The Miracle.

How many sorrows do you try to hide?
In a world of illusion that’s covering your mind
I’ll show you something good
Oh I’ll show you something good.
When you open your mind you’ll discover the sign
That there’s something you’re longing to find…

Cruel is the night that covers up your fears
Tender is the one that wipes away your tears
There must be a bitter breeze to make you sting so viciously
They say the greatest coward can hurt the most ferociously
But I’ll show you something good.
Oh I’ll show you something good.
If you open your heart you can make a new start
When your crumbling world falls apart.

The miracle of love will take away your pain
When the miracle of love comes your way again.

Flowers in the window, such a lovely day.

Domingo de sol, abortei o projeto Brick Lane + Spitalfields por preguiça e me joguei num pub lunch ao ar livre. Dessa vez o Volunteer, em Waltham Forest.

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His starter: queijo de cabra com chutney de cebola. O queijinho ainda estava borbulhando… ♥ Eu teria escolhido o mesmo, mas certeza que esse chutney leva açúcar. E eu teria ainda que desperdiçar o pãozinho.

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Meu starter: camarão ao molho de alho e óleo.

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His main course: mexilhões ao molho de vinho branco + batatas fritas. Não parece bonito na foto, mas yummy.

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O meu: frango grelhado ao molho cajun com salada e verduras. Foto saiu PÉSSIMA, mas estava bonitinho e bem gostoso, eu garanto. :)

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Na volta passamos numa nursery porque eu queria procurar flores. Na verdade era uma nursery propriamente dita e só havia árvores e folhagens. Só que o preço era tão bom e o pessoal que trabalhava lá tão bacana que eu acabei levando duas. Teria levado essa branquinha aí embaixo também, se eles soubessem me dizer mais sobre ela (pelo menos o nome ajudaria).

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Outro prejuízo do dia foi ter passado na Toy’R’Us de Ilford – eles tinham a Operetta e a Rochelle! Fui obrigada a trazê-las para casa. São muito mais lindas ao vivo do que eu imaginava, e agora o Monster Count da casa já passou de vinte. :)

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Uma das folhagens que eu comprei; achei que o amarelo ia ficar bacana contra o azul do shed e acertei:

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A outra, com essas folhas vermelhas maravilhosas – e que deixaram a minha hortênsia ali do lado morrendo de inveja desbotada.

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Broadway Market

O dia amanheceu ensolarado. Ficar em casa seria quase um pecado e eu resolvi enfim conhecer o Broadway Market, que fica não muito longe de casa e tem uma reputação de ser o paraíso das delícias. Foi meio dureza achar estacionamento, como esperado. Mas quando achamos era gratuito.

Uma caminhada de dois minutos ao longo do Regent’s canal antes de chegar ao mercado me rendeu o prazer de apreciar as casas-barco ancoradas à margem. Algumas eram apenas residenciais, mas outras serviam também como lojas de doces e bolos, palco para apresentações, brechós e livrarias. ♥

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Esse estilo de pintura é chamado “canal boat art” ou “narrow boat painting”. As cores tradicionais são vermelho, verde, amarelo e azul, e os temas incluem rosas, castelos e alguns geométricos. A tipografia também é bastante peculiar. Alguns exemplos podem ser vistos aqui.

Frocks a’float! Roupas usadas, é claro:

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E esta é a livraria, onde eu obviamente passei tempo demais e acabei gastando dinheiro.

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Além de livros, o barco era provido de… gatinhos! ♥

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Cerca de uma hora depois consegui sair da livraria e terminar de chegar ao mercado. Hipsters por toda a parte desfilando seus looks montados. Estava quente, mas sem aquela sensação desagradável de suor escorrendo, pele grudando e dificuldade pra respirar o ar saturado. E ainda existe quem reclame de climas secos.

Almoço @ The Dove, com as compras na mesa. Adorei esse espelho de vidro lapidado.

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Isso aí era um bolinho de hadoque com batata, espinafre cremoso e um ovo poché em cima. :)

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Não havia quase nada que eu pudesse comer no menu, mas eu não estava com fome anyway. Mandei ver numa entrada de prosciutto de parma com salame + saladinha.

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Numa das lojas do mercado eu encontrei essa máquina de costura. Com tema de union flag.

