basta abrir um boteco, pintar de rosa, adicionar detalhes dourados, encher de flores e inventar alguma comida colorida, com glitter ou em formato ridículo. a madame proprietária dessa espelunca (onde levaram meia hora pra me fazer um flat white e pôr um croissant no prato) já abriu a segunda filial, numa área ainda mais cara. e depois elas vão falar sobre “girl power” na entrevista, quando a gente sabe que isso tudo foi financiado com o dinheiro do pai. *shrugs*

(nada contra; aceito financiamento de qualquer um, mas juro que depois dou os créditos ao mecenas ao invés de mentir que vim das ruas e comecei vendendo herbalife)

no fim de semana tivemos almoço no chamisse de farringdon e se você curte comida libanesa então fica a dica de estabelecimento. melhor, mais autêntico, mais barato e porções muito mais bem servidas do que o comptoir libanais. a garçonete perguntou se eu era brasileira porque eu pedi uma porção de kibe e “brasileiro sempre pede kibe”. será que ela pergunta isso pra todo mundo que pede kibe? porque certeza que não é só brasileiro. olhei pra cara da moça e me perguntei se ELA ela brasileira e tinha identificado o meu sotaque – ou se eu falei “kibe” ao invés de KEBBEH. bom, ainda bem que ela não me corrigiu. :)

(os grafites são com a primeira ministra e o prefeito de londres)

terminamos a semana numa festa da lasanha, com sorvete e blondie de sobremesa. trouxeram uma garrafa de vinho tão bonita que nem combinava com o menu; eu já estava pensando nas diversas maneiras de reaproveitar quando uma alma delicada a derrubou no chão.

você já catou caquinho de vidro no chão da cozinha com a barriga cheia de lasanha ouvindo uma playlist de rock 90s e cantando “eighteen and life” do skid row? “tequila in his heartbeat, his veins burned gasoline”. quantas semanas isso ficou no top 10 do disk MTV? quantas vezes a astrid fontenelle chamou o sebastian bach de paquita?

não, lolla, ninguém aqui nasceu em 1949. só você.

bom fim de semana, you lovelies. ♥

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