Throw Back Thursday: Shere

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shere é uma pequena village no condado de surrey, famosa por ter sido locação do filme “the holiday”; a cottage onde cameron diaz coabitou com jude law era cenográfica e foi removida após as filmagens, mas o campo onde ela foi construída fica no topo de uma colina.

o lugar é pequeno, mas meio mágico e eu recomendo bastante a daytrip para quem estiver visitando; só lamento o fato de a village ser pequena demais para lidar com o influxo de turistas (especialmente em fins de semana) e ter apenas UM salão de chá. what. the. fark.

{março, 2017}

Cold wind blows through your bones.

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busy week! trabalho atrasado, diy, bagunça saindo e entrando em gavetas, mais diy… fui duas vezes à floresta: a primeira para tentar fotografar um pôr-do-sol incrível (mas encoberto por nuvens quando chegamos) e outra só de passagem levando J. pra comer cheesecake de pêra e caramelo no belgique (eu fiquei só no café).

trouxe os potes de gerânios para a varanda, arrumados nessa estantezinha que comprei, montei e pintei (salva de palmas) para abrigá-los do inverno. “winter is coming” and is coming pra cacete; dois graus em novembro, really? fim de outono com cara de meados de fevereiro? (estou adorando, lógico; só não pretendo sair de casa até março, heh).

terminei de pintar a mesa e as cadeiras; tive que desistir da tinta casca de ovo e meti um semi-gloss, que não funcionou muito bem mas é o que tem pra hoje. comprei essa mesa há muitos e muitos anos na ikea quando ainda morava em jersey. pintei a infeliz de um vermelho cereja fosco horroroso e usei durante um tempo no meu quartinho de costura. depois desmontei, guardei na garagem e esqueci dela. veio para londres na mudança, na categoria “tralhas que meu marido não teve coragem de jogar fora”. recentemente decidi que não queria mais mesa redonda e lembrei que essa retangular existia – em algum buraco, coberta de poeira, cocô de mosca e aranhas mortas. ♥

outra vitória da semana: adivinha quem se livrei do sofá horroroso? ok, grande e confortável, mas também manchado, murcho, cheirando a xixi de gato e cuja cor reside em algum ponto da escala pantone entre “cocô de bebê desmamado” e “desespero existencial”. uma noite convenci respectivo a fazer uma dança das cadeiras e mudar coisas de lugar. o sofá da biblioteca veio para a sala e o irmão maior dele agora ocupa o lugar do monstro – que no momento está tomando 80% do espaço da biblioteca, mas já pedi para papai noel que me conceda a graça de vê-lo no lixão municipal antes da missa do galo; OREMOS.

o sofá atual não é lá essas coisas, mas tem um shape e uma cor menos horripilantes e – best of all – não fede à urina nostálgica de uma gata que eu não tenho mais.

fiz várias receitinhas atkins, incluindo purê de couve flor (antes de rir: tempera direito, mistura com ovo, queijo parmesão e frita) e esse bacon & eggs & ABACATE porque vamos ver se os hipsters sabem de algo que eu não sei… ganhei livrinhos imbecis, velas perfumadas e um convite pra ir comer frutos do mar no loch fyne.

a casa começou a passar pelo processo anual de tralhificação natalina. tenho tanta porcaria que não precisei comprar quase nada esse ano, bem, nada além de um pisca colorido e algumas bolas para a árvore de natal pequena (tenho três, mas 2017 tem sido meu ano “marie kondo declutter spark joy” na vida e decidi que só vou montar duas, risos). porém daqui a poucas semanas estarei embarcando pra hannover e aqueles mercados de natal, aqueles bibelôs com pegada scandi e já viu: eu voltarei com o porta-malas entupido de lixo. sorry, marie. this girl can’t help it.

