Feliz 2005.

Mudamos os planos e ficamos por Copacabana mesmo, no Merlin. Adoro hotéis: café da manhã, roupa de cama novinha e cheirosa todo dia, TV a cabo e frigobar cheio de calorias líquidas.

A festa do reveillon em si não é lá essas coisas. Copacabana já esteve mais cheia, o foguetório já foi mais bonito e a cascata de fogos do hotel Meridien já foi bem mais impressionante. Aparentemente esse ano rolou um glitch com os fogos e a fumaça veio todinha parar na praia. Desagradável. Eu mal percebi; passamos a virada numa mesa de bar, celebrando com comida, chopp e champanhe.

E essa unha rosa barbie horrorosa acabou com a classe da foto.

Tive uma sensação estranha enquanto esperava o dono da joalheria buscar os anéis no nosso tamanho. Nem parecia que era eu ali, comprando um par de alianças. Beejebus.

Sobre o novo ano que começa hoje, há muito tempo desisti de resoluções. As melhores coisas que me aconteceram na vida chegaram sem que eu fizesse esforço. Tudo aquilo que lutei pra conquistar foi perdido ou não se concretizou. Meu novo lema: sentar e esperar. Ainda que seja longa a espera. 2003 foi um ano terrível. No dia 31 eu não tinha absolutamente nada de bom pra recordar. 2004 me trouxe a libertação de um trabalho que me fazia infeliz, de uma pessoa que dizia me amar mas que era viciado em mentiras e só conseguia me pôr pra baixo, do pesadelo de perder a nossa casa – e de bônus encontrei um amor de verdade na minha Inbox.

Um interlúdio merecido nessas nuvens de chuva; eu precisava desse arco íris.
Come in, 2005. I’ve got a feeling you’ll be amazing.

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