Tomorrow is another day.

Hoje acordei e havia 365 seguidores neste blog. Número auspicioso para o dia 365 do ano.

Não querendo bancar o “grinch do ano novo”, eu não tenho muito interesse nesse clima de “renovação” mundial coletiva catalisada por 20 minutos de fogos. Não acredito em anos, não acredito em “últimos” dias do ano nem em compartimentalizar a existência em blocos de trezentos e sessenta e cinco dias, como se o próximo bloco fosse de alguma forma diferente do anterior. No ginásio, o ano novo pelo menos trazia a oportunidade de começar a rabiscar numa agendinha nova. Hoje em dia a agenda fica no iPhone e eu não troquei de celular.

Por outro lado (e para não infectar ninguém com a minha negatividade crônica) acho válido encenar esses recomeços. Muitas vezes eles acabam sendo o pontapé pra tirar a bunda da cadeira e tomar atitudes necessárias que vinham sendo adiadas por inércia. Se a gente precisa de um empurrãozinho de vez em quando para voltar a fazer planos e sonhar com o futuro, por que não? Os meus planos para a noite de hoje incluem um prato de arroz, feijão, farofinha de ovo, frango à milanesa, bolo de sobremesa e, para beber, CIDRA. Sim, o menu “Volta às Origens” deve ser completo. Melhor que isso, só se eu fechasse a noite com paçoca. Opa, que a padaria ainda está aberta…

Fora do âmbito alimentar, meus planos incluem solidão. Minha mãe deverá ir para a igreja, e nem com a promessa de um banquete depois do culto da meia noite eu me animei a acompanhá-la. Meu pai provavelmente vai estar dormindo. Recebi convites de última hora, mas que a) por que não convidaram antes? e b) eu quero mesmo estar rodeada de “gente que não me convidou antes” quando posso estar em casa comendo bolo?

Meus planos certamente não incluem o Reveillon de Copacabana. Em muitos anos de Rio de Janeiro, passei apenas duas viradas na “praia mais famosa do Brasil”. Num deles eu estava com amigos e a gente ficou lá, bebendo latinhas de cerveja quente no meio do tumulto, todo mundo de roupinha branca (macumba coletiva?) estourando garrafas de Cereser. Naquela época, naquela idade e principalmente naquelas condições financeiras, a gente acreditava que aquilo era melhor do que nada – ou seja, melhor do que ficar em casa comendo. Mas depois daquela noite, chutando areia com o tênis, passando calor, pisando em despacho e com medo de assalto, começamos a questionar nossas certezas.

No meu segundo reveillon em Copacabana (2004) eu estava num restaurante na orla, sentada na varanda, cercada de gringos – entre os quais respectivo. Foi o ano em que o vento trollou a festa e soprou a fumaça dos fogos na cara das pessoas. Teve gente reclamando que nem deu pra ver o foguetório direito, e eu sinceramente estava mais interessada em ver os camarões no meu prato e fazer piada da situação.

image

Ou seja, nunca tive experiências muito boas; nem como povão, nem como classe média. Na adolescência já passei reveillon com um amigo vendo os fogos do quintal – ele, moço do interior, encantado com o espetáculo e nem estávamos na Zona Sul. Já passei reveillon em Jersey dentro de casa, me saboreando quitutes e espumante com Respectivo e rindo dos especiais Top 50 qualquer-coisa na TV. Já passei reveillon vestida de preto, com All Star coberto de tachinhas e coleira de cachorro no pescoço, bebendo cuba libre com a turma de góticos. Já passei reveillon na piscina com o namorado enquanto os pais dele brigavam e puxavam facas um pro outro na cozinha e a gente só conseguia rir. Já passei reveillon sozinha, sentada na calçada de casa, olhando os fogos coloridos no céu e me sentindo a mais feliz das criaturas. Já passei reveillon dormindo porque a preguiça de tudo e todos à minha volta havia me vencido e Morfeu me parecia melhor companhia do que qualquer outro com quem eu poderia estar.