Hey, Friday!

sextou novamente e ao invés de links que levam à ruína financeira (já gastaram o salário do mês na black friday? good) vamos tentar injetar novidades no feed do instagram pra variar a interminável sucessão de “selfie/foto de rolê/de copo/página de livro/pôr do sol/comidasfeia”:

💖 ela é japonesa, mora numa das áreas mais cool de tóquio, reúne 400 mil seguidores no instagram, se veste melhor do que você e tem apenas sete anos; essa é a digital influencer que você respeita! quantos likes essa pink princess merece? (@coco_pinkprincess)

💖 quer fotos do outono? you got it. basta acompanhar o feed lindo da rebecca. ok, teoricamente o perfil é sobre roupas e eu não poderia ligar menos – mas fico por causa das imagens. dos lugares, dessa paleta de cores… ♥ (@aclotheshorse)

💖 o feed da emma é um descanso para os olhos, cura ansiedade e inspira com as still lifes usando elementos da natureza – em tons degradê ♥ – as ilustrações e os pequenos momentos de tranquila domesticidade. essa foto não é nada menos que uma pintura. (@silverpebble2)

💖 as captions são em turco, então você talvez não vá entender muito das receitas; mas os vídeos sem som são estranhamente relaxantes, um antídoto contra a buzzfeedização da culinária nas redes sociais (tastemade, i’m looking at your “nutella-with-everything” shit) (@lezzeti_ask)

💖 mais uma da série crianças fofas; as fotos são ok, mas os vídeos de humor com as gêmeas, genialmente roteirizados pela mãe, são a melhor coisa do perfil. o melhor: mila dando a sua opinião sobre a onda fitness. ou: “this ship has saiiiiiled”. priceless. (@kcstauffer)

💖 esse está bem famosinho mas eu descobri quando tinha meia dúzia de seguidores (#hipster) e portanto vale a propaganda. é bem melhor se vc assistiu à série; mas o humor, os shades e as quotes são impagáveis anyway. gotta love/hate #WokeCharlotte (@everyoutfitonsatc)

💖 pra quem estava em marte: o movimento body positive é uma ação coletiva que ensina mulheres a amarem seus corpos. a megan se curou da anorexia, escreveu um livro, tem o melhor cabelo do instagram, vídeos de dança contagiantes e mensagens inspiradoras. (@bodyposipanda)

💖 direto ao ponto: mais de mil anúncios, editoriais e campanhas da mídia impressa. muito bom pra quem curte moda, propaganda, música, cultura e lifestyle de várias épocas (e não tem cropping das imagens pra caber em square format, thank goodness for that) (@adarchives)

💖 old news, mas outro dia fiz uma referência a esse perfil, a outra pessoa não captou e foi quando me dei conta que ainda existe gente que desconhece essa maravilha. sim, gatos enfiados em pão. em outras coisas também, mas principalmente pão. you’re welcome. (@breaded_cats)

💖 da série “casas onde eu gostaria de morar”; por mais que a estética “tudo branco com toques coloridos” já tenha dado (e sido substituída pela “selva urbana” ou “minimalismo escandinavo”) é impossível não ficar feliz olhando o cafofo multicolorido da ida. (@idainteriorlifestyle)

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o funeral doméstico de kate oberlin. perturbador, inspirador, triste, lindo.
◑ lip tint com glicerina e beterraba; curti a idéia e fiz em casa: funciona melhor no rosto.
◑ a nossa relação nem sempre simples com a comida.
◑ 25 filmes que documentam personagens sucumbindo à loucura.
◑ sobre relacionamentos: sempre acreditei nisso.
azzedine alaia se foi, mas não sem antes chutar todas as bundas (isso não é mais shade, é um eclipse total)
choosing to be on your own.

