The Year in pictures

É, a retrospectiva 2014 no Instagram não foi das mais abrangentes.Talvez porque o ano não tenha sido dos melhores; só uma teoria. Deixei muita coisa de fora por perfeccionismo, e uma das resoluções para 2015 é ser menos pedante. Embora eu prefira não divulgar certos acontecimentos (sabe como é, os abutres) e que eu seja mesmo um pouco seletiva com as fotos (curto ter um stream/blog bonitinho, que as pessoas tenham algum prazer em acompanhar) não quero me esquecer de que a idéia principal é me divertir e registrar o passar dos dias em square format. :)

(Por outro lado, em 2014 deletei quase todos os meus selfies. Decidi que definitivamente não é o meu forte, não é a minha praia, eu não me sinto confortável e não preciso me obrigar a isso só porque todo mundo faz. Ok? ok!)

Enfim, o que teve (e foi pro Instagram):

JANEIRO
Ano novo, planner novo.
Meu romance com a Filofax durou bastante, mas optei por um Hobonichi para 2014; preferi ter mais espaço para escrever, desenhar e colar minhas tralhas (também considerando me jogar no Project Life, porque eu não aprendo, risos). Mas não descarto a hipótese futura de voltar para a Filofax num outro set-up, porque agenda estilo fichário definitivamente é melhor.

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Meu aniversário. ♥ Melhor bolinho da Marks & Spencer com meu Sonny Angel de topping.

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FEVEREIRO
Window shopping em York

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MARÇO
Andanças. Desbravei vários cantos da cidade em 2014, mais do que em 2013 e me diverti/aprendi bastante no processo. De quebra serviu como exercício; os dez mil passos diários registrados no meu Pacer me transformaram de pessoa “sedentária absoluta” em “pessoa ativa”. Yay. Quase uma Pugliesi (#SoFaltaABarrigaNegativa #HajaWhey).

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ABRIL
Café. :) Também foi o mês em que fui para a Alemanha e Bruges (Part One and Two), e me surpreendi por não ter postado lá *nenhuma* foto dessas viagens. :/

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MAIO
Primavera.

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Jersey, para matar saudades por alguns poucos (mas intensos) dias. Incluindo sessões de fotos com uma modelo mirim especial. :)

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Churrasco.

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JUNHO
Copa (teve sim; cês reclamaram e valeu por duas).

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JULHO
Verão na cidade.

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AGOSTO
Casamentos (e festinhas na Ikea!)

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SETEMBRO
Piqueniques. :) E revoluções domésticas (esse quarto já está totalmente diferente, haha, whatever).

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OUTUBRO
Outono. E folias gastronômicas em Chinatown.

Beautiful Leeds. ♥

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NOVEMBRO
Veranico.

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Minha biblioteca, finally. :)

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Itália. ♥

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DEZEMBRO
Natal.

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Enfim, 2014 não foi um dos melhores anos na minha história recente e vai deixando um gostinho de anti-clímax. Não foi melhor ou mais marcante do que 2013, nem particularmente agitado; colecionei frustrações, fracassos e decepções e tive que me questionar sobre diversas coisas que eu já tinha aceitado como satisfatórias. Por outro lado me joguei nas oportunidades que apareceram de realizar coisas das quais eu não me imaginava capaz. E well, surprise: eu fui. \o/

Também fortaleci laços com pessoas importantes, muitas vezes depois de me decepcionar profundamente com elas. É quando o carro atola na lama que a gente descobre a força da tração nas quatro rodas. :) 2014 cimentou a impressão que eu sempre tive de que 90% das minhas melhores amizades são meio “disfuncionais” e é exatamente por isso que elas “funcionam”; gente muito bem ajustada costuma operar numa frequência diferente da minha, o que nem sempre dá liga. Acho que prefiro me arranhar nas arestas pontiagudas da personalidade de uma meia dúzia de doidos a rolar eternamente na ausência de atrito ao lado de 300 pesos mortos que não me provocam, não me acrescentam e nem fazem, de verdade, questão da minha presença. Para muitos desses acho que 2014 foi o fim da linha; não vamos nos sentir a falta.

Foi um ano de DR interna em que eu discuti em silêncio a minha relação comigo mesma, nem sempre chegando a conclusões muito agradáveis. Mas foi uma “chamada no cantinho” que precisava acontecer, e mesmo que não tenham tido resultado imediato eu espero, no futuro, me lembrar dessas conversas como o começo de uma revolução.

Manda ver, Fifteen.
Um melhor Ano Novo para todos nós, e muito obrigada pela companhia. :)

Throw Back Thursday: Val D’Isère

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Antes que a quinta feira e o Jesus Birthday terminem (no Brasil, pelo menos, porque aqui eles já são história), photo dump do Natal de 2005. Fomos gentilmente convidados a passar uma semana no chalé que um amigo (rico) alugou em Val D’Isère, um estação de esqui nos alpes. Esse foi o primeiro Natal que passei fora do Brasil, foi o perfeito White Christmas e foi direto pra lista de memoráveis para todo o sempre.