Hoje em dia eu prefiro Natal a Reveillon. Porque gosto do tema, da decoração, das comidas e de que a programação já está resolvida: basta passar em casa com a família, comendo. Ano Novo traz todo um stress envolvido de “o que fazer/onde passar a virada”, comer lentilhas, pular ondinhas, usar branco, QUECORDECALCINHA, todos os clichês. Não tenho afeição por esse sincretismo religioso de ocasião, mais falso que nota de sete reais. Não tenho empatia com gente que se faz de católica na véspera indo à igreja pedir benção divina e depois vai falar mal da família, sonegar imposto, trair a esposa e poluir o mar atirando flores para Iansã em prol das “boas energias”. Ora me poupem. Dia seguinte estão de ressaca, Iansã (ou melhor, a maré) cospe tudo de volta na areia, já decomposto, apodrecido e fedido, e toda as “boas vibrações” se resumem a duas coisas: lixo e mais trabalho pra equipe de limpeza urbana.

image


Um dos melhores reveillons que passei na vida se deu numa função no terreiro de umbanda da minha avó paterna. Eu era bem pequena, mas lembro de mulheres vestidas de branco, com saias longas e rodadas de renda, turbantes, colares coloridos e que rodopiavam sorridentes ao som dos tambores. Elas faziam uns passinhos que eu tentava imitar, vestida com uma cópia em miniatura da roupa delas que minha mãe fez pra mim

Tinha uma mesa nos fundos, do lado de fora, cheia de tigelas de comida gostosa. E outros pais com crianças, mas eu era a neta da dona do terreiro (ela tinha outros, mas eu era a única que estava lá) e por isso estava no topo da cadeia alimentar: todo mundo vinha me apertar bochechas e rir das minhas tentativas de imitar as filhas de santo. Eu adorava os quadros com as imagens, e a de Iemanjá era especialmente linda, exatamente essa e eu ficava fascinada com aquela mulher de cabelos longos saindo do mar com uma estrela na cabeça. Depois eu acabei ganhando o quadro de presente, que meu pai infelizmente deixou para trás quando vendemos a casa. Muita música, o terreiro e o altar (decorado com uma mini cachoeira) eram generosamente enfeitados para a ocasião, eu roubava a pipoca e a canjica dos santos, era paparicada e assistia aos fogos do terraço; eles soltavam aqueles sinalizadores de navio e uma luz em forma de seta que eu só vi uma vez e nunca mais esqueci. Quando a gente é criança tudo é mágico, tudo é surpreendente. Depois chega o cinismo.

image


Me perguntaram se 2011 foi um ano bom. E a resposta foi: melhor que 2010, certamente. Eu não passei 2011 tendo crises de ansiedade e não houve um único dia em que eu fosse obrigada a pisar num consultório de oncologia para fazer uma biópsia. Eu nunca soube o que desejar para o meu pior inimigo antes. E agora, exatamente por saber, não desejaria.

Como este foi um ano ok, eu pensei que talvez devesse celebrar sua passagem com uma festa. Comemorei o término de um ano ruim (2010) tomando Perrier Jouet numa festa em um hotel lindo em Dinan, no norte da França. Esse ano eu estarei num apartamento barulhento na baixada fluminense, comendo bolo sozinha. Se é pra ficar em casa, que pelo menos seja da maneira que eu mais gosto: all alone with myself. Nada é mais deprimente do que se esforçar para se animar e falhar. O melhor é aceitar a derrota enquanto o mundo repete no automático o script de celebração anual. Não estou sendo subversiva, estou apenas sendo preguiçosa.

Planos para 2012? A princípio, os mesmos que fiz para 2011: sobreviver.
E se sobrar energia, pretendo ler mais, ver mais filmes (Allah sabe da pilha de livros e dvds que eu tenho pra ler/assistir), me forçar a sair mais de casa porque eu sempre gosto quando me livro da inércia e subo naquela bicicleta para receber um pouquinho de ar puro nos pulmões. Fazer algum tipo de exercício, mesmo não gostando. Não voltar a ganhar peso, não só por razões estéticas mas porque eu estou verdadeiramente encantada com a minha nova capacidade de subir degraus, ladeiras, carregar peso e conseguir respirar ao mesmo tempo. Adotar pelo menos mais um gato. Me mudar (é mais um sonho que um plano, porque não depende só de mim).