◑ pras migas pedindo as minhas velhas playlists “basic bitch natalina”: infelizmente elas foram feitas no finado grooveshark, ou seja, não estão mais disponíveis. mas vou deixar aqui o link para os posts com a lista das músicas (volume I e volume II), basta copiar e montar a sua no spotify ou youtube. you’re welcome. ♥

if you can’t hide it, throw some glitter over it

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infelizmente acho que essa semana não vai rolar o #ThrowBackThursday por motivos de ocupadíssima, mas sexta estaremos de volta.

enfim, domingo passado estive em lewes, uma cidadezinha em west sussex colada na sua irmã mais famosa (brighton) e que é conhecida pelos seus brechós e antiquários. chegamos cedo, porém respectivo já com fome e fiquei triste quando percebi que nosso hotel-pub favorito e que serve um pratão fenomenal de tender, batata frita e ovos (hahaha) tinha fechado as portas. rodamos a cidade procurando um lugar onde eu não seria obrigada a chorar em cima de um bife com alface (low carb é maravilhoso, mas comer na rua é um inferno) e acabamos num café hipster chamado “the real eating company” com dois pratos gigantescos de english breakfast; eu tive que dispensar as torradas, os baked beans e os bubble & squeaks. as garçonetes jovem e bonitinhas sorriem o tempo inteiro – haja cãibra no maxilar – e a água da bica que eu pedi pra acompanhar veio GELADA, coisa tão rara.

depois fomos fazer o circuitão dos brechós – esse salão com as estátuas é um dos meus lugares preferidos do universo – mas devo dizer que fiquei chocada com os preços: tudo meio ou muito caro e não era assim antes. acho que os blogs fizeram propaganda demais desse lugar… enfim, desisti de comprar um gaveteiro (achei um similar mais barato no gumtree depois) e trouxe pra casa umas poucas peças de louça e essa… bunda na minha mão, que foi pendurada no banheiro comunal da casa para deliciar as visitas.

aqui no reino as casas costumam ter lavabo no térreo (vaso e pia, sem aparato de banho) que as pessoas curtem decorar com quadrinhos humorísticos, de duplo sentido, memorabilia de futebol, qualquer peça de gosto duvidoso e também coisas que se penduradas na parede da sala soariam um tanto quanto pretensiosas. você recebeu uma carta da rainha, uma medalha nas olimpíadas, um troféu no futebol ou uma condecoração no trabalho? coloca no lavabo. :)

me arrependi de não ter levado essa boneca com cara de “fuck my life”, essa cabeça de manequim com cara de anos 30 e essa dupla de aparadores para livros com cara de… cara. partida no meio. apesar de ter comprado quase nada lewes continua sendo um excelente passeio, e olha que já estive lá várias vezes: 01, 02 e 03.

outra coisa bacana que aconteceu durante essa visita foi que fomos procurar um brechó que visitamos uma vez só, e ele estava fechado. quando olhei pro lado vi uma ruazinha que eu pensei reconhecer de memória, mas não lembrava se tinha ido até lá. comecei a caminhar por ela e ver as casas, o lago e fui me lembrando: há muuuito tempo eu estive nesse exato lugar, alimentei os patos, admirei as árvores (era outono também), fiz um monte de fotos mas salvei numa pasta sem o nome. por anos fiquei tentando me lembrar ONDE era aquele lugar, e de repente eu me vi parada no meio dele. foi como um deja vu de um sonho bom.

enfim, também queria avisar novamente que boa parte dos arquivos antigos desse blog estão com o link para as imagens quebrados (thanks, photobucket, go die in a hole) e eu estou consertando aos poucos e avisando por aqui. see ya!

Shotguns up familiar sleeves

a semana rendeu em termos de diy; pintei uma estante, uma mesa, quatro cadeiras, duas mesinhas laterais e comecei uma parede. dias frios e escuros me despertam o nesting instinct e o meu foco se volta para o cafofo; mal pus os pés pra fora de casa, acendi velas, fiz e ouvi playlists, assisti harry & sally (porque essa é a época do ano ideal pra assistir harry & sally), tomei muito café com creme de leite e foi uma delícia. cada estação traz uma vantagem, e a do inverno é que ele me desobriga de sair. me sinto culpada por desperdiçar dias de sol, que são tão raros, mesmo que eu não aprecie tanto assim o calor.

será que não gostar de sair de casa é uma patologia? comecei a seguir o instagram de uma moça que tem uma casa linda e, no meio do texto de uma das fotos ela revela ser, entre outras coisas, agorafóbica e mal consegue sair de casa sozinha (a última vez foi em março). aquela casinha finamente decorada era na verdade uma prisão involuntária; as fotos deixaram de ser bonitas e se tornaram deprimentes. dei unfollow – por desconforto e também por medo. vai que eu estava olhando pro meu futuro? talvez eu devesse calçar galochas e um casaco em forma de edredon e me forçar a sair?

