What a wonderful world.

Levamos o carro pra rodar depois que o boo-boo no farol foi consertado, e paramos para tomar uma cerveja no Portelet Inn. Note to self: voltar lá pra comer, também, porque o pub parece ter resolvido suas tendências de servir comida ruim na hora do almoço (espiei o conteúdo dos pratos alheios e estava aceitável) além do que a vista para o mar é qualquer coisa de wow.

Depois rumamos para Saint John, onde acontecia uma car boot sale no estacionamento de outro pub. Não sei pra quê, porque eu tinha 3 libras na carteira e obviamente não ia comprar nada. Car boot sales = bando de tias e tios se reúnem num estacionamento, esvaziam vários sacos de porcarias no porta-malas do carro ou em cima de um lençol no chão e vendem tudo por uns trocados. Na maioria das vezes não tem nada muito exciting – fitas VHS com filmes do naipe de “Uma Linda Mulher” e “Flashdance”, porcarias de porcelana e roupas fedidas. Mas de vez em quando rolam boas surpresas. Bom passatempo se você curtir um desafio, tiver pouco dinheiro e nada melhor pra fazer.

No caminho da car boot, eu avistei um Rolls Royce amarelo enorme parado na entrada da Manor House de Saint John e uns senhores usando chapéus de palha direcionando os motoristas para o portão. Os jardins estavam abertos à visitação pública num evento de caridade e decidimos então mandar a car boot pro espaço e ir futricar o quintal alheio. Essa foi a melhor idéia da semana, porque os jardins eram de cair o queixo e valeram o ingresso. Por mais duas libras tivemos direito a um cream tea, servido em pratos e copos de isopor e que comi sentada no chão, enquanto vespas e abelhas planejavam transformar meu chá em piscininha.

“Vamos sentar aqui e fazer fotos pra fingir que o jardim é nosso?”
“Acho que os leitores do seu blog não vão acreditar…”

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Tinha lago com direito a cisne e botes, jardim japonês, jardim só de hortências (e outro só de dálias, e de rosas…), “kitchen garden” (onde se plantam legumes e verduras), campo de golfe, haras, garagens para a coleção de carros vintage do dono da casa e um mini zoológico de aves de rapina (falcões, águias e lindíssimas corujas brancas). Cheguei na “hora do recreio” e tinha um camarada servindo a janta para os pássaros: PINTOS MORTOS. Traumatizei).

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Reflita no quanto deve custar para manter isso aí tudo.
É. Acho que prefiro o meu jardim. Água da chuva pra regar, poda duas vezes ao ano e corre pra galera.

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