Eu nunca tinha visto neve na vida e o primeiro momento em que cruzamos caminho foi durante a parada pra xixi + cigarro do shuttle bus do aeroporto. Quando desci, sentindo o frio da morte, vi aquele pó branco num cantinho ao lado do meio fio e foi encantamento à primeira vista.

Segurei a onda, claro, porque mico de roceiro tropical dando chilique por causa de neve é sempre uma coisa meio ridícula de presenciar por quem já está acostumado/de saco cheio – mas peguei com a mão e fiquei chutando com a ponta dos pés, maravilhada. Depois de chegar na estação propriamente dita eu ia ter neve saindo das minhas orelhas por sete dias – mas foi aquele primeiro contato que se tornou inesquecível.

(sorry amgs pelo spam de fotos de baixa resolução e ruins; apenas pra deixar o registro, ‘k?)

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A árvore de Natal mais escrota da história dos Alpes. Acho que foi “decorada” pelas filhinhas pequenas do amigo do Respectivo, que obviamente não estavam muito interessadas na atividade e cuja mãe não estava lá para dirigir os trabalhos.

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O chalé em si era awesome. Quatro quartos e uma piscina aquecida. O aluguel incluía todas as refeições, preparadas e servidas pelo staff: uma vasta mesa de café da manhã, lanche pós-esqui (todos os dias eles assavam um bolo diferente) e à noite drinks e canapés seguidos de um jantar com entrada, prato principal, sobremesa e vinhos. Agradeci muito não estar pagando por tudo aquilo e aproveitei tudo o que pude.

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Baudelaire no banheiro demonstrando os produtinhos Bulgari.

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Eu, típico papagaio de pirata, fui só pra comer e ver neve. Até me enfiaram um par de esquis no pé, mas durou tempo o suficiente para eu perceber que aquilo não era pra mim e não ia dar certo. Umas das minhas maiores qualidades é saber o tamanho dos passos que sou capaz de dar. Passos esses que não seriam dados com esquis. Arranquei, joguei longe e fui procurar um lanche.

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Comida. ♥ Porque além dos banquetes no chalé havia também os restaurantes. As racletes, os crepes de Grand Marnier, as tortas, as batatas fritas, os vinhos e os cappuccinos. :)

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Havia também o frio. No sol era perfeitamente aceitável, mas assim que ele sumia a gente congelava. Certa vez o fim do dia me pegou toda serelepe de casaquinho e CALÇA JEANS nas montanhas. Voltei pro chalé andando sem sentir as pernas e quando cheguei estava vermelha como se tivesse pego sol das dez da manhã às cinco da tarde em Cancun.

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Pegue aqui o seu saquinho e colete as cacas do seu cachorrinho (ou do seu filho. whatever).

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Dica de esquiadores experientes: “never eat yellow snow” (nunca coma a neve amarela). O que levaria uma pessoa a comer neve me escapa, mas em todo caso, fica a dica. You never know.

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Foguetório de Natal. Não era nenhuma Brastemp Copacabana, mas asseguro que foi bem menos chocho do que parece nessas fotos.

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Foram sete dias de frio, neve, gula e alegria, que provavelmente não vão se repetir porque provavelmente jamais teremos grana para alugar um chalé desse nível (nunca se sabe, but) mas anyway, vivi a riqueza por uma semana (ao som de Last christmas I gave you my heart do Wham! que não parava de tocar em todos os restaurantes, cafés e pistas) e de nada mais me lembro. ♥

Ding dong merrily on high

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A caneca do Natal 2014 é Santastic.
O pijama do Natal 2014 tem estampa de zumbis (esqueci de fazer foto, please wait).