é quando toca a campainha e o carteiro me entrega um pacote com meias e pijama felpudos e eu encaro como sinal divino e resolvo adiar a crise existencial para a primavera. cocooning untill march? hell yes. i’ll put the kettle on.

Hey, Friday!

rapidão hoje porque friday was busy e ainda tenho que fazer o cabelo pra sair – e ir jantar bife com brócolis, porque é ZERO CARBO ATÉ O NATAL, bees! aceito palavras de consolo e lencinhos pelo correio, hashtag pray for lolla, thank you all.

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mushroom night lights da SnowMade. OH. MY. GOODNESS. eu quero transformar minha casa numa floresta de cogumelos iluminados e saltitar por entre eles feito uma fadona descompensada. WATCH THIS SPACE.

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pins e badges da culture flock clothing – esse pin “introverted” me chama e as camisetas também são incríveis; quero aquela com estampa de HIBERNATION para usar durante todo o inverno. ♥

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um arzinho de domesticidade e conforto nas lindíssimas ilustrações outonais/invernais da rachel grant, que tem uma loja linda no etsy.

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as estações através das lentes da maria solovey; mais um perfil delicioso para vocês seguirem. :)

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e como chamar essas bolsas? carbobags? whatever, eu quero comer todas. (by rommy de bommy)

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bordados que são obras de arte – literalmente. (by embroidery art)

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dumb ways to die in rio, I AM HOOTING (não leia os comentários, though)
que delícia de verão, me senti transportada com essas fotos.
essa parede decorada com a coleção de vinil. ♥
as regras de nova york parecem muito com as regras de londres. quais são as regras da cidade onde você vive? :)
never pay full price – guia de quando comprar para pagar mais barato. será que se aplica em todos os lugares?
carimbos de peitos. peitos para todos os gostos.
post bacana e corajoso sobre aceitação e saúde mental.
o vídeo é de 2015, mas sempre é hora de estar furiously happy.

Happy Friday! ♥

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i will be waiting for the pain to cure the fear

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o tapete mais bonito e abundante do outono é um oferecimento das beech trees – ou “faias” em português, esse idioma que às vezes degola a poesia. elas agora começam a se vergar sob o peso da estação, o tom verde brilhante do verão dando lugar ao amarelo vivo e, depois de secar nos galhos, ganha essa cor enferrujada quando por fim volta à terra para apodrecer lentamente durante todo o inverno e na primavera fertilizar as mudas novas. e segue o baile da natureza.

floresta de epping semana passada:

+ um dos pubs mais bonitinhos dessas bandas de cá que toca hits dos anos 90 o dia inteiro (nesse tinha backstreet boys e spice girls, risos) mas como nada é perfeito serve um café com gosto de morte (mental note: never again).

+ os kobito dukan que me fizeram dar um tombo na câmera (já está pedindo arrêgo e eu ainda jogo a moribunda no chão).

+ a moça do guichê de turismo que foi meio grossa comigo (depois se desculpou, coisa rara, mas infelizmente não pôde me ajudar com a pesquisa que eu precisava fazer).

