Nothing will be the same. And yet, everything stays.

Sábado com o quase ex-namorado na churrascaria do Rio Decor, na Rio-Petrópolis. Duque de Caxias (pra quem não sabe, minha cidade) fica às margens dessa rodovia, também chamada Rio-Juiz de Fora (ou BR-040, como reza o DNER) e que leva o povo para passar fim de semana na serra. Estou com uma puta saudade de Petrópolis.

A carne estava boa, embora eu praticamente só coma frango, coraçãozinho e linguiça. O rodízio é barato, tem uns acompanhamentos interessantes e é bem melhor do que me arriscar numa ida ao Porcão. Me deslocar, pagar os olhos da carae ainda correr o risco de me deparar com alguma “celebridade global”? Desnecessário.

Passei o dia meio taciturna, meio enfiada em mim mesma. Alguém aí já sentiu saudades de pessoas que não deveriam despertar saudade? Não estou falando só de ex-namorado(a)s/ficantes. De qualquer pessoa. Hoje eu me peguei com “saudade” de uma ex amiga, a B. Não exatamente dela, mas do contexto da amizade. E tudo isso agora parece ter ficado trancado dentro de um baú de madeira que ficou enterrado no quintal da minha ex-casa. Não dá pra ir lá e buscar de volta. E mesmo que desse, o baú já deverá estar apodrecido pela umidade da terra fofa do jardim, e as memórias terão virado adubo.

E ontem teve bedroom dancing na casa da S. Ouvimos Rush e bebemos cerveja a madrugada inteira. Eu estava com saudade de beber cerveja gelada. E da S. (fizemos fotos sexy no banheiro and you’re not gonna see it). E do Rush – essa banda era querida até eu ir ao show, quando então ela entrou pro time de favoritas. Gosto das radiofônicas, gosto das clássicas, gosto das interminavelmente chatas. Essa banda me deixa feliz, assim como Supertramp deixa o meu namorado feliz.

E por falar nele, eu acho que ele vai embora. Vai ter que voltar pra BH. Mas disso eu falo depois que as suspeitas confirmarem-se. Mas não vou ficar triste; eu sei quem são as pessoas que entram na minha vida pra ficar. E, ao contrário da B. que só figura nas minhas lembranças por ter sido um “elo de ligação” para uma série de coisas boas, o M. vai ficar, independentemente de qualquer outra coisa, boa ou má, que tenha nos acontecido; vai ficar mesmo que se vá. O que temos jamais estará enterrado dentro um bauzinho no meu passado. O que temos, teremos sempre, no matter what.

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