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Queria apenas informar que:
– Por motivos de força maior, vou ficar devendo a playlist de Natal 2014. So sorry. Melhorarei em 2015.
– Comprei DOIS panetones com PASSAS
– Estou comendo uma caixa de cookies. Com PASSAS
– Na cozinha tenho um saco de um quilo de PASSAS porque vai ter PASSAS na farofa
– E PASSAS na salada de batata
– E se bobear vou enfiar PASSAS no pernil.
– Considerando fazer um cordão de PASSAS pra pôr em torno da árvore de Natal.
– Parem com essa babaquice de fazer bullying com comida. Vocês ficam parecendo aquelas crianças pentelhas criadas a Toddynho com biscoito Passatempo que não comem nada além de batata frita e ficam empurrando os legumes pro canto do prato. Nós já passamos dessa idade, não é mesmo? Pelo menos cronologicamente. Vocês já são adultos e têm dinheiro pra comprar a porcaria do seu “chocotone”, então por que ficar reclamando das passas e frutas cristalizadas do panetone que os OUTROS compraram?
– Parem de reclamar da comida que mamãe fez com carinho.
– Largue o celular na hora da ceia. É rude e você fica parecendo um bobalhão batucando naquele aparelho o tempo todo. Mas é aceitável fingir que o celular vibrou quando o tio reaça fizer uma pergunta imbecil que você não quiser responder. Fingir passar mal e fugir pro banheiro também é válido. Nesse caso, não se esqueça de levar o celular.
– Presentes não são importantes. Tem outras oportunidades pra dar presente, esse não é o único dia do ano para isso. Presentes espontâneos e sem prompting, aliás, são os mais bacanas.
– O que você vai vestir hoje: não é importante.
– As bobagens que você vai ouvir hoje: idem.
– Lembrar desse dia quando algumas pessoas queridas não estiverem mais por perto: muito importante.
– Aproveitar a presença delas: muito, muito importante.
– Comer mais do que você acha que consegue: VITAL.
– Mas pega leve na bebida. Jesus não gosta de quem vomita no presépio.
– Fazer esse dia especial e de alguma forma mágico para as crianças: importante. Lembranças felizes que elas vão levar pela vida toda e passar adiante para os seus próprios filhos é o melhor presente que você pode dar. Não me lembro de quase nenhuma boneca ou cacareco que ganhei de Natal, mas lembro perfeitamente bem de tudo o que meus pais fizeram para que o meu Natal fosse feliz.
– Não subestime o valor de luzinhas para o seu estado de espírito. Compre todos os pisca-pisca do camelô: ajude a melhorar o Natal dele melhorando o seu. Acenda todos e me agradeça depois.
– Cuidado com curto circuito.
– Continua valendo meu conselho do ano passado.
– Sejam bons.
– Comam a porcaria das passas. Ou não. Só não encham o saco. ♥

Merry Christmas :)

[6 on 6] Christmas

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(vista interior do mercado em Covent Garden, Londres)

Enfim, novamente é quase natal. Ano passado foi o meu primeiro na casa nova. Foi lindo, teve luzinhas, teve comida e teve trilha sonora natalina. Só faltou a lareira, que infelizmente vai faltar esse ano também. Se eu puder fazer um desejo antecipado para o natal 2015 será ter dinheiro pra instalar uma lareira. Mas o natal de 2014 já conta com uma secadora de roupas (OBRIGADA, BLACK FRIDAY!!), então estou no lucro, haha.

Anyway. Natal na Inglaterra. Tudo muito próprio, onde renas e trenós e guirlandas cobertas de ivy e neve fake fazem *todo* o sentido. Risos. Quer dizer, só um pouco, se você considerar que aqui não tem rena e não é sempre que neva forte no Reino. Tivemos “snow luck” por alguns anos, mas ano passado = praticamente zero. Confesso ter ficado desapontada. Não há nada mais legal que acordar, abrir as cortinas e ver uma paisagem de snow globe do lado de fora. NUNCA perde a graça. :)

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(enfeites à venda em Waddesdon Manor, Hertfordshire)

DECORAÇÃO
O kit completo: árvore decorada, guirlanda na porta, muuuuitas luzinhas. Algumas pessoas perdem a mão (e obom senso) e cobrem a casa com pisca-piscas e bonecos de neve infláveis com cinco metros de altura e renas coloridas que acendem e piscam e causam ataques epilépticos nas pessoas e mexem a cabeça e reluzem em todas as cores do arco íris – aposto que o resultado pode ser visto de Marte, e se esticar o tamanho da conta de luz de Dezembro é bem capaz de chegar lá. Mas é inegável que andar de carro pelas ruas à noite se torna muito divertido. Eu sou adepta e batizei a atividade de “christmas bomb hunting”.

As pessoas levam suas árvores de natal a sério e compram toneladas de enfeites; há muita variedade nas lojas, mas é preciso correr porque no começo de dezembro os melhores já terão esgotado. Lojas de departamento famosas, como a Harrods, têm suas próprias linhas de enfeites (logotipo da loja incluso, claro). O famoso triângulo de velinhas estará em muitas janelas, e esse é o meu. :)

OUTDOORS/CULTURA
As ruas e shoppings também são decorados para a ocasião; as avenidas de compras mais famosas do centro (Oxford Street, Bond Street, Regent Street, etc) ganham decoração especial e há cerimônias com celebridades para marcar o momento em que as luzes são acesas pela primeira vez. Mercados e festas de Natal proliferam pela cidade, a mais famosa sendo a Winter Wonderland no Hyde Park. É muito animada e colorida, com uma forte vibe “mercado de natal alemão”, inclusive nas comidas, bebidas e barraquinhas com layout germânico. Mas tenha paciência porque as multidões costumam ser brutais – especialmente nessa época, em que a cidade está cheia de turistas. Outras opções são os rinks de patinação no gelo – o mais tradicional sendo o do Museu de História Natural (com barraquinhas de comida e presentes, bebida, corais, apresentações musicais, etc). Por toda a parte os teatros também apresentam pantomimes – fábulas de natal encenadas em estilo pastelão – que fazem sucesso com as crianças.