+ “como você fala para uma abóbora que ela não é mais necessária?” já dizia pepper patty – e certíssima, pois saia justíssima. awkward. climão. poucas coisas são mais tristes que um jack o’lantern abandonado depois do halloween, mas acho que as árvores de natal naturais jogadas na calçada no começo de janeiro ainda ganham de longe o concurso de “visão pós-festiva mais triste”. você olha pro despacho e só consegue pensar no dia em que ela foi escolhida pela forma perfeita e levada para casa com cuidado e euforia, as agulhas fragrantes cheirando a pinho, para ser enfeitada com luzes e penduricalhos colecionados vida afora. passada a festa as decorações voltam pra dentro das caixas no sótão, mas o pinheiro – já meio ressecado e perdendo as agulhas ao menor toque – vira um trambolho, uma tarefa no bullet journal: “get rid of the tree“.

descartada por não ter mais utilidade depois de ter dado a vida pela causa? too close to home, too near the bone. árvores de natal jogadas nas caçambas, atiradas em terrenos baldios ou depostas na frente das casas à espera do caminhão de lixo são uma das poucas coisas que me fazem chorar.

Because weakness wins if weakness shows

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desde que os relógios deixaram para trás o horário de verão eu tenho acordado tarde – e por “tarde” entenda depois das oito. sou uma pessoa matinal, das que começam a ter sono por volta das onze e que rendem mais antes do meio dia. quatro horas entre o café e a sensação de que o dia já acabou. peculiaridades à parte, com o inverno chegam os casacos e com os casacos chegam os bolsos. ♥ mesmo que eu não saia de casa sem guarda-chuva, pente, álcool gel, carteira, câmera e necessaire (ou seja, carregando uma bolsa) é bom ter onde esquentar as mãos e deixar o celular ao alcance.

o almoço de sábado foi no fischer’s, antes de começar a comer direito porque daqui a pouco é natal e a orgia alimentar recomeça. tão bonito aquele salão belle époque, a louça em alto relevo, a clarabóia enchendo o hall de luz e cada cubículo do banheiro com sua pia e espelho próprios. me senti no expresso do oriente e minhas panquecas estavam deliciosas. demos um rolê na conram shop para rir dos preços (uma caixa de ferramentas de sete mil libras, por exemplo) e ouvir a clientela fina comentando entre si sobre casas de campo, vinhos de edição limitada e férias na riviera francesa. passamos em frente à boutique de crias de rico e uma pessoa olhando a vitrine dispara “mas pelo preço dessa roupinha dá pra comprar uma criança no terceiro mundo!”

fomos para angel provar o chá de lichia do katsute 100; no balcão vários bolos com sabor de chá verde e espectivo fazendo cara de nojo. depois apreciar as vitrines da islington high street iluminadas com pisca-piscas natalinos, os cafés de decór industrial e as lojas de artesanato frequentadas por madames entediadas e vendedoras metidas que me olham com um sorriso morno quando digo que “estou só olhando, thank you”. a chuva que pausou durante o dia volta a cair, fina e fria e constante como um arrependimento; enfio as mãos nos bolsos que agora tenho e entro no carro para casa, ouvindo beach house e pensando numa playlist para as minhas caminhadas de outono sendo que ainda não fiz nenhuma propriamente dita em 2017 e o outono está quase no fim. chego ainda com fome em casa (as i do) e ele revira os armários e me sai com essa mistura de batata, bacon e queijo. termino o sábado com a primeira mince pie da temporada e uma taça de primitivo.

o domingo começou com o brunch mais basic bitch ever – wasabi – seguido do melhor rum baba que eu já comi fora do continente. geração selfie achando bonito desrespeitar o remembrance sunday cantarolando durante os dois minutos de silêncio: barf. fila para entrar no estacionamento do shopping e duas compras, sendo que uma delas eu tenho a notinha para comprovar mas esqueci o que comprei – só sei que custou 5,99 e não está em nenhum lugar da casa. voltei morrendo de frio, uma hora na banheira, uma aranha em cima da almofada, um telefonema com uma boa notícia, um pacote de pipocas cobertas de iogurte e mais primitivo que ele saiu quase onze da noite pra comprar na lojinha de conveniência porque eu fiquei triste quando a última garrafa esvaziou. All is good.