Voltar a fazer minhas colagens, costuras, fotos, enfim, todas as coisas que gosto e passar menos tempo me aborrecendo com humanos em redes sociais. Sugiro o mesmo para todos, já que internet devia servir pra informar, divertir e relaxar; não irritar. Viajar. Quero ir para Tóquio, de preferência antes que o mundo acabe. Depois que eu for, por mim pode acabar. Bucket list status: COMPLETE. Também tirar da lista Praga e Brugges, tão próximas e fáceis e ainda assim eu nunca fui. Ir a mais shows, mesmo que sozinha, porque eu preciso aproveitar a oportunidade de ter shows frequentes e baratos tão perto de casa. Visitar meu best friend na Itália. Ou até no inferno, se ele estiver morando lá.

Beber mais água (e mais coca zero para compensar o sacrifício). Separar roupas para doar, jogar os lixos fora e organizar meu guarda roupas. Definir prioridades a fim de gastar menos dinheiro, apesar de eu já gastar pouco. Comprar um BOM aparelho de som, porque uma dessas prioridades é música. Ser mais organizada no âmbito doméstico. Assinar o Spotify. Assinar algumas revistas. Assinar os canais de filmes na SKY. Cancelar o Lovefilm. Voltar a escrever diariamente, apenas para mim. Continuar sem filhos. Continuar acreditando. E, se tudo falhar, continuar somente, que já está muito bom e é melhor do que a alternativa.

image


Não acredito em datas. Acredito em fases ruins. E acredito que elas passam.
E, acima de tudo, acredito que tudo poderia ter sido muito, muito pior para a maioria de nós que estamos na internet reclamando de 2011. It wasn’t that bad.

E afinal, amanhã é outro dia.

image

Happy New Year. ♥

25 merry melodies

Não tendo nascido numa família religiosa, o Natal para mim sempre se resumiu a duas coisas somente: comida e música.

Entre as as lembranças mais remotas dos natais da minha infância eu incluo passar o dia 24 de dezembro sentada no chão da cozinha lambendo latas de leite condensado descartadas pela mãe e os vinte e cinco primeiros dias de dezembro ouvindo esse disco até furar o vinil. O cheiro do peru sendo assado e o vizinho tocando pagode no último volume enquanto queimava a carne do churrasco. Minha mãe polvilhando as rabanadas (que eu adoro) com canela (que eu odeio) enquanto colocava na vitrola mais um CD do Roberto Carlos (que eu adoro) ou do Agnaldo Timóteo (que eu odeio). Meu pai assando castanhas, eu assando sob o sol e ouvindo minha fita mal gravada dos Smiths enquanto esperava a chuva que *sempre* caía na véspera de natal. A melodia piegas, porém grudenta do comercial do Banco Nacional ou o emocionante jingle natalino da Varig pontuando os especiais de TV, enquanto a pequena Lolla engolia bolinhos de bacalhau ainda quentes em série, sentada no sofá da sala sob as luzinhas piscantes na árvore. Não havia tanta expectativa pelos presentes como havia pelos cheiros, sabores e sons do Natal.

Por isso hoje eu pensei em fazer uma mixtape indie, depois mudei de idéia e considerei fazer uma rock’n’roll. E depois uma clássica anos 50, ou uma com regravações, ou uma só com vocais femininos ou ainda uma só de hinos religiosos cantados por artistas pop. Depois resolvi parar de ser hipster, me render ao clichê da data, misturar tudo e saiu isso aí. Curiosamente, eu nem mesmo gosto de algumas dessas músicas, mas é inconcebível pensar em Natal sem elas. Músicas que me acompanham desde a infância e outras que conheci quando mudei de país. Elas me irritam, me emocionam, me fazem rir, me fazem dançar, me fazem ter vontade de assassinar os intérpretes com requintes de crueldade, me deprimem, me lembram de fantasmas de natais passados e de como eu gosto dessa época do ano. E querendo ou não, se tornaram parte da trilha sonora do meu Natal e da minha vida.