As manor homes (mansões campestres, muitas vezes habitadas por uma mesma família aristocrática por gerações – pense Downton Abbey) também se iluminam e promovem christmas markets vendendo comida, presentes e enfeites de Natal. Acho que nesse sentido Chatsworth foi a melhor a que fui até hoje.

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(enfeites à venda em Waddesdon Manor, Hertfordshire)

COMIDAS
A ceia aqui é à moda americana: servida no almoço do dia 25 e não na noite do dia 24 (eu celebro como nas duas datas, porque sim). Na véspera não há ceia, mas algumas pessoas vão à igreja ouvir os christmas carols – corais de crianças ou adultos cantando clássicos e hinos anglicanos tradicionais (lembra de Esqueceram de Mim quando o Kevin entra na igreja e eles estão cantando Carol of the Bells?). É realmente muito bonito.

No almoço de Natal temos o indefectível peru (alternativas aviárias: pato ou ganso), que aqui é servido “recheado” por uma farofinha úmida chamada “stuffing” e eu adoro. Também tem legumes assados no forno, os mais comuns sendo batata, cenouras carameladas e couve de bruxelas (com pedacinhos de bacon e queijo parmesão, hmmm), e as famosas “pigs in blankets” (mini linguiças enroladas em bacon). Também é relativamente comum servir salgadinhos antes da refeição principal (especialmente em festas), a versão natalina do delivery de fim de semana… Se não houver salgados pode ter algum prato quente como entrada. Existem diversos molhos que podem ser usados sobre o peru, feito com líquidos do próprio cozimento, bem como cranbery sauce (um molho de frutas vermelhas) ou bread sauce (feito com creme de leite e pão) para acompanhar.

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rena gigante na praça central de Covent Garden)

Não tem rabanada (que aqui se chama “french toast”), mas tem mince pies: pequenas “empadinhas” doces de massa folheada, recheadas com uma mistura de frutas secas e licor. Outras sobremesas tradicionais são o christmas pudding (que vêm à mesa flambado, em chamas – how festive) e o christmas cake. Não gosto muito de nenhum dos dois; acho a massa meio pesada e enjoativa. Os ingleses também importaram o stollen, que é um pão doce de origem alemã recheado de marzipan. O panetone/chocotone também é popular.

A galera capricha no booze – ingleses, como se sabe, adoram beber – e vinhos tintos, brancos, espumantes, champanhe e licores entram pesado na listinha do supermercado. Cerveja não é tão comum nessa época. O mulled wine (vinho temperado com especiarias e servido quente) é bastante popular, assim como o Bellini, um coquetel feito com Prosecco + suco de pêssego, tradicional no café da manhã. Para acompanhar todo esse vinhos temos queijos variados (stilton, cheddar, brie, camembert…).

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(Candy canes gigantes decorando o hall em Covent Garden, Londres)

No dia seguinte ao Natal (dia 26/12) ainda é feriado, conhecido como Boxing Day; existem várias teorias que tentam explicar o porquê do nome, que você pode encontar no link. O Boxing Day é mais uma desculpa para passar o dia comendo e coçando, mas especialmente é a versão britânica da BLACK FRIDAY! \o/ Sim, no meio do feriado, em plena ressaca de Natal, as lojas abrem fazendo liquidações. Todos os anos eu aguardo ansiosa pela reportagem na TV mostrando a multidão de chinesas na porta da Selfridges, aguardando a abertura da loja pra invadir e sair no tapa por uma Louis Vuitton ou Gucci com desconto.

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(papai noel de LEGO em Covent Garden, Londres)

A única parte que me irrita um pouco com relação ao natal aqui é o foco excessivo no consumismo. Se até eu, que não sou exatamente uma freira carmelita descalça, fico chocada com a euforia das compras e a obsessão por presentes, presentes e presentes, você pode imaginar o tamanho da loucura. Parece que sem isso nada mais importa – o clima, a família, a comida, as luzinhas, a neve, as músicas, O TAL DO JESUS pra quem acredita, etc. As revistas femininas tocam o terror psicológico, ensinando “como criar o natal perfeito” – mil receitas complicadas e potencialmente catastróficas, decorações elaboradíssimas, presentes caros exaustivamente escolhidos de acordo com a personalidade do presenteado, inclusive o cachorro (e até mesmo presentes extras para quem aparecer de última hora), cartões de natal postados na data certa, as melhores receitas do fatídico livro de Natal da Nigella ou Jamie… ou seja, uma pressão enorme e injusta, receita certa para um dia 25 de exaustão física e mental, muita culpa caso algo dê errado e estrague o cenário idílico de comercial de margarina e rombos lendários no cartão de crédito em janeiro. QUAL A NECESSIDADE DISSO?

