The Week

Passei o sábado saltitando pelas calçadas de pedrinhas da high street de Ledbury e arrependida por não ter uma câmera melhor na bolsa. Não achei nenhum restaurante que me chamasse a atenção, no entanto (aparentemente Ledbury é um pólo gastronômico, mas eles devem esconder os restaurantes porque não vi nenhum), e acabei indo jantar pizza em Worcester. O cheesecake do Pizza Express é uma delícia – e isso vindo de alguém que nem gosta de cheesecake.

Na sexta achei um sapo debaixo de uns potes de plantas quebrados. O grito foi ouvido pelo Respectivo que estava na garagem do outro lado da casa. Ele pôs luvas e transportamos o bicho para o fundo do jardim, longe dos pássaros e numa área de sombra, onde ele poderá viver feliz, seguro e longe o suficiente de mim.

Por que será que comida de estrada sempre parece ser tão boa, mesmo quando não passa de um sanduíche de caixinha e uma garrafa de chá gelado? Deve ser o entusiasmo da viagem, de parar naqueles cafés populados por gente de toda a parte, cada grupo com um destino diferente, gente que você nunca viu antes e provavelmente não vai ver mais e que se cruzaram ali, naquele ponto aleatório do espaço-tempo, em busca da mesma coisa: um xixizinho rápido, uma esticada nas pernas e um café.

Em Malvern assisti a uma peça encenada por bonecos no Theatre of Small Convenience – o menor teatro do mundo, segundo recorde registrado no Guiness. Deve ser também a peça mais rápida do mundo: “6 minutos de nonsense”, conforme explicou o velhinho que controla todo o espetáculo atrás da cortina. O teatro, que funciona num antigo banheiro público vitoriano, abre somente aos sábados, de 2 às 6. Saí, pendurei uma citação de Shakespeare no boneco do próprio que fica na porta do teatro usando um par de óculos escuros com estampa tortoise shell (“é verão”, explicou o velhinho) e fiquei sentada no estacionamento do supermercado tomando um McFlurry e ouvindo alguém tocar violino por trás de alguma janela enquanto o sol iniciava o seu caminho de descida por trás dos Malvern Hills.

E é claro que em Worcester era necessário existir uma vitrine decorativa composta por vidrinhos de Lea and Perrins, o famoso Worcester Sauce (ou “molho inglês”, como o conhecemos no Brasil). This is the Original and Genuine. Não aceite imitações.

Teve um churrasco com amigos em casa no domingo também, mas depois de taças de espumante rosé, cidra e Pimm’s, well, acabamos não registrando nada. A única lembrança é a carne que sobrou no freezer. E os prováveis quilos que ganhei depois de comer 1/3 de uma pavlova.

Opa. Achei uma foto da ex-pavlova.

Ela mora nos meus quadris agora. Burp.

Atta boy, August. ♥

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