Trilha que eu já passei para um CD e estarei ouvindo amanhã. All day long, como é de hábito.

(mas deixei a Simone de fora; NOT SORRY)

01. Winter Wonderland – Bing Crosby
02. Do They Know it’s Christmas? – Band Aid
03. Driving Home for Christmas – Chris Rea
04. Let it Snow – Dean Martin
05. Santa Claus is Coming to Town – Jackson 5
06. All I Want for Christmas is You – Mariah Carey
07. Rudolph the Red Nosed Reindeer – Destiny’s Child
08. Last Christmas – Wham!
09. Silent Night – Frank Sinatra
10. Have Yourself a Merry Little Christmas – Judy Garland
11. Merry Christmas Darling – The Carpenters
12. Jingle Bell Rock – Bobby Helms
13. Rockin’ Around the Christmas Tree – Mel & Kim
14. Baby, It’s Cold Outside – Tom Jones & Cerys Matthews
15. Santa Baby – Eartha Kitt
16. Fairytale of New York – The Pogues & Kirsty MacColl
17. Walking in the Air – Aled Jones
18. A Wonderful Christmas Time – Paul McCartney
19. Merry Christmas Everybody – Slade
20. We Wish you a Merry Christmas – Weezer
21. Blue Christmas – Elvis Presley
22. Christmas Through your Eyes – Gloria Estefan
23. War is Over – John Lennon, The Harlem Community Choir, Yoko Ono & The Plastic Ono Band
24.O Come All Ye Faithful – Luther Vandross
25. White Christmas – Darlene Love

image


Have yourself a merry christmas. ♥
E mandem mensagens de amor pro meu TIM Infinity.

Rio, quase 40 graus.

Chuva e sol intermitentes. Internet idem, e que só funciona até o telefone tocar. Calor. Suor, muito. Barulho de trânsito, de engarrafamento, da igreja que faz vigílias quase diárias e me faz compreender por que Deus permitiu que a granada de mão fosse inventada. Voltar a ver amigos, voltar a me irritar com eles. Depender de condução que não tem leis a obedecer. Carestia, 45 reais por um pacotinho de Post-it. Pessoas que me sorriem e falam comigo, pessoas que não olham para mim. Cartões de crédito e dinheiro dentro da calcinha numa bolsinha plástica; kit prevenção de assaltos. Alto da Boa Vista. Alto Leblon. Baixo Gávea. Baixada. Festa. Feira dos Nordestinos. Carne de sol deliciosa, porém paguei seu peso em ouro. Praia de Ipanema à noite. Metrô. Telefone tocando. Toda. Hora. Maquiagem não, filtro solar sim. Panetone com leite condensado. Queijos ruins. Carrocinha de churros. A reforma que ainda não aconteceu na Central do Brasil. Minha árvore de natal brasileira. Inchaço. Brigas. Pele boa, cabelo péssimo. Celular sem plano de dados. Chip da TIM, plano Infinity (stop calling, stop calling, i don’t wanna talk anymore). Ana Maria Braga. Novelas ruins. Reprises dubladas de Everybody Hates Chris me salvando a vida. Beber com minhas primas. Táxi de madrugada. Ônibus que não roda de madrugada. Frangão de Natal. Zero clima de Natal. Planos para o Ano Novo. Saudades. Risadas. Olhos revirando. Ver as coisas de sempre com novos olhos, ver coisas novas com os olhos de sempre. Não saber se fico. Não saber se vou. Não saber por que estou aqui. Não saber por que estou lá.

Calor demais, e o verão nem mesmo começou.

image

Trippin’ back.

Cheguei ontem de viagem (cinco dias em Milão e dois em Hanover), louca pra cair na cama e dormir umas vinte horas, mas tive uma recepção deliciosa: Chantilly desocupou todo o conteúdo do seu intestino em cima do meu edredom. Impossível entrar no quarto, dado o cheiro. Recolhi o “material ofensivo”, abri as janelas, acendi uma vela BASTANTE perfumada e, às onze da noite, fui procurar no google o endereço de algum supermercado próximo que ficasse aberto 24 horas a fim de comprar outro edredon – porque todos os outros que temos aqui ela já tinha “batizado” e estão na fila da lavanderia.