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Vontade de mandar pesar 100 gramas de TUDO e levar pra casa.

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No estacionamento da The Dog and Wardrobe (loja de móveis utilitários antigos) eu me encantei por essa Vespa que, de acordo com o emplacamento, devia ter pelo menos 50 aninhos de idade.

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Planos de retorno já foram feitos. :)

Life goes on, long after the thrill of living is gone.

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Heat waves não são felizes, mas induzem ao consumo de álcool. And this is good.

E olha, ainda tem bolo.

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De coco e limão, com um buttercream divino. E a minha edição atrasada da Oh Comely que chegou hoje. Fui ao mercado e comprei cerveja, cidra de pêra, pipoca, brioches, leite condensado e uma lasanha para jantar. Recebi uns emails queridos e, depois do lixo que foi essa semana, a sexta feira está sendo maravilhosa. Este foi o primeiro dia de 2012 em que pude abrir as janelas:

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Gnomo Guineto is so happy and sends his love.

Marcando 23 graus em Londres e eu não sei se procede – acho que é mais. Os parques já começaram a encher de gente, o sol já chegou ao jardim e com ele eu também cheguei:

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Thank you, spring, for finally showing up. ♥

It’s twenty seconds until the last call

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Última edição da Lula. Fora o preço absurdo e a cara assustadora dessa modelo na capa, nada digno de nota. Revistinha tá ficando bem ruim, viu? Cadê aquelas ilustrações lindas, pautas imaginativas, diagramação criativa, ensaios com fotos incríveis? Hoje em dia parece só mais uma fashion magazine com moças magras, brancas e entediadas usando roupas de cinco mil libras. Só que com publicação bianual e custando oito dinheiros. Frankie e Oh Comely estão dando um banho, custam menos e tenho seis edições por ano de cada uma, ao invés de apenas duas da Lula (que por sinal tem o site mais metido a minimalista porém tão somente tosco do universo). Acho que essa vai ser a última.

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Washi tape party! Chegaram as que comprei do chinês (washi washi) no Ebay. Cinco dólares de shipping não importando quantos rolinhos você comprar, e até que chegaram rápido. Qualidade bastante aceitável. Ou seja, continuarei me endividando com papel por um período indeterminado. :) As canetas POSCA vieram de uma promoção da Amazon: um estojo de seis por nove libras e eu tinha um cupom de cinco. Result.

Rochester

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Rochester é uma pequena cidade no condado de Kent, às margens do rio Medway, famosa pela catedral e pelo castelo homônimos. Num daqueles domingos onde a gente pega um mapa, sorteia uma localidade qualquer na base do dedômetro e decide “vamos”.

Por coincidência chegamos exatamente no primeiro dia de celebrações do Sweeps Festival, onde vários grupos de danças folclóricas se apresentam pelas ruas. Foi bacana porque pudemos participar da festa, e péssimo porque levamos uma hora procurando estacionamento uma vez que o lugar estava cheio de gente assistindo às apresentações de dança, música, comendo sanduíche de porco assado e donuts fresquinhos.

A cidade também tem boas lojas de móveis usados, antiguidades, sebos de livros e brechós. Sem mencionar a catedral, que é linda, e o castelo – onde eu não entrei, apenas admirei do lado de fora. Vale a visita, mas a quem quiser um dia comparecer ao Sweeps Festival eu recomendo deixar o carro na garagem e encarar um trem. E à prefeitura da cidade eu sugiro: que tal um estacionamento maior? 

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Blue is a colour.

A primeira vez em que vi você depois da infância teve trilha sonora: trovões. A chuva não estava nem perto ainda, mas os céus já estavam cor de hematoma e se fosse mesmo chover daquele jeito o mundo ia acabar num remake do Dilúvio. Eu fiz uma piada ruim – como todas as outras que eu já havia feito e farei na vida – envolvendo uma suruba coletiva na arca de Noé para repopular o planeta quando percebi você ali. Quer dizer, “perceber” não era bem a palavra. Até hoje não descobri qual dos meus sentidos acusou a sua presença primeiro, mas tenho quase certeza de que senti o seu cheiro antes mesmo de distinguir a sua voz em meio às risadas mornas que a minha piada recebeu por educação.

