Try to catch a deluge in a paper cup

Ontem eu percebi cedo que o calor ia passar dos limites do tolerável e, como sou masoquista, vesti meus leggings de bolinha e fui fazer caminhada em Havering-atte-Bower, uma área de conservação ambiental aqui perto.

Havering-atte-Bower faz parte do borough de Havering (onde eu moro) e é quase divisa com Essex. Fica numa área um pouco mais elevada e essa pracinha gramada (ou “Green”, como eles chamam esses espaços) fica no topo e a vista lá de cima é fabulosa; dá até pra ver Canary Wharf e o Millennium dome ao longe. Ao redor da praça há uma igreja com um cemitério antigo, casas com janelas floridas e a estrada para Stapleford Abbotts.

Passei uns momentos de tranquilidade nesse banquinho curtindo a brisa e a vista, até que um cachorrinho chamado Tango veio bater papo e fizemos amizade.

Vi esse objeto exposto na beira da estrada, achei que fosse algum tipo de instrumento de tortura e estava certa; tanto servia pra chicotear pessoas quanto para mantê-las no lugar até a puliça chegar. Note que houve um tempo em que os ingleses não eram assim tão “gentis”.

Essa cidade é mesmo um lugar esquisito; você sai do metrô e em 20 minutos de caminhada pode estar levando uma chuva de mato picado pela cara porque um camarada num TRATOR está moendo grama seca para fazer comida de vaca pro inverno. Que a julgar por esse calor está ainda bem, bem longe de chegar.

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