E pensar que eu não tive filhos para não ter que lidar com excrementos alheios, HEIN.

Enfim.
Vamos falar de coisas mais, erm, “perfumadas”. Literalmente:

imageimageimageimage


Achei na H&M italiana, e eu sou A Louca das Latas. Os brinquinhos de tigre eu comprei por aqui mesmo (só não lembro onde); o porta maquiagem de renda também é H&M.

Como eu estava em Milão fui visitar as lojas da KIKO. Gosto dos esmaltes dessa marca milanesa, que só agora começa a fazer algum sucesso por essas bandas. A loja e as embalagens têm um jeitinho de MAC mas os preços são mais suaves, sem economizar na qualidade. Esses esmaltes custaram 1.50 euros cada e estou usando o cinza esverdeado há quase uma semana.

imageimage

De lá também vieram os lipglosses. Não gosto muito de maquiagem e muitas vezes um batom leve e máscara para cílios são as duas únicas coisas que me animo a usar. Tenho vários batons escuros, mas batons escuros e opacos envelhecem. Vamos testar então o efeito rejuvenescedor dos brilhinhos labiais.

imageimage


Esses aí se dizem “extra volume”, mas não percebi nada muito diferente – no máximo ilusão de ótica, já que os brilhos refletem a luz e fazem os lábios parecerem maiores.

image


Continuando o assunto batom (futilidade imperando hoje, tenham paciência), olha só que bonitinhos esses protetores labiais. O da Hello Kitty veio de uma filial do Carrefour (!) em Milão. Tem cheirinho de framboesa mas só serve para proteção porque não tem cor. Já o da Labello… Não por acaso, minha marca favorita de protetor labial. No começo do ano achei dois na França (morango e cereja, maravilhosos) e dessa vez encontrei esse novo sabor (goiaba!) na drogaria Rossmann de Hannover. Se alguém achar protetores Labello em viagens, especialmente os da linha “Fruit and Shine”, compre sem pestanejar.

A caveirinha e o coração com a Union Flag são da Primark (a filial de Hannover acabou de abrir e, apesar de ser sucesso absoluto, não vive cheia de gente mal educada e que joga as roupas no chão como aquele pesadelo de Oxford Street); a estrela é da Forever21.

. imageimage

O  ursinho panda e a coroa são do Ebay e a estrela é Forever21 – linda e brilhante, mas eu não percebi que estava com uma pontinha quebrada e a vendedora não me alertou. Ela certamente percebeu o defeito porque, assim que pegou o anel, berrou: “NÃO TROCAMOS BIJOUTERIAS!!” e eu lá, sem entender, fazendo cara de “whatever, filha”. Duh.

Um pedacinho de Milão, ao lado da inacreditavelmente linda catedral de Duomo. Segundo o Respectivo esse é o melhor chocolate quente da história da humanidade. Olha esse biscoito. Olha quanto chantilly. Olha esses saquinhos de açúcar em formato de coração. E a bebida parecia uma sopa cheia de pedaços de chocolate semi derretidos dentro. Até eu, que não gosto de chocolate, fiquei tentada.

image

fall in love? fall in coffee!

Café no novo shopping de Hanover, a Ernst August Galerie. Três andares e bem organizado (this being Germany), mas achei meia bomba uma vez que a maioria das lojas lá dentro existe às dúzias do lado de fora. Enfim. O café estava péssimo. Nota-se imediatamente a diferença na qualidade quando se sai da Itália. Mas o pequeno Darth Vader foi uma tentação à qual eu não consegui resistir. Queria ter levado outros personagens, mas pegar leve nas inutilidades é preciso.

Come to the dar side… we have coffee.

Looking a lot like christmas.

Natal quase aí. Bem, na verdade, não. Estamos em meados de novembro ainda e eu já estou me adiantando. Mas não sou a única; cada vez mais cedo as lojas espalham festão e bolinhas coloridas pelas vitrines a fim de nos convencer a começar a gastar dinheiro.