Revi primeiro os seus sapatos. Botas pretas e curtas de couro, que deixavam à mostra as meias cor de vinho. Era tão improvável aquela cor que eu nunca mais a esqueci; acho que sou capaz de apontar o tom na escala Pantone. Outro dia mesmo comprei um pacote com seis meias no supermercado e, quando achei entre elas uma quase da mesma cor das suas, tive um déjà vu desconfortável; até as suas meias são difíceis de esquecer.

16 anos de carisma inabalável e eu lá, mal entrada nos treze e calçando chinelo cor de rosa – o equivalente na escala de coolness de fazer xixi na cama. Não havia a menor condição de competir, menos ainda depois que a piada ótima que você fez da minha piada ruim detonou uma explosão de gargalhadas na platéia. Filho de uma puta. Só não te odiei mais naquela hora porque minha lógica torta me soprou a seguinte idéia errada: “ele está te dando mole”.

Até hoje não sei o que me levou a concluir aquilo, já que você nem sequer estava olhando na minha direção e tinha uma moça pendurada no seu pescoço. Vai ver o fato de você também não estar olhando na direção dela tenha me dado esperança – quando o mundo não conspira a nosso favor a gente faz o que pode pra acreditar. Encarei a sua bochecha por uns seis segundos até que você se dignou a olhar para mim, com aquela outra cor que eu também nunca vou esquecer. E aí você riu, e eu ri também, e aí danou-se e a meia hora seguinte pegou a gente sentado num banco de concreto perto do muro e eu chutando com força os seus sapatos e perguntando se naquela loja “tinha meia pra homem” e você respondendo “sim, mas essa era a última; pra baranga ainda tem, quer o telefone?” e a gente rindo mais e elogiando a bunda perfeita da menina que até meia hora atrás estava pendurada no seu pescoço e agora tentava uma partida de vôlei solitária com a parede.

Segredinho meu que você provavelmente já conhece: apesar dos protestos fingidos, eu sempre apreciei o modo maquiavélico com que você jogava farelos para a minha auto estima ao mesmo tempo em que cavava o buraco onde ia enterrá-la dali a pouco. Com treze anos eu não me incomodava em esperar pela sua mão para me tirar lá do fundo depois. Com o passar do tempo eu fui me acostumando aos desenhos que fazia nas paredes do buraco e por muitas vezes  até preferia ficar lá dentro mesmo, arte-finalizando à mão a representação gráfica do meu fracasso, a sair de lá e ter que encarar a realidade sem direito a retoque. Com o passar do tempo o buraco virou a minha casa, a minha zona de conforto ilusória e eu precisava me esforçar demais para querer sair dele. Com treze anos eu só precisava chutar as suas botas.

Aleatórias chuvosas.

Tem chovido, aqui. Bastante. O que é legal porque aparentemente não chovia há séculos nessa área, as reservas e os rios estavam secando e a gente de fato precisava. Mas também é péssimo porque eu estou com um monte de projetinhos (que dependem de tempo firme) atrasados, não aprecio sair de casa munida de sombrinha, estou cansada de ter que me enfiar em mil e quinhentos casacos antes de pôr os pés na rua e as minhas flores estão morrendo ensopadas. Hoje, por exemplo, choveu granizo. EM MAIO.

Basta, São Pedro. A seca acabou. Roll on com essa primavera porque essa chuva toda está afogando a minha vontade de viver.

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Vestido novo, blackbirds no jardim e veadinhos em Richmond Park. ♥ Preciso voltar lá quando o clima estiver menos, erm, úmido.

Lewes Antiques

Estive em Lewes há algumas semanas, a fim de dar uma olhada no famoso mercado de antiguidades – que tem mais cara de junk shop. O que é ótimo, porque “antiques” em geral são caros e sisudos demais. Meu alvo costuma ser o junk mesmo, que cabe no meu bolso e no meu gosto.

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Royal mugs. Me arrependi de não ter comprado essa da Rainha Vitória, à direita; da próxima vez que voltei, ela não estava mais lá.

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Adorei esse postal, um desfile de moda nos anos 40/50.

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Por fim, almoço no pub. Olha o tamanho desse fry up; estava, literalmente, caindo do prato.

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Cerveja no frio? Se for ale, pode. ;)