Cosme e Damião.

Pausa nas fotos de Santa Teresa para registrar esse momento: domingo, dando um rolé pelas praças da cidade, achei todos os gramados cobertos por bandejas cheias de doces. Na véspera foi dia de Cosme e Damião. Tenho lembranças engraçadas da infância, sobre isso – vai ser o assunto de amanhã no diário.

Uma infinidade de paçocas, pipoquinhas embaladas em plástico colorido (o famoso “cocô de rato”, pra quem se lembra…), balas, pirulitos, aqueles “sorvetes” fake de casquinha, marias-mole, pé-de-moleque, bananada, doce-de-abóbora, “geleinha”, enfim… SAUDADE.

E fome – olhem essa foto e veja a que nível de sofisticação gastronômica pode chegar um mero DESPACHO (do bem, mas ainda assim é macumba). Uma torta inteirinha, cercada de copos de guaraná e ovos crus com um furinho na casca (???). Juro que, se tivesse visto essa bandeja na hora em que estava sendo oferecida, teria pedido licença pra Cosme e Damião (afinal, eu sou criança, eu posso!) e metido todos os meus 32 dentes no bolo. Mas era domingo, a torta já havia dormido e amanhecido ali. Fiquei com nojo.

Oi, prazer – meu nome é Lolla e eu sou assim mesmo: sem noção.

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