Minha árvore + enfeites, luzinhas, guirlanda para a porta, christmas crackers e todo o resto ficaram em Jersey. Como neste natal eu estarei no Rio não estou lamentando tanto. Só pus na janela uns penduricalhos (de Chatsworth).

image
image
image

Falling Leaves

O outono ainda nem foi embora. As folhas já cobrem o jardim, os esquilos já estão em alerta vermelho para encarar o frio e a escassez comida que se aproxima, descobri um porco espinho construindo seu abrigo de inverno no fundo do quintal e já passou da hora de limpar e guardar essa mesa e essas cadeiras. Porque elas não voltarão a ser usadas até, quem sabe, maio do ano que vem.

image

A vista da janela do escritório. Agora que as folhas caíram eu volto a ver a rua que passa na lateral da casa.

image


Tiny joys.

Estava percorrendo a TopShop outro dia quando vi essa caneca na seção de presentes.

image
image
image

Como todos sabem, eu tenho obsessões por coisas aleatórias como necessáires, porta cartões, anéis, cadernos e, claro, canecas. Eis a última aquisição, uma vez que não consegui deixá-la na loja.

De Chatsworth também veio esse postal, reprodução de uma pintura da artista Maria Cosway. A retratada é Georgiana Cavendish, duquesa de Devonshire – sim, a mesma do filme com a Keira Knightley e parente distante da Princesa Diana. Ela tem uma biografia deveras interessante (meio mal contada no filme; “licença poética”) e era a verdadeira fashionista da sua época. Ainda bem que ela morreu há alguns séculos – do contrário estaria hoje vestindo color block, batom Snob, ankle boots e postando foto de look no blog.

Hidratante labial da H&M. Não consegui resistir às latinhas (esqueci de adicionar LATAS à lista de coisas randômicas que eu “coleciono” sem nem perceber). Elas são bem mais bonitas ao vivo.

image
image


Essas aí vieram do Old House Museum em Bakewell. A Leone foi presente.

image

image
image


image


Para finalizar esse post “enlatado”: minha mãe é fã dos chás da Twinings e me pediu algumas caixinhas. Resolvi colocar as teabags dentro dessa latinha meiga em comemoração ao casamento real; ela já veio da loja cheia de chá, mas era o comum matinal e mamãe prefere os de fruta.

image

Autumn in Suburbia

Fiquei sem internet anteontem por mais de 20 horas. Nunca me diverti tanto.

Fui fazer fotos do outono no Eagle Pond mas falhei porque, quando cheguei lá, percebi que a maioria absoluta das árvores do parque eram evergreens – ou seja, folhas verdinhas, todas intactas nos respectivos galhos. O display outonal estava bem mais interessante na avenida principal do meu bairro; só que boa parte das folhas só que boa parte das folhas já estava igual ao predinho da Maria do Carmo segundo a dona Armênia, ou seja, na chón (noveleiras vintage, hello).


image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

Sempre um FDP pra poluir.

Ladies who lunch.

Eu gosto da expressão “ladies who lunch” (damas que almoçam) para designar as senhoras/senhoritas de sociedade que fazem pouco ou nada além de se reunir para almoçar. Jersey é cheia delas, na versão terceira idade ou então “yummy mummies” – as mamães de skinny jeans e botas UGG. Estou apenas fazendo uma observação sócio-cultural, não julgando ou criticando o estilo de vida das pessoas. Até porque eu poderia me considerar uma “lady who lunch”; a diferença é que meu “lunch” costuma ser uma salsicha na frente da TV.

Mas, quando temos companhia, por que não? Estive em Jersey há umas duas semanas e, aproveitando a licença maternidade da amiguinha, fomos almoçar no Rozel Inn.

image

Meia porção de “hambúrguer” pra J. Olha o tamanho desses onion rings…

image

She thinks it’s yummy.

image

Belly pork + vegetables. Vinha originalmente com purê de batata, mas preferi pegar leve e optei por essa meiga tigelinha de saúde. Pena que no Brasil o costume de fazer legumes no vapor ou no forno seja menos difundido. Depois que prová-los assim você nunca mais vai querer jogar a sua cenourinha/batatinha/brócolis num balde de água e fervê-los até que percam toda a forma, cor e sabor.

image


Ladies? Nem tanto. :)

image

About my Boy.