Oxford Street e os shoppings ficam intransitáveis durante todo o mês de dezembro e eu juro que cada criança desse país, independente da renda, deve ganhar uns cinco presentes de cada familiar. Realmente não entendo isso. No fim você tem uma criança com ressaca consumista, olhando entediada para um monte de caixas, a expectativa atropelada pelo excesso.

Acho que o pessoal podia relaxar. Fazer ceias comunitárias onde cada um traz um prato, ou planejar algo simples e encomendar tudo. Convidar menos gente, acostumar cada criança a esperar menos e e simplesmente curtir a data. Reservar uma tarde fria no começo de dezembro para tirar as caixas de enfeites do sótão, botar Mariah Carey na vitrola e decorar a árvore com a criançada, comendo mince pies e bebendo chocolate quente.

Quanto a mim… All I want for christmas.. is food. :D

Outros Natais pelo mundo: TaísPaulaRitaSarah

Categories 6x6

Bella Italia.

No avião o sol estava se pondo quando eu finalmente consegui abrir a janela sem que o flare me cegasse. Lá embaixo, no crepúsculo, as vilas eram pequenos aglomerados de luzes douradas, cintilando por entre as fendas do topo dos alpes cobertos de neve.

I live for moments like this. ♥

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Eu tenho esse problema, um paradoxo na verdade, de querer conhecer o mundo ao mesmo tempo em que tenho partes do mundo favoritas para onde sempre quero voltar.

E esse foi indeed um bate-e-volta de apenas cinco dias; o bastante para ver pessoas queridas, comer bem, matar saudades e fazer planos de aposentadoria como a do velhinho que vi em Argegno – tomando café da manhã (queijo, salame e uma taça de vinho tinto, bless!) sentado numa mesinha de bar na calçada diante das montanhas refletidas no lago. Ou numa fazenda com bodes, lenha já cortada aguardando o inverno, panelas de ferro despejando carbonara com bacon defumado em pratos de porcelana colorida, aos poucos transformando em hábito o privilégio simples de estar ali.

I could live like this. ♥

(A segunda parte desse post infelizmente não vai existir porque eu perdi todas as fotos do meu hard drive. Oh well, vamos ter que voltar à Itália para fotografar de novo.)

Little by Little

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Depois de dois longos dias, as prateleiras da cozinha. Ufa. Furamos a parede em mil lugares diferentes (o parafuso quebrava, ou o local acabava não sendo adequado, etc) e tivemos que preencher, lixar e pintar todos os furos – inclusive os que as antigas prateleiras que estavam no lugar deixaram. Kitchen is now… 10% complete. :(

E os sofás chegaram. Montamos em meia hora (novo recorde?).

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(Eu devia ter passado a capa à ferro antes, mas enfim, vocês entenderam o conceito, risos)

O outro veio para a biblioteca:

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Essa mesinha está no momento passando por um processo de “makeover”.

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As caixas de móveis ainda por montar foram para a garagem. A aceitação da desistência.

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Sobrou muito espaço numa das estantes e eu pensei em redistribuir os livros entre elas, deixando lugar para objetos decorativos. Mas pra quê encher prateleiras de enfeites quando posso reservar o espaço para encher de futuros livros? Afinal, é uma biblioteca.

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Chantilly aprovou. Especialmente na parte da manhã, onde tem mais sol…

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Não leu nada por enquanto, mas acho que ela vai gostar do meu Book of the Cat.

O console que eu também herdei do escritório veio pra sala depois que eu movi o meu “console de caixotes” para a varanda). Também estou considerando pintar.

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O jardim está se recolhendo aos poucos sem a minha ajuda (eu deveria, mas chuva, escuro, frio, etc) porém eu queria deixar registrado aqui que estou encantada com o tom de vermelho outonal da cerejeira. Recolhi essas folhas do chão mas não tive coragem de jogar fora (ainda).

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Esse arbusto (cotinus) que plantei no fim da primavera chegou com folhas cor de vinho que depois adquiriram uma decepcionante coloração verde escura opaca. No outono, entretanto, elas se revelaram:

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E essa pequena que continua desabrochando flores no meio de Novembro? Bless. ♥

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We’ll call it Christmas when the adverts begin.

Os chás não têm, na verdade, gosto de abacaxi, laranja ou maçã.
Mas eu gosto das embalagens.

Chá novo e revistas velhas.