That was the week that was

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fazer capas para almofadas é fácil, rápido e terapêutico; tenho mil projetos usando tecidos liberty ou cabbages & roses, mas antes preciso assaltar um banco – 60 libras por um metro de pano? ouch. minha câmera voltou do conserto e o dinheiro gasto se revelou inútil porque ela continua do mesmo jeito. está gritando para ser substituída, mas eu acho que prefiro comprar um sofá. encontrei S. depois de um longo tempo onde muita coisa aconteceu na minha vida e na dela (muito mais na vida dela, é claro) e passamos uma tarde bebendo vinho e café e engolindo alguns silêncios. passei na porta de um ottolenghi e não resisti ao bolo de banana com cobertura de salted caramel (meu favorito) e levei um takeaway pra casa.

comprei meias novas e super confortáveis, ajudei uma suculenta a dar à luz (filhote já devidamente plantado), cometi a heresia de beber coca zero num bar chique (“abstêmios deviam ser proibidos de entrar em bares”, implicou o R. e na sequência pediu uma virgin bloody mary; “tenho que dirigir”) e me dei de presente de natal antecipado esse tapete de pele de ovelha da ikea pra colocar em frente à lareira que ainda não existe.

me senti pessoalmente atacada pela exuberância agressiva do maple japonês do vizinho, essa cor SURREAL fazendo o outono render mais um pouco (o meu jardim nesse momento mais parece a floresta da morte), assei as últimas abóboras do halloween (aguadas, não renderam purê e viraram sopa), ganhei outro par de meias (em cores outonais, because autumn is a state of mind) e fui fazer pesquisa em epping num dia em que tudo deu errado mas lucrei uns minutos de papo + afagos com um felino amigável na floresta + esse pôr do sol. bless.

Hey, Friday!

SEXTOU! (brincadeira)
estamos aqui na atividade, ou tentando voltar a ela, e por isso surge uma tag meiga pra relaxar fechando a semana de trabalho com coisas bonitas.

a diretoria vai estar tentando estar postando toda sexta feira (ou sábado, se estiver saindo atrasado) um potpourri das coisas e links mais bacanas em que estará esbarrando durante as varreduras da www – ok, eu sei que vocês têm preguiça de clicar nos links e ler os artigos, então vamos postar umas figurinhas também porque afinal hoje é sexta e todo mundo quer descanso. abre uma cervejinha, faz um chá e sentaí.

ilustrações fofas do manuel kilger (essa do dustin com seu pet demodog roubou meu ♥)

eu adoro qualquer coisa relacionada a árvores e me apaixonei por essas folhas de verdade transformadas em jóias com a técnica do electroplating (da svetlana dolgova no etsy).

brinco de plantas carnívoras? anéis de suculentas? cheese plants de feltro? take all my money? (Allim Yalo)

junte a louca das velas + a louca das caveiras (eu mesma), considere que esta loja é british e já estou no aguardo da minha encomenda (da ember candle, se eu tiver coragem de acender alguma)

pins literários também fazem o meu cartão de crédito derreter dentro da bolsa (literary emporium)

parecem doces, mas são suculentas (o instagram da lost coast só tem planta, mas dá fome)

eu também sou a louca das louças, e essas aqui parecem feitas de cocô de unicórnio coberto de fairy dust, OH MY (da silver lining, socorro, olhem essa loja ♥♥♥)

não sei se tenho moral pra segurar o look, mas olha que lindas as meias decoradas by lirika matoshi (mas eu adoraria esse cardigan, e em se levando em conta o trabalho não está caro).

isso é muito legal: lothlenan recria pinturas clássicas com personagens da cultura pop. ♥

gatos. usando chapéus. feitos com seu próprio pêlo. by ryo yamazaki. obviously.


how to be popular – genial.
scandi decor love… essas almofadas, o mood board, o escritórios, as plantas…
chocolate buttermilk expresso cake. mesmo que você não vá fazer, as fotos. ♥
☆ “please don’t tell me i’m beautiful” – powerful read, ppl.
the women of john hughes (ensaio sobre as personagens femininas dos filmes do diretor, e eu adorei as ilustrações)
exposição de fotos mostrando bastidores cândidos da indústria pornô (NSFW)
☆ essa é antiguinha, mas se você ainda não viu, a sara tem um projeto chamado “me and luke skywalker”. haja devoção a star wars (ou ao mark hamill…)

Happy Friday! ♥

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Throw Back Thursday: Outros Novembros

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outono no lake district.