Respectivo tem 1,84m de altura (eu acho), uns 70 e tantos quilos, cabelos loiro escuros, olhos azuis, pernas bonitas e eu adoro as bochechas dele.

Ele gosta de chá, carros, história, livros, vacas, alho, Led Zeppelin, documentários sobre guerras, sapatos confortáveis, física, química, arquitetura, música clássica, tratores, assistir Top Gear, Fórmula 1, cheiro de bacon, comédias românticas, florestas, rios, montanhas, meias listradas, queijo cheddar, loção pós barba da Floris, pizza Super Supreme do Pizza Hut, aviões, Meccano, montar coisas, inventar músicas, cozinhar, cerveja real ale, churrasco, desenhos animados, trocadilhos, esquiar, cigarro, pulôveres de cashmere e a palavra “poo”.

Ele não gosta de coco ralado, praias, datas comemorativas, sungas, novelas, hospitais, pipoca doce, barbas, R&B, música alta tocando em lojas, lugares superlotados, filmes sem final feliz, cheiro de esmalte, magpies, moscas, dançar, bonecas Bratz, histeria, telefone, calor, franceses, maçanetas redondas, sapatos de bico fino, bermudas, combinar a meia com o sapato, racismo, jiló, margarina, iPads, arte contemporânea, backseat drivers, facas sem corte, chuveiros ruins, hostels, farofa, pessoas sem senso de humor.

Reza a lenda que inglês não curte public displays of affection. Escandinavos, eu suponho, devem curtir menos ainda – então o mix ali não era muito promissor. Entretanto, logo no segundo dia em que saímos juntos na rua, ele pegou na minha mão. Nenhum dos meus exes gostava muito de pegar na mão, e eu fiquei desconcertada. E me senti tentada a tirar a mão dali com algum pretexto (procurar algo na bolsa, arrumar o cabelo, etc), mas resolvi que ia deixar ficando até segunda ordem porque hell, eu tinha me dado mal no quesito romance até então e merecia, pelo menos, acreditar.

Corta. Pula para dois adultos saltitando pela rua. Mas saltitando mesmo, no sentido literal da palavra, absolutamente sóbrios, sem o menor traço de álcool no sistema. Ou dançando ao som da música de fundo das lojas de departamento. Temos várias músicas compostas um para o outro, para eventos que aconteceram, para as gatas, e cantamos muito, o tempo todo. Ele sempre fala de mim para as pessoas e a secretária dele já disse que não aguenta mais ouvir.

Ele sempre me abraça no metrô e me dá beijinhos na testa, uma coisa que eu raramente vejo outras pessoas aqui fazendo. O metrô londrino é meio estranho, os bancos são virados uns para os outros e as pessoas são obrigadas a se encarar em silêncio por vários minutos – e como aqui encarar é considerado deseducado, elas então encaram o chão, o jornal, o iPad, qualquer outra coisa. Mesmo que alguns nos olhem feio (e olham) e eu às vezes fique sem graça (não deveria) nunca reclamo ou me esquivo do abraço e do carinho.

Não creio que tenha se passado um dia sem que ele tenha me dito que me ama e que “you’re my beautiful girl”. Tanto que às vezes até acho que acredito.

Não trocamos presentes em datas especiais. Na verdade não ligamos muito para datas. São apenas um número no calendário com o objetivo de aquecer a economia fazendo com que as pessoas comprem coisas. Ele, no entanto, nunca se esquece de trazer minhas revistas. Sempre se lembra, todos os meses, de todas elas e não perde nenhuma. Quando esqueci meu chapéu preferido numa estação de trem, ele rodou a cidade inteira por semanas até encontrar outro igual. E sempre traz alguma bobagem barata da rua que o fez se lembrar de mim.