Os comerciais de natal começaram na TV. Ainda não vi o da John Lewis, que todos os anos produz alguma peça sentimental que vira o assunto da semana. Confesso que o único de que eu gostei foi esse, de 2010. Outro dia vi o primeiro anúncio natalino da Coca Cola de 2014 e me assustei: o ano oficialmente acabou.

Por essa época os jornais chegam pesados de catálogos de coisas que eu não tenho interesse em adquirir e usei-os para fazer uma fogueirinha no quintal. Comprei mais uma caneca para a minha coleção de louças da Ikea. Fiz doze quadradinhos coloridos de crochê; faltam apenas mais 348 para a colcha que eu provavelmente nunca vou terminar. Passei duas horas tentando pôr prateleiras na parede da cozinha (sem sucesso), assistindo Big Trouble in Little China com os meninos e pensando em como é terrível passar o Natal no Brasil e como é bonito o Rio de Janeiro no inverno. Saudade e alívio.

Yet another sunday.

Changes in light.









A luz mudou, muitas árvores já quase nuas, os dias são curtos, o vento se sente mais frio e a chuva fina irritante aos poucos começa a fazer sua aparição diária. Fase de instrospecção e análise e remoção de excessos. As camadas de lã e algodão que uso para me proteger do clima já são pesadas demais; não preciso arrastar peso extra por dentro.

Não quero mais cultivar em mim o que eu mesma não entendo. O veneno desnecessário, as indiretas diretas, as tentativas de atingir quem está apenas levando a vida – de uma maneira talvez vagamente reprovável, mas que se não prejudica por que raios importa? Por que me manter voluntariamente ao redor de gente a quem tenho tantas críticas a fazer? Preguiça de dar unfollow, block, deletar o contato do telefone, tirar o nome da lista de cartões de natal? Medo de acabar sem ter ninguém para dar like no status, na foto de festa, no selfie inseguro, na curadoria de fragmentos tentando reafirmar que a vida é bela e por favor, concordem, porque aí sim talvez eu acredite?

Abrir as garras desse afeto interesseiro e deixar as pessoas irem. Se tudo o que conseguimos pensar quando pensamos nelas se resume a escárnio, então para o bem de todos (delas e nosso) talvez devêssemos considerar esquecê-las. Otimizar o banco de dados, deixar na mente apenas o que valer o espaço que ocupa. Vamos nos deixar ir. Nos despedir com um aceno de mão imaginário e a consideração que não foi bastante para que pudéssemos ser amigos mas que talvez seja suficiente para nos libertar do estorvo da insinceridade.

The Green Den

No final do ano passado eu me apaixonei por suculentas e a varanda estava cheia delas. O romance prossegue, mas como 2014 não tem sido um ano dos melhores houve uma certa negligência e o contato se tornou mais esporádico. Agora, cerca de um ano depois do primeiro encontro, estamos tentando reacender a chama da paixão. A vantagem das suculentas é justamente a sua resiliência a maioria continua aí, firme e forte. E pronta para mais períodos de seca. :)

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Suculentinhas novas nascendo:

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Cactos também, por que não?

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Muitas perderam a cor e “esticaram”, infelizmente. Suculentas, além de pouca água, gostam de MUITA luz – quanto mais escuro for o verde das folhas, mais toleram a escuridão; as clarinhas ou coloridas precisam de sol para manter a cor, do contrário ficam escuras e opacas. A varanda não é o melhor lugar pra elas, mas é o mais iluminado da casa, então eu prefiro escolher as minhas mais pela forma do que pela cor.

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Então não sei se compro alguns “móveis de jardim” ou se apenas faço umas almofadas coloridas pras cadeiras, algumas plantas altas para pôr no chão e deixo assim mesmo. No momento isso não é prioridade, então eu tô usando mesmo é pra fazer crochê e escutar música – ocupando o espaço, a fim de evitar que o respectivo transforme a área em depósito de ferramentas.

[6 on 6] Neighbourhood

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Admito que a área central do borough de Havering não é o lugar mais tradicional, cool ou pitoresco de Londres. É o coração do subúrbio, quase divisa com o condado de Essex. Há vantagens: o comércio é excelente, relativa segurança, boas escolas, transporte abundante (várias linhas de ônibus e trem), pubs e muitos parques espalhados pela vizinhança. Já em termos de arquitetura… Digamos que no século passado houve uma expansão muito rápida de população, casas precisaram ser construídas depressa e nem sempre o fator aesthetics foi levado em consideração. Existem diversos prédios antigos e casinhas vitorianas, mas não são a maioria.

Essa é uma “market town” e o mercado medieval que existe aqui há 800 anos continua operante, três dias por semana. É claro que ele mudou muito desde então, e hoje em dia ao invés de vacas e porcos vivos podemos encontrar barracas vendendo comida, plantas, artigos de decoração, roupas usadas e CDs bregas. Temos três shopping centers e muitos clubes noturnos. Os restaurantes são meio mais ou menos, no entanto.

