Bad Karma

Então, esse vai ser o último post do blog por algum tempo.
Viagem marcada para a próxima quinta feira, muita coisa pra organizar e deixar resolvida, já que é provável que eu passe um tempinho fora.

Respectivo também viaja na mesma data; duas semanas na Alemanha a trabalho – e é aí que as coisas começam a complicar. Como a sogra está na Finlândia, precisávamos de alguém para cuidar das gatas (especialmente da Chantilly) e de alguém para ficar aqui recebendo ligações, correspondência e enviando arquivos, já que ele agora trabalha em casa. A pessoa mais óbvia para cumprir a segunda tarefa seria a assistente (que mora na capital), e por isso ela está vindo para cá hoje à noite. Infelizmente ela não é a pessoa mais indicada para a primeira tarefa, já que tem medo/trauma de gatos.

Você deixaria seu filho sob os cuidados de alguém que não gostasse de crianças?

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Para piorar, essa manhã descobri uma mancha marrom avermelhada na córnea direita da Chantilly. Fui pesquisar na internet e todos os sintomas bateram: uveíte felina. O tratamento tem que ser contínuo para evitar a cegueira e pior, pode ser sintoma de algo mais grave, como leucemia. Acredito que no caso da Chantilly seja apenas trauma ocular, porque há duas semanas atrás ela estava com os olhos inchados e lacrimejantes – provavelmente por ter se machucado coçando. Mas ainda assim estou preocupada. Se ela precisar ser levada ao veterinário diariamente para acompanhamento, ter remédios aplicados diariamente, não sei quem vai fazer isso se a cat sitter disponível nem mesmo chega perto de gatos.

Não posso desmarcar minha passagem porque estou viajando por motivos médicos. Ele também não pode desmarcar porque tem compromissos profissionais. Eu já não estava muito felizinha antes por conta da minha própria saúde e por conta dessa moça, com a qual não tenho muita intimidade, vir passar duas semanas na minha casa sem que eu esteja presente.

Para deixar tudo ainda melhor, Respectivo tropeçou na escada ontem e olha só o tamanho do estrago:

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Ouch.

Se eu acreditasse em coisas como energia negativa já estaria colada num pai-de-santo tentando bloquear o fluxo ruim. Mas eu só acredito no poder do acaso, e que as fases da vida são cíclicas. Já despenquei dentro de poços tão fundos que me perguntava quando eu ia, finalmente, parar de cair. E uma vez lá embaixo, me via tão longe da saída que não conseguia enxergar luz nenhuma ao olhar para cima. Às vezes nem vale a pena tentar escalar as paredes; é melhor usar o tempo para fortalecer o espírito.

E nunca se esquecer do tamanho relativo de tudo, inclusive dos nossos problemas.

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Hora de ficar zen! Mais ou menos como essa galerinha animada aí embaixo, que fotografei no Jardim Chinês de um open garden:

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