Todas as manhãs, todas mesmo, antes de sair para o trabalho, enquanto eu ainda estou meio adormecida, ele me traz uma xícara de chá ou café com leite, canta uma música boba (temos um pequeno porém selecionado repertório) e às vezes faz uma dancinha. É o nosso ritual matinal diário. E quando estamos longe um do outro ele me liga de manhã para cantar e à noite para me desejar boa noite. Não importa o que aconteça, não ficamos um dia sem nos falar desde que nos conhecemos.

Em Hannover na Alemanha, onde moramos entre 2007 e 2008, tem um ralo no meio da rua que toca músicas aleatórias. Apelidamos de Musical Drain e sempre que passávamos ali perto, tínhamos que ir até o ralo, descobrir o que estavam tocando e dançar. Muita gente passava e achava graça, mas certa vez olhamos para trás e havia um casal de velhinhos dançando também e rindo muito.

Vi o meu futuro ali e achei lindo. Sorrimos de volta e continuamos a dançar.

Happy Halloween!

Se eu não me canso de fotografar as mesmas coisas todos os anos?
Não. Nem um pouco. :)

image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image

Esse ano eu não esperava visitar o Pumpkin Patch em Jersey, mas por acaso estive lá duas semanas antes do dia das bruxas e tive a chance de apreciar a decoração anual em toda a sua glória. Muita coisa é reaproveitada de ano para ano, mas às vezes surgem novidades e mesmo os velhos itens de sempre são apresentados de maneiras diferentes. Tudo isso para vender abóboras.

Essa é a época do ano em que eu gostaria de estar numa cidade pequena dos Estados Unidos, onde o Halloween é celebrado com festas temáticas espalhadas pelas vizinhanças com direito a teias de aranha fake e esqueletos iluminados saindo de caixões. Na Inglaterra ou você tem cinco anos e um baldinho plástico em forma de Jack-o-Lantern ou tem dezoito e uma fantasia de bruxinha sexy, enfermeira sexy, zumbi sexy e demais versões do mesmo tema. Oh well, a gente se vira como pode.

Feliz Dia das Bruxas, e boa sorte lidando com os espíritos – especialmente os de porco, que não esperam o dia 31 de dezembro para se manifestar.

A liberdade é frágil

Especialmente quando feita de tijolinhos LEGO.

A FAO Schwarz foi uma das visitas obrigatórias em Nova York, logo na primeira manhã. Infelizmente foi também uma das primeiras decepções – Respectivo disse que a oferta estava bem mais fraca. Ainda vale a visita pelo fato de ser uma loja icônica na cidade, mas se você estiver em Manhattan e seriamente interessado em brinquedos, sugiro a Toys’R’Us de Times Square: são quatro andares de brinquedos, gadgets eletrônicos, doces, cupcakes e sorvetes com uma roda gigante no meio, onde cada carrinho tem um tema (Barbie, LEGO, Playmobil, Moranguinho, Meu Querido Pôney, Rugrats, Scooby-Doo, Mr. Potato Head, Monopólio, Toy Story, Little Tykes, M&Ms, Cabbage Patch Kids, etc).

A loja ficava a uns dez minutos de caminhada do nosso hotel e eu devo ter entrado lá umas cinco vezes. Porém uma vez lá dentro eu entrava em toy frenzy mode e nem lembrava que tinha uma câmera na bolsa.

Não que a FAO não tenha seus pontos altos. :) Incluindo o mega stand de Ugly Dolls e a mesa de totó feita de Barbies!

Não acreditei que não comprei NEM UMA Ugly Doll, nem no “precinho” dessa mesa de totó… 25 mil dólares. Por esse preço eu compro uma mesa comum, 22 Barbies, tinta rosa e ainda me sobra dinheiro pra subornar o Maradona a fim de vir jogar comigo, obrigada.

Mais LEGO Love: Jack Sparrow e Indiana Jones.

Se você quiser se livrar de mim por um dia inteiro, me dê um balde de LEGO.

Categories usa

The lost garden.

image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image
image


and we sit here while everything unfolds and spreads out and blooms and explodes with life everywhere, and we take in the scent and the colours and the joy and the beauty and the hope that soon it’ll be our turn to become alive again, not realizing that, unlike the flowers around us waking up to the sun, our roots have already died and we’ve already begun to decay.

if not now, when?