De modo geral eu curto morar aqui. Nos permitiu conseguir uma casa maior e ter um pouco de verde, espaço e silêncio. :)

Outros cantinhos na Irlanda (Taís), Holanda (Paula), França (Nicole), Portugal (Rita) e Noruega (Sarah).

That was the week that was.

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Sentindo frio de casaco dentro de casa. Que sensação maravilhosa. Vela aromática ancestral da Ikea. Perfume intenso, qualidade bem melhor do que as que eles produzem ultimamente. Achei três numa das caixas da mudança e elas estavam até meio oleosas, desprendendo essência durante anos de abandono. Se não me engano vieram de Bristol em 2005, quando comprávamos coisas para a casa que estávamos começando a arrumar. Nove anos.

Achei três, já queimei duas. Eis a derradeira

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Duas coisas que se fazem muito aqui nessa casa ultimamente: chá e bagunça. Mal posso esperar pra essa “mudança” acabar logo.

Inacreditáveis 20 graus no meio do outono, poucas nuvens num céu de brigadeiro, eu maldizendo a idéia de ter colocando uma camiseta de manga por baixo do vestido de lã. Beautiful end to a somewhat shitty month.

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A parte menos beautiful foi, como sempre, o atendimento no Caffé Concerto. Não sei por que insisto. Nem por que eles insistem em contratar essas moças que parecem ser alheias ao conceito de sorrir, retribuir o “hello!” e não agir como se trabalhar ali fosse o maior infortúnio de todos e cada cliente apenas mais uma inconveniência. Eu sei como é chato ser antisocial e ter que bancar a Miss Simpatia no trabalho. Mas se você quer trabalhar no setor de HOSPITALIDADE é necessário aprender a arte da falsidade. Do contrário eu fico chateada, você não ganha gorjeta e, se as reviews do estabelecimento no FourSquare e Trip Advisor continuarem a prejudicar o estabelecimento você pode ir parar na rua. E nós não queremos isso, então por favor, da próxima vez por obséquio não jogue o prato na minha mesa? Tenho certeza que você não faz isso com a vasilhinha do seu dog. Grata.

À noite tivemos festejos halloweenicos numa casa grande no centro, onde eu ameacei não ir porque não queria sair da dieta com doces. A solução foi inusitada: meu amigo, sem me avisar dos planos, me trouxe uma bandeja de LINGUIÇA.

– Eu trouxe uns chocolates diet e só posso beber vodca, ok?
– Eu acho que ele trouxe linguiça pra você.
– Haha, ele é zuão.
– Não, acho que não é brincadeira, ele trouxe linguiça mesmo.
– Gente, ele não ia trazer LINGUIÇA pra festa, né? É claro que é brincadeira.

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Não era. Uma bandeja com UM QUILO de linguiça apimentada de vaca (!) se materializou em cima da mesa, junto com uma garrafa de vodca. A festa era mais do mesmo: música ruim e gente chata bêbada/drogada/ambas/apenas bêbada e chata mesmo, por isso ficamos no conservatório (onde havia uma TV, um sofá florido da Ikea e um gato felpudo tirando um ronco embaixo da mesinha de centro) assistindo Splash (1984! 30 anos desde que Daryl Hannah saiu do mar pelada, pegou um táxi e foi parar na Bloomingdale’s) e fatiando linguiça com uma faca imensa de açougueiro e bebendo vodca misturada com diversos tipos de bebida sem açúcar. Mais low carb, impossível. ♥

E assim se foi Outubro. Mês perdido entre caixas e poeira, uma caçamba estacionada na frente da casa e muitas idéias para os próximos meses. Mun-rá give me strenght.

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O caminhão da mudancinha chegou, e com ele esse céu depois da chuva. ♥

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Halloween pelas ruas.

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Roubando o pastel de nata alheio pra fazer foto pro instagram. :D

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No carro, tendo idéias e vendo a cidade anoitecer.

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Comecei o dia no shopping, terminei jantando numa filial semi-vazia do Café Rouge em Weybridge esperando o engarrafamento LETAL na M25 morrer.

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Conseguiram fazer arte na espuminha do meu Americano – que não leva leite, e por isso eu fiquei boquiaberta. O bife estava gostoso. Não tem foto. :)

Coisas que eu acho nos supermercados aqui:

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1. Uma lata de corned beef, supostamente feita no Brasil, com o nome da cidade capital do condado do Devon e que ainda por cima é “halal” (o método de abate de animais aprovado pelo islamismo). Que mistura!

2. Sopa com sabor de… cock. I say no more.

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Have cat? Have box? WILL have cat in box. :)

Goodbye October.