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preguiça e calor (e saudade) em jersey.

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wedekindstrasse, a minha rua em 2007 (list, hannover).

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eilenriede no outono e alguns dos (muitos) sapatos que eu comprei em hannover.

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gatinho tortoiseshell num túmulo do pere lachaise em paris.

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londres: um dos meus prédios preferidos (adoro as janelinhas vermelhas e as sacadas com grade de ferro cada apartamento) e gatinho curtindo o sol em columbia road.

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um dos hobbies que encontrei para passar o tempo em hannover (e que me ajudou a entender e apreciar os longos meses de inverno) foi uma tentativa de modelismo. eu comprava os kits e montava em casa com uma cola fedorenta que derretia o plástico se a gente não tivesse cuidado. essa é uma estação de trem, mas também havia supermercados, igrejas, puteiros e cemitérios (as pinkys estão off-scale e fazendo figuração de intrometidas).

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e quando acabava a luz no meio da brincadeira mas eu não queria parar: velas da ikea num egg cup. keep light and carry on.

Darkness is upon us.

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“então é isso: a escuridão chegou. já tiramos os relógios do horário de verão e chegou a época das fogueiras de novembro. em breve a noite chegará por volta das quatro da tarde e na minha localidade, sem luz de rua, fica realmente escuro – de um modo que faz a escuridão quase parecer tátil, aveludada. o inverno no hemisfério norte é sombrio, mas também cheio de luz, e a única forma de lidar com ele é aceitá-lo.

eu adoro essa época do ano. adoro o quão categórica ela é; fria e trevosa até fevereiro e você já sabe o que esperar. nada de perder tempo se perguntando “será que eu coloco a minha jaquetinha?”. sem chance: o vento chega uivando dos estepes siberianos e as suas escolhas são casaco polar ou hipotermia. durante toda a estação você se encolhe feito um urso na caverna, mas um urso que precisa sair da cama e fazer coisas e ir trabalhar antes de voltar para a sua hibernação em meio período com muito vinho e ensopados (comida de inverno é mil vezes melhor que comida de verão. exemplo: queijo).

uma das minhas irmãs vive em los angeles, onde sempre faz um sol glorioso e uma estação emenda na outra e queijo significa, no máximo, ricota. só de pensar nisso sinto uma espécie de claustrofobia. é sempre ensolarado, como se você tivesse que viver numa casa onde ninguém nunca apagasse a luz, como se tivesse que dividir o quarto com alguém que nunca dorme: no começo você acha a pessoa divertida, mas logo se dá conta de que ela é insuportável. a mesma coisa acontece com dias de sol intermináveis – depois de um certo ponto se torna apenas irritante. afinal quando é o momento de engordar assistindo televisão embaixo dos cobertores? quando é o momento de se sentir mais introspectivo ou descuidar da depilação? qual a graça de ter um céu se ele está sempre igual – azul, sem nuvens, sem graça? eu gosto do meu clima com um pouco de imaginação.

dizem que o verão é “sexy”, mas só se você medir sensualidade pela quilometragem de pele desnuda à mostra, e esse é o indicador menos confiável. na verdade o inverno é muito mais sexy, mas passa a impressão contrária porque roupas de inverno costumam ser largas ou tolas – pulôveres de natal que acendem, meias grossas, gorros de lã com pompons, cachecóis gigantes – mas o fato é que o inverno é um tempo acolhedor, íntimo e macio à luz de velas. se o verão é o grito de alguém pulando numa piscina de água gelada, o inverno é o murmúrio macio da conversa entre amigos. o inverno é sobre banquetes e lareiras. é como se, estando a natureza adormecida, nós precisássemos estar mais vivos – daí os excessos e as indulgências e os deleites ilícitos.“