Foguetório de Guy Fawkes na rua. Acho engraçado eles anteciparem a data pra “cair no fim de semana” quando a festa acaba antes das nove da noite anyway e não é como se fosse atrapalhar a “school night” das crianças.

Respectivo passou o dia em Stratford embalando tudo para pôr na van alugada e mudar o escritório. Veio brevemente descarregar caixas em casa e voltou para dar carona aos ajudantes. Abri uma champagne barata do Tesco, sentei na frente da casa sozinha e fiquei observando os fogos na rua, alternando o olhar entre o céu escuro pontilhado de pólvora em chamas e a grama meio úmida e pontilhada de folhas de outono sob os meus pés. Uma vibe reveillon, trilha sonora e cenário, como se eu tivesse de novo 10 anos e, de saia balonê amarela sentada sozinha no canteiro do jardim olhando a grama e os fogos e ouvindo os estouros, sentisse uma curiosa paz. Havia uma festa acontecendo em outro lugar; havia várias festas acontecendo em muitos lugares, a minha bebida estava gelada (outrora Keep Cooler, agora champã de 13,99), o clima estava ameno (verão no reveillon do Rio, outono a 20 graus Celsius aqui) e não havia absolutamente nada nem ninguém para interromper meus pensamentos.

Bliss.

Welcome, November.
Outubro não prometeu, mas também não cumpriu. Os últimos 30 dias foram caóticos, cansativos e frustrantes.
Esperando que os próximos sejam melhores. ♥

Dancing at discos, eating cheese on toast

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Depois de dias de desculpas esfarrapadas pra me deixar esperando, finalmente o caminhão do brechó veio buscar as coisas que vendemos. A maioria móveis do antigo escritório do Respectivo, mas também a nossa geladeira de Jersey, que estava ocupando espaço na garagem. No momento usamos uma pequena que veio com a casa, já embutida nos armários da cozinha. Não é grande, mas serve duas pessoas.

Lembro de quando a comprei, nove anos atrás, numa visita a Bristol com uma van emprestada do amigo do Respectivo. Fomos com a cunhada, e graças ao poder de persuasão dela conseguimos a geladeira pela metade do preço – porque era uma devolução de cliente que tinha recebido a cor errada. Ela também conseguiu que a loja nos vendesse um fogão que estava no mostruário. O vendedor tentou explicar que não era possível, mas ela fez o menino “subir para falar com gerente” umas cinco vezes (até se ofereceu pra subir ela mesma), até que o o cara deve ter perdido a paciência “VENDA PRA ELA, DÊ O FOGÃO PRA ELA, FAÇA QUALQUER COISA MAS TIRE ESSA MULHER DAQUI!”.

A geladeira funcionou muito bem por vários anos, e era legal apertar um botão na porta e tirar água filtrada e geladinha, ou apertar outro botão e tirar gelo (em cubo ou moído, à escolha). Só que era grande demais para o espaço disponível nessa casa, so it had to go. Fiquei meio triste vendo a bicha indo embora, eu e esse meu apego bizarro a coisas. Tchau, Big Fridge, you’ve been a good girl. Espero que vá para uma casa legal e tenha muitos anos de vida servindo a uma família grande, com crianças e adolescentes abrindo suas portas de 5 em 5 minutos e uma mãe que encha suas prateleiras de tupperware cheios de sopinha e carne congelada e cerveja pro churrasco e bolos de aniversário. ♥

Prateleiras das lojas já tomadas por enfeites de natal desde o final de setembro. Acho terrível que tenham passado por cima do halloween, mas a Inglaterra nunca foi exatamente fã desse feriado – apesar de ele ter se originado aqui, fora umas festinhas domésticas para crianças com copos de papel estampados com caveiras e festinhas em pubs para bêbados vestidos de vampiro, well… Nada.

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Três semanas desocupando espaço, colocando piso no sótão, arrumando lugar para coisas que estavam guardadas há anos em caixas cheias de aranhas mortas que estão sendo abertas aos poucos. Umas das coisas que achei foram as minhas agendas da adolescência. *insira risadas histéricas*

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O sótão, agora funcional, já está recebendo caixas (revistas, coleções, enfeites natalinos, lixos com carga emocional que ninguém consegue jogar fora, etc) e a mudança se tornando mais real com cada item que encontra a sua posição definitiva.

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Eu curto essas mini tigelas de cerâmica porque foram feitas pelo Respectivo na aulas de pottery, quando ele ainda era um pirralho de calças curtas.

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Acho que ainda temos mais uma semana de trabalho pela frente.
Depois disso é iniciar o processo de empacotar o jardim, dar um up na temperatura do aquecedor, tirar as luvas da gaveta, trazer os cobertores para o sofá, pensar no que vou comer no Natal e, aos poucos, começar virar a página de 2014.