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“eu entendo os motivos que levam algumas pessoas a detestar essa época do ano e achar o inverno deprimente. mas a melhor maneira de encarar o tempo frio é mergulhar nele. se aconchegar no escuro. preparar uma comida especial. jogos de tabuleiro. fazer caminhadas. soltar fogos de artifício.

além disso tudo nós precisamos do inverno. precisamos desse tempo para fazer um inventário, para desacelerar, para dormir mais e andar por aí vestidos como crianças em casacos acolchoados. existe algo mágico em sair pela cidade à noite, as luzes da rua acesas e os faróis dos carros na escuridão.

pense no inverno como um presente: o ano está se encerrando, mas esse terço final é um momento para respirar, é calçar um par metafórico de chinelos e relaxar antes da loucura do natal. sim, é escuro. sim, é frio. é maravilhoso.”

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(texto traduzido e adaptado da coluna da india knight na sunday times magazine)

Like a cat in a bag, waiting to drown

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estamos enterrando o outono aqui, uma abóbora de cada vez; algumas delas fake, outras virando sopa nesse fim de semana. acabei de voltar de uma roadtrip (áustria, alemanha, alsácia) onde comi meu peso em bolo (o peso aumentou – preciso então de mais bolo) e fiz um monte de fotos ruins que em breve despejarei no vosso feed. estou destruída de cansaço, cancelei a micro festinha de halloween que daria para os meus (2.5) amigos aqui em casa e nem eu aguento mais ver essa decoração outonal na varanda – entrou tudo na caixa de papelão essa tarde e amanhã enfurno no sótão. it’s octOVER, kids; oficialmente permitido começar a pensar no natal.

experimentar o cronut do mês no dominique ansel já virou uma tradição. outubro foi a vez de banana jam + oatmeal ganache. um dos melhores até agora, mas podia ter mais geléia de banana. o ganache de aveia era tão bom que eu comeria puro. aproveitei e trouxe dois kouign amann para o café da manhã. na mesma rua a fachada de halloween da peggy porschen (arranjos florais, caveiras douradas e abóboras em tons pastel) tinha fila de instapattys para fazer selfie – i kid you not, eu quase fui atropelada porque no afã de achar o melhor ângulo pra fotografar a colega uma delas acidentalmente pisou no meu pé e eu tropecei em direção à rua.

passei na camera city e deixei minha velhota lá para limpeza. comprei canetas, washi e outro caderninho A6 na muji de oxford; a loja estava fazendo um sorteio de duas passagens pra tokyo e eu me cadastrei; fingers crossed. ♥ encontrei S em tottenham court station e lanchamos no wasabi ao lado. passei no garden center onde comprei três heathers para plantar na floreira de janela que algum dia farei e decidimos jantar no rodízio; como sempre acontece aos sábados à noite o lugar estava superlotado, o que afeta o serviço já que eles servem as mesas maiores primeiro. tomei uma caipirinha gostosa, mas que parecia ter sido feita com sprite. talvez tenha sido feita com sprite. who cares.

ontem lembrei que já faz vinte e quatro anos desde que o river phoenix morreu de overdose no halloween and boy, do i feel old as fuck porque lembro de ter ficado vagamente triste na época pensando na fragilidade estúpida da vida e editando o discurso moralistinha anti-drogas que eu faria para o menino de quem eu secretamente gostava – e que aspirava mais pó que o black & decker da minha mãe. he’s still alive, though, and so am i, jovens senhores de pouca moral com o PROERD. e ele me manda um zap cômico fazendo alusão ao halloween de 1993 enquanto eu comia os milkyway que as crianças rejeitaram no meu cestão de doces e a FM mental ficou rodando o resto da noite aquela música deprimente e meio cafona (porém chiclete) do verve:

all this talk of getting old, it’s getting me down my love

like a cat in a bag, waiting to drown

this time I’m comin’ down

and i hope you’re thinking of me as you lay down on your side

now the drugs don’t work, they just make you worse

but I know I’ll see your face again.